Capítulo 10: This is our lives on holiday

Meu querido príncipe Kyu.

Acho que faz mais ou menos uma hora que eu estou encarando essa folha em branco, tentando decidir por onde começar. Então resolvi te chamar pelo apelido que escolhi pra você, não por ser o melhor apelido do mundo, mas porque você sempre sorri quando eu te chamo de príncipe. Só de pensar que você vai começar a ler essa carta sorrindo, meu ânimo para escrevê-la já melhora.

Há pouco mais de uma semana eu experimentei o meu primeiro beijo gay, mas você bem sabe disso, era você o homem embaixo de mim com os lábios colados aos meus. O primeiro beijo sempre é algo significativo, eu me senti novamente com treze anos, com as pernas fracas e o medo de errar. Na manhã seguinte, você me perguntou sobre os meus sentimentos e as minhas decisões e é por isso que eu estou te escrevendo hoje. Para tentar sanar as minhas próprias dúvidas, assim como as suas.

Sentimentos são complicados. Eu nunca tive que lidar com eles, e com exceção de emoções superficiais, nada me incomodava, eu era inatingível por esse mal que assola a maioria dos mortais, isso até olhar pra você. Quando eu falo em olhar pra você, eu quero dizer olhar de verdade e perceber que você é muito mais do que um vulto na sala de aula, que existe um homem por trás do estudante e um homem incrível, diga-se de passagem. Eu olhei pra você de verdade da primeira vez que nos cruzamos no Candy Bar.

Às vezes eu penso, muito amarguradamente, que pisar no Candy Bar foi um dos piores erros da minha vida, se não o pior erro. Talvez se o Jaejoong não tivesse me proposto, se eu não tivesse aceitado, isso jamais teria acontecido, você ainda seria para mim um vulto e eu ainda seria uma pessoa vazia e bem menos complexa. Eu não teria experimentado o sabor do que é a verdadeira atração, a verdadeira química e jamais entenderia o que significa se apaixonar.

Agora vem a sua primeira resposta e em minha opinião a mais importante de todas. Eu estou sim apaixonado por você. Eu confesso que levei bastante tempo pra perceber isso e mais tempo ainda para assumir que eu estava verdadeiramente apaixonado. Os meus sintomas eram óbvios, eu sinto o chão faltar perto de você, parece que as minhas entranhas se transformaram em gelo e começaram a derreter na ponta dos meus dedos com o suor frio. Eu fecho os olhos e visualizo o seu sorriso, eu os abro e quem sorri sou eu.

Eu acho que é isso o que os romancistas devem chamar de amor à primeira vista, eu sempre imaginei que fosse um conceito imaginário, até conhecer você. Eu quis te beijar desde a primeira vez que você sorriu para mim. Admitir isso foi bem mais difícil do que te contar, mas era algo inevitável, eu tinha essa urgência gritando dentro de mim. De repente meu mundo começou a girar em torno de outro homem, e acho que agora eu deveria dar a sua segunda resposta.

Eu não sei se eu sou gay, Kyu, mas se sentir atração, tesão e paixão por você faz de mim gay, então eu acho que é isso mesmo que eu sou. Eu juro que tentei abdicar de todos esses sentimentos por mais fascinantes que eles sejam, mas não existe no mundo uma fórmula que pudesse me fazer evitar ser quem eu sou. Eu não vou afirmar que estou disposto a assumir isso ao mundo agora, minha família não aceitaria facilmente e eu preciso de força psicológica para enfrenta-los, é tudo tão novo para mim que eu ainda não sei como lidar com isso, e nem o que fazer em seguida. Eu tenho tão poucas certezas que acho uma pretensão minha querer deixar você mais seguro, mas as minhas opções são tão escassas que o que me resta é abrir meu coração para você.

