Capítulo 01: Exatas

A paixão de Kyuhyun pelos números começou cedo. O primeiro brinquedo de que ele se lembra era um contador, um pequeno quadro que era atravessado por hastes finas de metal transpassadas por missangas que o ajudariam a aprender os números. Na escola os professores admiravam sua facilidade em aprender equações, frações e raízes. Aos quinze anos, Kyuhyun ganhou sua primeira olimpíada de matemática, e isso era algo de que ele se orgulhava ainda em dias atuais.

Com tanta facilidade assim com os números, a escolha de sua faculdade foi algo natural. Afinal, ciências econômicas eram puramente números, equações e estatísticas. Era tudo tão exato e tão palpável que não tinha como Kyuhyun não se apaixonar por tal profissão. Ele sonhava em abrir uma empresa de estatística, na qual ajudaria políticos e pessoas influentes com suas informações exatas e precisas. Claro que no segundo ano de faculdade isso ainda era um sonho distante, mas no momento ele se virava bem.

Ser o garoto bom em matemática da escola não fora nada fácil. Kyuhyun era magro, esguio, um tanto arisco e por assim dizer, sensível, era um alvo fácil para os valentões da escola. Ele apanhou de garotos por metade de sua adolescência, até seus quatorze anos quando todos descobriram sua sexualidade. A partir daí, eles passaram a temer Kyu, como se ele tivesse uma doença contagiosa. As provocações pelo resto de sua vida escolar não vieram em formas de socos, mas sim de xingamentos aos gritos, ou escritos em sua mesa e em seus cadernos.

Na faculdade poucas coisas mudaram em relação as pessoas que estudavam consigo. Eles não o xingavam mais, não na sua frente pelo menos. Mas ainda o tratavam como se ele tivesse uma doença, ou um problema mental. Em uma sala composta basicamente por homens, era difícil que algum dirigisse a palavra a ele. As mulheres eram mais receptivas, por acreditarem que a amizade com Kyuhyun era perfeita, afinal, ele jamais se interessaria por elas sexualmente.

Entretanto, Kyuhyun não estava interessado nem mesmo em uma amizade com as mulheres de sua faculdade. Para ele, elas eram fúteis e carentes demais, elas falavam muito sobre nada que pudesse interessar a ele. E no final das contas, achavam que entendiam de tudo sobre a homofobia, quando na verdade só entende quem vive na pele o que é sofrer com o preconceito. Elas achavam que ele tinha uma espécie de câncer e que era um ser solitário e digno de pena, por isso merecia mais do que todo mundo sua amizade. Kyuhyun discordava plenamente.

Com o tempo, as pessoas começaram a acusa-lo de ser antissocial. Não que aquilo o incomodasse, depois de ser taxado como viado e outros nomes pejorativos para sua sexualidade, ser antissocial era o menor dos seus problemas. Nos dias atuais, ninguém da faculdade mais tentava se aproximar do rapaz, e apenas o deixavam com sua solidão.

Aquela tarde de quinta-feira na faculdade não fora nada diferente. Kyuhyun estava sentado na primeira carteira, com os olhos compenetrados na grande equação no quadro. A sala estava silenciosa pelo grau de dificuldade daquela matéria, em matemática avançada, poucos alunos não eram dependentes. A maioria era no mínimo um ano mais velho do que Kyuhyun, e no último bimestre, aparentemente ele era o único não preocupado em pegar dependência nessa disciplina.

Seus olhos atentos desvendaram o final daquela conta antes mesmo do professor dizer-lhes o resultado. Kyuhyun olhou para trás quando a atenção do professor voltou-se para o fundo da sala. Em uma fileira do canto, um rapaz alto estava com a mão acima da cabeça, perguntando ao professor sobre o início da equação. Era Changmin, com uma feição conturbada e um olhar brevemente desesperado, aparentemente ele não fazia ideia do que o professor havia escrito no quadro.

“Se ele não estivesse tão ocupado comendo essas piranhas, talvez soubesse como resolver a equação”, pensou Kyuhyun amarguradamente. O rapaz era famoso por seus relacionamentos curtos e luxuriosos. Changmin era o tipo de homem que Kyuhyun jamais seria, mesmo que fosse heterossexual. Ele jamais se daria ao desfrute para mulheres sem conteúdo, apenas para reafirmar sua masculinidade.