O meu maior e mais absurdo desejo em relação a você Kyuhyun é arrancar do seu coração tudo aquilo que te aflige, tudo o que te deixa inseguro, como se arranca um espinho de uma ferida aberta e a deixa cicatrizar. Eu queria te dar uma borracha para que você apagasse todo o seu passado e o deixar escrever ao seu modo, de forma que seus aprendizados venham sem dor e traumas. Se eu faria parte do seu mundo, seria uma decisão sua e não um acaso do destino. Eu queria ser o elixir que se derramaria sobre a sua alma e levar comigo tudo o que te machuca.

Eu sei que isso tudo é abstrato e absurdo demais para ser levado a sério por você, mas eu espero que você entenda o meu ponto de vista. Eu estou apaixonado e o objeto da minha paixão tem que estar em seu estado de conforto para que eu esteja no meu. Eu quero o seu bem, meu príncipe, seja comigo ou sozinho. Eu sei que o nosso futuro é incerto e que estaríamos nos envolvendo em um relacionamento cheio de complexos e preconceitos, mas eu quero enfrentar isso de braços abertos, com um homem enfrenta os seus complexos e não um rato que se esconde atrás da futilidade.

Agora a decisão é sua, meu Kyuhyun. Para mim, resta apenas entregar meu coração em uma bandeja, como o caçador da Branca de Neve, caso ele tivesse cumprido sua nobre e maquiavélica tarefa. Meu coração é o seu prêmio que nenhum outro homem ou mulher conseguiu alcançar. Cabe a você decidir o que fazer com ele, e eu estarei disposto a acatar as consequências das suas decisões, porque eu estou perdidamente apaixonado por você.

Carinhosamente, do seu Changminie.

Changmin fitou a folha de papel e pensou em amassa-la e dar fim aquilo como fizera outras vezes ao longo da semana. Ele sabia que precisava falar aquilo para Kyuhyun, mas as palavras exatas sempre escapavam de seus lábios na presença do outro. Ele nunca ficava satisfeito com elas, e chegara a treinar seu discurso em frente ao espelho e o repetira para Jaejoong afim de se expressar da melhor maneira possível.

Foi ideia de Yunho tentar se expressar através da escrita e não da retórica, logo depois de um frustrado Changmin confessar suas dificuldades. Ele reescrevera aquelas palavras de milhares de maneiras diferentes e ainda não estava satisfeito. Aquilo parecia tão simplório diante de suas reais emoções, e ele temia usar palavras de efeito e terminar com um discurso pedante. Ele queria que Kyuhyun entendesse o quão apaixonado ele estava, que seu sentimento era de verdade e não uma curiosidade boba. Queria convencer Kyuhyun de confiar em si, não cegamente, mas o suficiente para que eles mantivessem um relacionamento saudável.

Changmin apoiou a coluna no encosto da cadeira e jogou o pescoço para trás, sentindo em seguida a mão amigável de Jaejoong repousar em seu ombro. O rapaz pendeu o corpo para frente e leu o que ele havia escrito, sorrindo discreto ao final. Changmin levantou-se desanimado e tratou de fechar a grande mala de viagem que repousava ainda aberta sobre sua cama. No caminho, ele percebeu o corpo de Jae virando-se e o acompanhando com o olhar.

– Está muito bom, Changmin.

– Está uma droga. – Disse ele se deitando sobre a mala de rodinhas e forçando seu zíper para que se fechasse.

– O que você quer então? Escrever um livro pra ele? Qual o problema da sua carta? Está muito clara e bonita!

– Eu queria que ele entendesse o que eu estou sentindo.

– Ele vai entender! – Disse Jaejoong dobrando a folha de papel e a entregando ao rapaz. – Mas acima de tudo, ele está ansioso por uma resposta sua. Não o faça esperar mais só por um capricho.

Changmin suspirou pesadamente e pegou o papel da mão do outro, o guardando em sua carteira para que não se perdesse. Jaejoong o deixaria no apartamento de Kyuhyun e depois iria ao cinema com Yunho e seu possessivo namorado Yoochun. Naquela noite Changmin dormiria com o rapaz e logo cedo no dia seguinte eles pegariam a estrada para a praia. O mais alto estava ansioso para aquela viagem tão planejada por ele e pelo outro rapaz. Kyuhyun fez questão de ter seus estudos em dia e desta maneira, Changmin também se viu obrigado a adiantar seus trabalhos.