Kyuhyun suspirou pesadamente e esticou os braços preguiçosamente sem dar atenção a repetição de palavras do docente. Ele virou o rosto novamente e agora Changmin anotava algo rapidamente, juntamente com outros colegas a seu lado que deveriam estar tão perdidos quanto o rapaz. Faltavam apenas cinco minutos para aquela aula acabar, então ele juntou suas coisas e saiu rapidamente da sala.

Kyuhyun tinha pouco mais de meia hora para se alimentar na faculdade, pegar o metrô e seguir para seu emprego noturno. Ele era bartender em um bar GLS no subúrbio de Seul. Apesar de o local ser famoso e bem movimentado, a localização descentralizada foi necessária. Os proprietários, Donghae e Hyukjae não conseguiram espaço no centro da cidade. Aparentemente, ninguém queria gays, lésbicas e afins se reunindo e se misturando aos jovens de família na cidade.

Se havia algo que Kyuhyun amava tanto quanto a economia, era o Candy Bar. Lá ele podia ser ele mesmo e fazer tudo o que gostava, mas o mais importante, lá ele não era julgado. Ninguém no Candy Bar tinha medo ou nojo dele, aquilo dava ao rapaz uma sensação de pertencimento que ele não encontrava em lugar nenhum desde que saíra de casa aos 18 anos. Por isso, Kyu preparava cada um daqueles drinks com muito carinho, desejando que cada um que provasse daquelas bebidas se sentisse tão bem quanto ele.

Kyuhyun chegou à cafeteria da faculdade com certa pressa. Depois de servir-se de um café e um sanduiche natural, o rapaz sentou-se a mesa e abriu um livro técnico que deveria estudar para a prova. Ele leu algumas páginas enquanto saboreava o sanduiche que servia apenas para enganar seu estômago. Logo a praça de alimentação ficou barulhenta e agitada, mas felizmente Kyu estava saindo dali.

Os metrôs começavam a ficar cheios por juntarem os trabalhadores que aos poucos iam deixando seus serviços. Kyuhyun foi do centro para a zona sul da cidade, onde se localizava o Candy Bar e também o flat em que ele morava. Ele adentrou o bar ainda vazio, com suas mesas recostadas nas paredes e as cadeiras sobre elas. O primeiro que ele viu e cumprimentou, foi Sungmin, o outro bartender organizava as garrafas cheias nas prateleiras espelhadas em que ficavam dispostas. Ele atravessou a bancada e seguiu por uma escadaria em espiral, afim de chegar a sala onde encontraria Donghae, como sempre perdido entre os números do caixa da noite anterior.

Se visto de fora, o Candy Bar era um local discreto. Havia uma fachada branca, com duas portas de madeira em mogno que se abriam apenas quando o bar estava funcionando. No entanto, quando as portas estavam abertas, do lado de fora era visível apenas uma parede, já que a entrada era um corredor lateral que dava acesso ao bar. Um dos charmes do local era a privacidade que este dava para seus frequentadores.

Logo que a parede era contornada, dava entrada para um corredor, com as paredes e o teto forrados com veludo vermelho e iluminados por uma lâmpada fraca e da mesma cor. E o final desse corredor, dava acesso ao bar, com suas mesas redondas e cadeiras de couro que mais lembravam poltronas espalhadas pelo salão. O local era iluminado por dois sofisticados lustres com flores de cristal, além de luminárias na parede. Logo abaixo das luminárias, grandes espelhos percorriam toda extensão do bar, até pararem nos corredores ao lado do balcão principal.

O corredor ao lado esquerdo do balcão onde Kyuhyun e Sungmin serviam as pessoas, dava acesso a uma pequena pista de dança e é claro, ao Dark Room. Já o do lado direito, dava acesso aos banheiros e a pequena escada circular que levava ao escritório dos dois proprietários. Era na pista de dança onde ficava todo o equipamento do DJ que comandaria a música que ambientaria todo o local agitado. E atrás de uma pesada cortina escura, o Dark Room, que era iluminado por uma luz branca que piscava esporadicamente, e continha uma grande cama redonda no centro. Naquele local mal iluminado, tudo era permitido.