Os dois adentraram o carro depois de deixarem as malas no porta-malas e seguiram para o local onde Kyuhyun morava. O sol já se punha na capital coreana que exibia um céu alaranjado cheio de nuvens espeças que mais lembravam algodão. Quase não havia trânsito em direção à casa de Kyu, mas ele bem sabia que as estradas estariam cheias no dia seguinte em direção à praia. Changmin ligou o rádio e ele e Jaejoong foram cantando as baladas que conheciam, vez ou outra rindo de suas desafinações.

Changmin via de longe o que havia por trás daquele sorriso de seu amigo. Havia uma alma sendo despedaçada aos pouquinhos por um amor não correspondido. Yunho era um mistério para Changmin, por um lado ele apostava em seu já desgastado relacionamento com Micky, por outro ele parecia cada vez mais fascinado por Jaejoong. Em certa noite daquela semana, Changmin flagrou uma conversa dos dois que o fez sentir um frio na barriga e certamente balançou as bases de Jaejoong.

Yunho afirmou que não tinha certeza se Jaejoong era um anjo enviado para lembrar-lhe que sentimentos puros ainda existem em alguma parte de seu ser, ou se era a personificação do pecado que o fazia escorregar em direção à tentação sem controle algum de suas ações e emoções. Jaejoong ficara sem palavras na ocasião, as maçãs de seu rosto ganharam um tom rosado e ele podia ver o livro que o outro segurava tremendo em sua mão.

Yunho se aproximou do menor que se recostou a porta de vidro que dava acesso à varanda e soltou o livro que tinha em mãos no chão, o deixando ali com as páginas abertas amassadas. O mais alto o segurou pela cintura e colou sua testa a deste e seus olhares se desvendaram, explanaram sentimentos que eram proibidos de serem verbalizados. Eles iriam se beijar, queriam se beijar, necessitavam daquele beijo, mas havia um relacionamento longo entre eles. Yunho desviou os lábios e selou o rosto de Jaejoong demoradamente, sentindo o menor apertar a barra de sua camisa em frustração.

“Por favor, hyung.” – Disse Jaejoong em tom baixo.

“Eu sinto muito.” – Disse Yunho, desviando o olhar.

Jaejoong selou a ponta de seu indicador e o encostou nos lábios de Yunho que também o beijou. Não era a primeira vez que Changmin os flagrava naquele ato tão cumplice e ao mesmo tempo tão inocente. Yunho se afastou cortando o abraço para poder segurar a mão do outro rapaz e selar as costas da mesma, fazendo Jaejoong sorrir abertamente. Changmin então saiu do corredor e voltou a seu quarto já com a xícara de café novamente cheia, ele voltaria a estudar.

Essas idas e vindas estavam maltratando o coração de Jaejoong e Changmin sabia, mesmo que o outro não demonstrasse, aquilo o fazia sofrer. Afinal de contas, assim como ele, Jaejoong se flagrara apaixonado por outro homem e um homem compromissado. Jaejoong estacionou o carro e sorriu para Changmin antes de sair deste e abrir o porta-malas. Ele queria ajudar seu amigo, mas apenas Yunho tinha esse potencial e por outro lado, Changmin agora tinha outro homem com quem se preocupar.

Ele ergueu os olhos quando saiu do carro e a luz do apartamento de Kyuhyun estava acesa, dando uma coloração amarela à janela do rapaz. Ele via vultos passando de um lado a outro e concluiu que aquele era seu amado Kyuhyun provavelmente também arrumando suas malas. Changmin se despediu de Jaejoong tendo a garantia do rapaz de que ele ficaria bem na sua ausência. Depois de carregar sua mala para dentro do prédio, Changmin acenou para o outro que saiu com o carro.

O porteiro o reconheceu e deixou que ele subisse para o apartamento de Kyuhyun, o qual não demorou a alcançar. O menor o atendeu animadamente, e roubou um selar de seus lábios antes de deixa-lo entrar no seu já conhecido apartamento. Kyuhyun puxou sua mala de suas mãos e correu em direção ao seu quarto, deixando a mala lá e só então voltando para Changmin e o puxando em direção à cozinha com ar animado.

– O Donghae-hyung trouxe um pedaço de pernil assado pra nós dois e eu já comi um pedaço, só estava te esperando pra comer o resto.

– Pernil? Isso não é coisa de natal?

– Ele estava testando a receita e é com um molho meio doce que eu esqueci o nome. – Disse Kyuhyun apontando uma cadeira da mesa já servida e retirando do forno elétrico um recipiente com a carne.

Changmin fitou o outro rapaz cortar um pedaço da carne e o mergulhar no molho espeço que estava no recipiente. Kyuhyun então se sentou no colo do mais alto e aproximou o garfo de seus lábios o que foi prontamente recebido pelo outro, e de fato, estava delicioso. Kyuhyun sorriu satisfeito quando o outro meneou a cabeça afirmativamente aprovando a refeição e finalmente o abraçou pelos ombros carinhosamente antes de se levantar e se posicionar em um assento de frente para o outro.

– Está uma delícia, Kyunie.

– O Hyukjae deu sorte de achar alguém que cozinhe tão bem e você deu azar de se interessar por mim.

– Nós vamos comprar comida pra sempre. – Disse Changmin aos risos.

Kyuhyun riu divertido do outro, enquanto eles trocavam talheres para que pudessem servir suas respectivas porções de comida. Os dois comeram por alguns instantes em silêncio apenas saboreando a deliciosa refeição preparada por Donghae com uma pequena ajuda de Kyuhyun. Changmin ainda olhava para seu prato já quase o terminando quando o menor ergueu o olhar para ele e disse em tom baixinho:

-Nós vamos ficar juntos pra sempre?

Changmin ergueu o olhar e viu a insegurança estampada nos olhos do rapaz. Aquele seu defeito que ele escondia por camadas e mais camadas de ego estava ali exposto em apenas uma frase, simples e de difícil resposta. E Kyuhyun precisava de respostas. Changmin então abandonou sua refeição e retirou de sua carteira aquele pedaço de papel que explanava seus sentimentos. Ele o fitou por alguns instantes e então o entregou nas mãos do rapaz, selou seus lábios e saiu da cozinha.

Kyuhyun viu o outro parar na janela da sala e cruzar os braços, fitando o movimento da rua e só então abriu a carta destinada a si. Seus olhos percorreram calmamente cada uma daquelas palavras saboreando o sentido de cada uma delas. Changmin ainda tinha dúvidas, ainda era imaturo em relação a sentimentos e relacionamentos, mas ainda assim estava apaixonado, era um sentimento recíproco.

Kyuhyun ergueu o olhar ao rapaz que parecia nervoso próximo a janela, ele esfregava as mãos e vez ou outra encolhia os ombros suspirando pesadamente. O menor deixou o papel sobre a mesa e se aproximou do outro pelas costas, o abraçando pela cintura e finalmente apoiando o queixo em seu ombro. Os dois permaneceram daquela forma por mais alguns instantes, apenas observando o movimento da rua, até Changmin se manifestar:

– Desculpe se eu não consegui me expressar bem, eu…

– Ssshh, está tudo bem. – Consolou Kyuhyun. – Foi a coisa mais linda que alguém já me escreveu, Changminie.

– O que eu queria dizer era que… – Changmin engoliu seco e respirou profundamente. – Que eu quero que você seja o meu namorado. Eu sei que é muito prematuro pedir isso agora, mas eu não vejo outra maneira de nos completarmos senão namorando.