Assim que adentrou a sala de Donghae, Kyuhyun largou sua mochila em um canto e se sentou de frente para o rapaz. A sala não era tão ampla, e parte dela servia como arquivo-morto, então o rapaz tinha um espaço limitado ali. Kyuhyun sentou-se de frente para o mais velho que levantou o olhar cansado para si, fazendo-o sorrir. Uma das melhores coisas que acontecera em sua vida, foi ser apresentado a Donghae. Foi ele quem deu luz a seu caminho quando as coisas se complicaram.

– Onde foi o Hyukie? – Indagou Kyuhyun.

– Ele foi pagar umas contas. A noite da fantasia que o Sungmin propôs deu certo, pagamos cinco meses de aluguel hoje.

– E aumentar o meu salário que é bom nada né? – Brincou Kyuhyun.

– Não reclama que você já ganha bem, seu folgado! – Disse Donghae entre risos. – Agora me ajude aqui com essas contas.

Kyuhyun riu do comentário do outro e arrastou a cadeira a posicionando ao lado de seu chefe. Os dois passaram algumas horas arrumando o fluxo de caixa, até Hyukjae chegar e pedir para o mais novo ajudar Sungmin com as mesas no andar de baixo. Normalmente, só trabalhavam os quatro no local e até então eles davam conta do recado. Vez ou outra, os proprietários contratavam strippers ou go go boys para animar a noite, mas eles nunca eram fixos, o que para Kyuhyun era um alívio, afinal para ele, aquelas pessoas tinham o intelecto de uma ameba.

Antes de ajudar Sungmin, Kyuhyun passou no banheiro e vestiu o uniforme da empresa, que consistia em uma camiseta com o nome do estabelecimento e uma espécie de avental que ele amarrava na cintura. O rapaz retirou o par de óculos e o substituiu por lentes de contato, passou uma colônia atrás do lóbulo de sua orelha e nos pulsos, para por fim, seguir em direção ao centro do local.

Kyuhyun e Sungmin se deram bem desde que se encontraram pela primeira vez no bar. Eles não demoraram a se tornarem amigos, depois amigos íntimos, e agora eram dois homens que quando a carência ultrapassava os limites, transavam como se não houvesse amanhã no pequeno e desorganizado flat de Kyuhyun. Eles não eram nem de longe namorados, nem mantinham sentimentos um pelo outro. Aquilo era puramente sexo.

Kyuhyun não se relacionava desde os dezoito anos, quando seu primeiro e único namorado partira para a Europa e o deixara aqui com seu coração partido e sem ninguém para apoia-lo. E desde aquela época ele não era interessado em relacionamentos. Ele tinha Sungmin que satisfazia suas necessidades e aquilo para o rapaz era mais do que suficiente. Afinal, para que se importar com uma pessoa que certamente irá deixa-lo logo que uma oportunidade mais interessante surgir. Kyu acreditava que a maioria das pessoas eram oportunistas e egoístas quando se tratava de relacionamentos sérios. Donghae e Hyukjae eram as únicas exceções que ele conhecia.

Eles arrumaram todo o local, lavaram algumas louças e logo que o DJ da noite chegou eles abriram ao público. Mesmo sendo uma quinta-feira chuvosa, já havia fila do lado de fora para a abertura do local. O público do Candy Bar apesar de ser bastante seleto, acabava por ser muito variado. Casais femininos entravam de mãos dadas e rindo uma com as outras. Algumas meninas tinham em seu visual algo que demarcasse sua sexualidade, como cabelos curtos e roupas masculinizadas, enquanto outras deixavam seu lado mais feminino aflorar em sua aparência. Com os homens não era muito diferente, alguns eram mais afeminados, falavam alto com a voz forçadamente fina, enquanto outros eram mais discretos e carregavam consigo um ar cult.

Essas pessoas se espalhavam em grupos pelas mesas do local se ajeitando sem pressa alguma. O sorriso estampado nos rostos cansados de seus trabalhos era algo revigorante para Kyuhyun. Logo que o bar abria, Donghae e Hyukjae desciam do escritório e supervisionavam o local, passando assim a serem conhecidos pelos frequentadores mais assíduos. Não demorava muito, e as pessoas se aglomeravam diante de Kyuhyun e Sungmin pedindo pelos mais diferenciados drinks.