– Isso é um pedido de namoro? – Disse Kyuhyun soltando o abraço do outro que se virou para poder fitar seus olhos.

– Eu presumo que sim.

Novamente a insegurança os abraçou e fez o coração de ambos bater descompassado. Kyuhyun selou seus lábios demoradamente, o que foi prontamente correspondido pelo mais alto. Ele segurou sua mão e a acariciou enquanto esperava a resposta do outro rapaz, que parecia cogitar a hipótese. Aquele pedido não fora planejado, e ele não queria pressionar o rapaz, apenas queria que ele soubesse. No entanto, era tarde, ele não iria retirar o pedido e não sabia se estava pronto para uma rejeição, não de Kyuhyun.

– Eu não posso negar o quanto também quero isso, o quanto eu também estou apaixonado por você. Eu sei que você nunca namorou, mas isso é algo sério.

– Você sempre me diz que a melhor maneira de se aprender é tentando. Eu quero muito aprender o que é um relacionamento ao seu lado.

– Não será um mar de rosas, Changminie, nós vamos nos desentender, eu tenho as minhas manias.

– Eu estou disposto a enfrentar isso, mas eu sei que falar é bem mais fácil do que fazer. Eu só posso tentar se você me permitir, como eu já disse, agora a decisão é sua.

– Promete que nunca vai me trair, que se o interesse acabar, nós vamos conversar como agora, como homens civilizados, sem choro.

– Eu não vou prometer que vai acabar tudo em paz, porque eu não posso prever o futuro. Não vou prometer que nunca serei um babaca, que nunca vou te fazer chorar, porque eu vou cometer erros, Kyunie e não quero prometer algo tão arriscado. Sentimentos nem sempre são civilizados mesmo que a gente se esforce. E a única promessa que eu posso fazer agora é de que eu vou ser sempre fiel a você.

– Você tem razão, eu não posso te pedir algo assim. – Disse Kyuhyun sem jeito. – Nesse caso, acho que eu quero sim ser o seu namorado, Changminie.

– Eu tenho mais um pedido.

– Peça.

– Vamos manter em segredo, até eu entender como isso funciona, o significado de relacionamento, de paixão.

– Por mim tudo bem. – Disse Kyuhyun, pensativo. – Eu posso contar só pro Donghae-hyung? Ele vai gostar de saber.

– Está bem, pode contar pra ele.

Kyuhyun riu divertido e puxou Changmin pela mão até que ambos estivessem sentados no sofá. O mais alto o envolveu pela cintura e eles se beijaram pela primeira vez na noite, aproveitando a solidão e quietude do apartamento. Seus lábios dançaram um contra o outro pelas horas seguintes, e vez ou outra Changmin atacava a pele do pescoço do outro, marcando sua tez de cor clara.

Changmin deitou-se no sofá e deixou Kyuhyun apoiar-se em si, enquanto seus lábios se juntavam em selares estalados. O menor adorava o fato de sua boca ficar úmida sempre que ele cortava os beijos com o rapaz, e que seu gosto permanecia em seus lábios por tanto tempo. Ele deitou a cabeça sobre o peito do mais alto e ouviu as batidas calmas do coração do outro assim como sua respiração.

Changmin sentia como se seus pés estivessem pisando em nuvens de algodão. Ele nunca se sentira tão feliz quanto aquela noite que decidira ter Kyuhyun como namorado. O menor deixou um último selar nos lábios do outro e eles se levantaram a fim de arrumar a cozinha e irem descansar. Quando Changmin já estava secando os pratos, Kyuhyun voltou a abraça-lo pelas costas e desta vez selou sua nuca demoradamente.

– Amanhã vamos acordar bem cedo, então temos que ir dormir.

– Quando você vai me deixar passar a noite toda beijando você?

– Lá na praia, eu deixo você dar todos os beijos que você quiser.

Changmin guardou o último prato e eles seguiram para o quarto afim de uma boa noite de sono. E assim, trajados com seus devidos pijamas eles dormiram abraçados na cama de Kyuhyun. Às quatro e meia da manhã quando o despertador tocou, Kyuhyun acordou primeiro, sentindo o peso do mais alto sobre seu tórax. Changmin se remexeu sonolento e escondeu o rosto contra o outro tentando voltar a dormir até ser chamado pelo menor.

Eles se levantaram preguiçosos e Changmin deixou as malas na sala e ficou assistindo televisão enquanto Kyuhyun tomava seu banho. Quando o menor saiu foi a vez dele entrar no chuveiro e o menor tratou de preparar café para que eles despertassem. Assim que ele desligou a água da chaleira, sua campainha tocou anunciando a chegada de Hyukjae e Donghae que ao contrário do sonolento casal estavam animados e ansiosos.

Changmin ainda se ajeitava, quando Kyuhyun ajudou Hyukjae a levar as malas até o carro enquanto Donghae terminava o café. O rapaz que havia ficado na cozinha assoprava a xícara de café, quando o papel aberto com uma letra curva sobre o balcão chamou sua atenção. Donghae pegou a carta de Changmin e a leu com calma, vez ou outra rindo discreto do sentimentalismo do rapaz. Ainda assim era de um conteúdo muito bonito, principalmente o final que dava a opção de Kyuhyun aceitar-lhe ou não. Quando Kyu voltou e flagrou Donghae com sua carta na mão, o repreendeu:

– Hyung, isso é meu!

– Eu sei que é e você pretendia esconder de mim por quanto tempo?

– Ele me deu isso ontem, hyung, eu não estava escondendo! – Kyuhyun sorriu com o canto dos lábios e foi servir-se de café. – Ele me pediu em namoro ontem.

– Bom dia! – Disse Changmin sorridente adentrando a cozinha.

– Namorando?? – Disse Hyukjae. – Como assim vocês se beijam em uma semana e vão namorar na outra?

– Não é bem assim, hyung. Não é um relacionamento sério como o de vocês, nós vamos experimentar e ver como vão funcionar as coisas. Chamamos de namoro porque é um compromisso de verdade. – Explicou Kyuhyun.

– E o Changmin está apaixonado. – Disse Donghae entregando a carta a Hyukjae, fitando o rosto de Changmin ganhar um tom escarlate.

– Café, Changminie. – Disse Kyuhyun se aproximando do outro com uma xícara e o entregando.

– Eles sempre são assim? – Sussurrou Changmin.

– Você se acostuma. – Disse Kyuhyun roubando um selar dos lábios do outro em seguida tendo um roubado de seus próprios lábios.

Changmin riu sem jeito e seu constrangimento só piorou quando os dois começaram a comentar sobre o apelido que ele dera a Kyuhyun. Aquele café da manhã demorou bem mais do que o combinado por causa da repentina novidade e eles só saíram dali quando Sungmin ligou e disse que ele e o namorado já estavam na estrada. Apenas quinze minutos depois eles também já saiam do apartamento de Kyuhyun rumo à praia.

Kyuhyun adormeceu no ombro de Changmin na primeira meia hora de viagem e logo em seguida o mais alto também caiu no sono, recostado ao outro. Donghae e Hyukjae conversaram quase o caminho todo em voz baixa afim de não incomodar o sono dos dois. Quando Changmin acordou eles já estavam em uma rua a beira mar, e Hyukjae havia diminuído a velocidade.

– Acorda, Hae, nós já chegamos. – Disse Hyukjae deixando sua mão sobre a coxa de seu companheiro e a pressionando para que este despertasse. – Acorde os dorminhocos ali atrás.

– Hey… – Disse Donghae preguiçosamente se virando e percebendo Changmin já desperto. – Acorda o Kyunie, Changmin, nós já chegamos.