Naquele momento, Kyuhyun e Sungmin sentiam-se as estrelas da festa. Os olhos estavam sobre eles quando as garrafas giravam no ar, antes de derramarem seu liquido no copo de mistura. Eles conversavam, riam, e as vezes recebiam investidas de possíveis admiradores. Kyuhyun amava toda aquela atenção, de gente certa, que sabia o que ele era e se interessava por ele exatamente por isso. Não eram meninas fúteis falando de penteados e vestidos, e sim homens cheios de testosterona e masculinidade, interessados em seu simpático sorriso e em suas coxas grossas. Eram momentos como aquele que o faziam se sentir vivo.

Kyuhyun também amava o fato dele ser uma ilusão para aquelas pessoas. Ele se achava inatingível. Ao contrário de sua vida na faculdade, no Candy Bar ele era desejado, observado, mesmo que fossem por poucas horas. E ele amava aquela vida, tão diferente do que acontecia na sua faculdade. As vezes, Sungmin brincava dizendo que ele era o Super-Homem, pois levava uma vida dupla. Durante o dia, ele era o antissocial arrogante da faculdade de economia. Ele era o gay temido pelos homens, pois todos achavam que ele os atacaria. A noite, ele era o desejado bartender, ele era uma das almas que despertavam e ao lado de Donghae, Hyukjae e Sungmin levavam o Candy Bar a ser o sucesso que era.

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Eram três horas da madrugada e os ocupantes daquela mesa já terminavam sua quinta dose de vodka com limão. Changmin tinha apoiado a si, uma menina linda de longos cabelos castanhos e o que ele mais gostava, seios fartos o suficiente para encaixarem em seus dedos. Qual era mesmo o nome dela? Yoona? Yuri? Ele não se lembrava, mas afinal, de que importavam os nomes, não é mesmo?

A sua frente, seu amigo Jaejoong virava o que sobrava de seu copo, enquanto uma loira beijava-lhe o pescoço insistentemente. Ele estava visivelmente entediado, assim como Changmin. Aos poucos o bar em frente a faculdade se esvaziava e eles foram ficando para trás. Changmin e Jaejoong se entreolharam e decidiram que era hora de terminar com aquelas duas que aquela altura já estavam devidamente alcoolizadas.

Foi quando Changmin agarrou a menina pela cintura e a guiou até o banheiro, dizendo em seu ouvido palavras encantadoras. Ele a elogiava, e dava seu melhor sorriso para esta que suspirava esperançosa. Ele sabia que era bom em manipular aquele tipo de mulher e era sempre tão fácil. Ele sorria, pagava alguns drinks, falava algumas bobagens românticas e pronto, lá estavam elas preparadas para tudo o que ele quisesse.

Changmin adentrou o banheiro masculino e não se demorou em jogar a garota contra a parede e atacar seus lábios. Suas mãos foram sem perder tempo para as alças de sua blusa, tão decotada que já dava sinais do que ela queria aquela noite. As mãos habilidosas, agarraram-lhe ambos os seios, fazendo a menina gemer alto. Ele odiava aqueles gemidos, e só havia uma maneira de calar-lhes.

Ao mesmo tempo que Jaejoong adentrou o local e empurrou a sua menina para dentro do box, Changmin forçou os ombros da garota para baixo a fitando ajoelhar-se a sua frente. Ele abriu o zíper de sua calça e a deixou abocanhar seu membro o sentindo enrijecer-se em seus lábios, a medida que seu quadril investia para frente. Changmin ainda percebeu que os gemidos vindos do box também logo foram cessados por Jaejoong e isso o fez sorrir cheio de malícia.

Changmin não sabia dizer ao certo quanto tempo passou puxando os cabelos daquela menina a forçando engolir seu membro até que este batesse na sua garganta. Não havia nada em especial naquela moça, nem no jeito que ela o chupava, ou no olhar de vagabunda que esta lançava a ele. Eram todas assim, todas caiam no seu jogo, todas terminavam naquela mesma posição ajoelhadas a sua frente, o sugando como se sua alma dependesse disso. Eram poucas as sortudas, terminavam nuas em sua cama. E mesmo estas já haviam perdido a graça.