Changmin tratou de distribuir beijos pelo rosto do outro e apertar sua cintura delicadamente, até que o rapaz despertasse e abrisse seus sonolentos olhos. Kyuhyun sorriu discreto para o mais alto e selou seu rosto demoradamente quando já estava devidamente desperto. Hyukjae parou o carro logo atrás de outro, de onde Henry e Sungmin saíram. Eles desembarcaram e se espreguiçaram demoradamente, ao som das reclamações dos dois rapazes que os esperavam sem as chaves da casa.

Changmin olhou fascinado para o local que eles ocupariam pelos próximos cinco dias. Era um sobrado grande, branco e com um grande jardim. Os portões de entrada eram baixos e havia espaço para até três carros ali. A fachada era apoiada por pilastras de estilo rústico e as portas eram duplas e em mogno. Havia ganchos para redes nas paredes, e na lateral da casa um chuveiro para que eles se livrassem da areia.

O local possuía três quartos e uma piscina oval nos fundos, além da grande sacada com cadeiras de praia para tomar sol. Os quartos tinham uma decoração simples e Hyukjae e Donghae ocupariam o maior deles. A cozinha era confortável para qualquer um que se aventurasse na culinária e havia uma mesa de jantar no espaço próximo a sala, no ambiente que deveria ser a sala de jantar. A sala também era grande, com uma televisão simples, um sofá de canto de veludo azul e várias almofadas para serem espalhadas pelo tapete.

Changmin abriu um largo sorriso, ansioso para ver o interior da casa, mas seu sorriso desapareceu quando seus olhos encontraram Kyuhyun. Ele estava apoiado no carro com uma feição endurecida, como se algo o estivesse machucando. Nada naquele lugar havia mudado desde a sua última visita. Era a mesma casa, o mesmo jardim, as mesmas redes, o mesmo barulho do mar, era quase como se ele esperasse que Siwon saísse do carro, beijasse seu rosto e estacionasse o carro na garagem.

Ele se lembrava do seu eu de dezessete anos correndo em volta da casa dizendo em voz alta que aquele lugar parecia um castelo e depois se jogando nos braços do outro, agradecido por ter sido levado naquela viagem. Chegava a ser patético lembrar-se tão claramente daquelas coisas, tão patético que seus olhos encheram-se de lágrimas teimosas e desnecessárias. Mesmo antes que ele pudesse se repreender, elas rolaram por seu rosto que ele tratou de esconder com suas mãos.

– Kyunie…

A voz de Changmin saiu baixa e preocupada, e chamou a atenção de Donghae que ajudava seu companheiro com as malas. O mais alto correu em direção ao rapaz e o abraçou pelos ombros, o apertando contra si. Kyuhyun soltou as mãos e se deixou ficar nos braços do outro, aproveitando aquele abraço que aos poucos acalmava seu coração. Era como se aquilo que antes doía aos poucos fosse perdendo a força e em seu lugar ficasse apenas os braços de Changmin envoltos em seus ombros e seu aroma que invadia suas narinas.

Kyuhyun, ao contrário do que havia imaginado que aconteceria quando o desespero tomou conta de si, chegou sequer a soluçar. As lágrimas caíram sobre a camisa de Changmin e ali ficaram as doloridas lembranças do passado. Quando ele afastou o rosto, percebeu os outros quatro haviam formado um cerco em volta dos dois e o fitavam preocupados. Eles sabiam os motivos de suas lágrimas, e mesmo assim, Changmin deixou sua dúvida escapar de seus lábios:

– O que foi, Kyunie?

– Eu me lembrei de umas coisas. – Disse Kyuhyun enxugando os olhos com as costas da mão. – Não se preocupe, já passou.

– Já está na hora de você fazer novas lembranças boas desse lugar, pra carregar com você e te fazer sorrir. – Disse Changmin antes de selar a testa do outro demoradamente.

– Acho que você tem razão. – Disse Kyuhyun, não demorando a desviar o olhar para seus colegas a sua volta. – Parem de me olhar assim, até parece que eu fiz alguma coisa errada.

– Ah, seu ingrato, eu aqui preocupado e você me querendo longe. – Reclamou Hyukjae. – Só porque tem namorado, agora não me quer mais?