Ele não fez questão de segurar seu orgasmo, e o soltou sem prévio aviso nos lábios da moça que se afastou enojada. Ela cuspiu o sêmen no chão, virando o rosto de lado, sem perceber que agora Changmin fechava o zíper de sua calça e dava-lhe as costas. Jaejoong saiu do box deixando a moça jogada sobre o vaso sanitário, obviamente ofegante. E lado a lado eles saíram do banheiro, pagaram pelas bebidas e pegaram um taxi para o apartamento que dividiam.

Os dois adentraram o local já cansados e sonolentos. Changmin e Jaejoong eram os típicos universitários bancados pelo pai. Ambos faziam estágio de meio período e o pouco que ganhavam, gastavam com bebidas e festas. Seus pais bancavam suas contas de moradia, transporte e tudo mais o que eles precisavam.

A rotina de ambos era a mesma desde que eles entraram na faculdade. Estágio de manhã, aulas a tarde e barzinho a noite. E é claro, eles sempre arrumavam uma companhia feminina ao longo do percurso, e a única regra era não ficar com a mesma por dois dias seguidos. Isso dava esperanças a elas, e não era isso o que eles queriam. Já no apartamento e depois de tomarem seus demorados banhos, os dois foram a cozinha pois estavam famintos. Changmin preparou macarrão instantâneo para os dois e eles se sentaram a mesa para poder saborear o que eles chamavam de refeição.

– Eu vou me ferrar em matemática avançada. – Disse Changmin, desanimado.

– Vai nada… é só estudar direito pra prova final que você passa.

– Aahh se fosse fácil assim. – Disse Changmin, se espreguiçando depois de terminar seu prato. – Acho que o único que entende aquela matéria é o Kyuhyun.

– Quem é Kyuhyun?

– Aquele lá que todo mundo fala que é gay. Com certeza ele passa nessa merda.

– Ah, sei quem é. Estranho né? Ele nem parece que gosta de homem.

– Não parece mesmo. – riu-se Changmin. – Falando em gostar… gostosa a loirinha que você pegou.

– É, mas a morena tinha uns peitinhos mais gostosos, a loira era uma tábua. – Disse Jaejoong, revirando os olhos.

– Você não acha que essa coisa tá perdendo a graça não? Elas são sempre iguais, tão… fáceis.

– Sei lá, tô meio enjoado dessa coisa toda também. – Disse Jaejoong, com ar pensativo.

– Eu queria algo novo, experimentar algo diferente, sabe?

– Sei como se sente. – Jaejoong ergueu os olhos e abriu um sorriso discreto quando algo veio a sua mente. – Você já ouviu falar do Candy Bar?

– Não… o que é isso?

– Ah, é um bar sabe? Um bar gay.

– Iiiihhhh essa conversa tá ficando estranha. – Disse Changmin fazendo Jaejoong rir.

– Ah, a gente podia ir lá, sabe? Ver qual é.

– Fazer o que? Beijar homem? Dispenso, obrigado.

– Qual é Changmin-ah! Qualquer lugar de Seul que a gente vá, vai ser sempre a mesma coisa. O mesmo tipo de pessoas, a mesma atitude. Lá pelo menos é… diferente.

– Muito diferente! – Disse Changmin, pensativo. – Aahh, quer saber. Vamos lá sim, mudar de ambiente vai ser bom.

– Esse é o meu Changmin! Agora, vamos pra cama que amanhã tem estágio!

Os dois sorriram e se levantaram da mesa, seguindo cada um para seu quarto. A louça como sempre ficaria para o dia seguinte. E com essa conversa entre os dois amigos, ficou decidido. No dia seguinte eles iriam conhecer aquele novo ambiente, totalmente ignorado por eles até então. Era disso o que os dois amigos precisavam, novos ares, novas pessoas, novos estilos de vida. E talvez a resposta para seu tédio e para aquele vazio interior que eles insistiam em ignorar, estivesse no escondido atrás do corredor de veludo vermelho do Candy Bar.

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