– Que drama, hyung! – Disse Kyuhyun soltando um riso discreto, o que fez Changmin respirar aliviado novamente.

– Namorado? Depois eu quero saber essa história, mas só depois porque agora eu vou pular de roupa mesmo naquela piscina linda.

Sungmin mal terminou a frase e segurou a mão de Henry para que os dois pudessem correr para os fundos da casa, entre risadas altas. Kyuhyun olhou cúmplice para Changmin que sorriu entendendo seu desejo sem que ele precisasse falar. O mais alto segurou sua mão e os dois saíram correndo logo atrás deles, parando somente quando chegaram ao grande quintal da casa. Assim que eles pararam, Henry gritou “bala de canhão!” e se jogou na água, fazendo Sungmin rir alto.

Aquilo certamente era algo que o seu regrado e sistemático ex-namorado jamais o permitiria fazer. Changmin retirou a camisa e os sapatos, e logo foi imitado por Kyuhyun que sorria animado, deixando suas roupas jogadas em qualquer lugar no chão. Eles deram as mãos e depois de contarem até três em voz alta, pularam na água que estava morna por conta do sol forte daquele dia. Eles jogaram água um no outro, riram dos outros dois, nadaram de uma ponta a outra até Kyuhyun sentar-se na beirada da piscina com o outro entre suas pernas e eles trocarem beijos.

Eles só se separaram quando Donghae abriu a janela dos fundos e gritou para que eles entrassem antes que se queimassem, uma vez que não haviam passado protetor solar. Somente quando eles saíram da piscina, Kyuhyun percebeu que nem ele, nem Changmin haviam sido formalmente apresentados ao novo namorado de Sungmin, e ele aparentemente percebeu a mesma coisa:

– Kyu-ah, esse é o meu namorado, Henry. – Disse ele apontando ao rapaz ao seu lado, que possuía um ar adorável e um sorriso simpático. – Esse é o Kyuhyun, meu colega no Candy Bar e esse é o Changmin, o namorado extremamente hétero dele.

– Como é que é? – Indagou Changmin.

– Eu teimei com ele que você era hétero e não queria nada comigo e agora ele tá se vingando por isso. – Explicou Kyuhyun.

– Porque é tão hétero que chega a dar nojo! – Disse Sungmin entre risos.

– Afinal, você é o que, Changmin? – Perguntou Henry.

– Não sei. Só sei que eu gosto muito do meu príncipe. – Disse Changmin, abraçando seu namorado pela cintura.

– Gay que chega a dar nojo. – Disse Henry, fazendo Sungmin rir alto.

– Eu vou pegar as nossas malas, Kyuhyunie, com licença.

Antes mesmo de terminar a frase, Changmin se afastou desconcertado, sorrindo sem jeito. Assim que o mesmo deu as costas, Kyu ralhou com os dois por deixarem seu namorado constrangido, apesar deles ainda rirem de seus comentários. Quando Kyuhyun se afastou, Changmin estava no quarto conversando com Hyukjae que dava-lhe instruções sobre como não levar choque no chuveiro e que logo eles iriam comprar mantimentos.

Kyuhyun adentrou o quarto e viu suas malas recostadas em um canto do quarto ainda fechadas. Logo atrás dele, Donghae veio reclamando que eles haviam molhado o chão todo, reclamação que não durou muito já que ele logo foi atrás de Sungmin e Henry que também haviam molhado o chão. Hyukjae saiu atrás de seu amado, dizendo palavras de consolo em tom calmo, enquanto Kyu e Changmin riam daquela situação. “Calma amor, tudo bem, depois eles limpam”.

Changmin foi quem fechou a porta do quarto para que eles pudessem se livrar de suas calças que já começavam a secar no corpo. Ele retirou suas calças e as deixou em um canto do quarto, fitando em seguida Kyuhyun fazer o mesmo mais timidamente por estar usando uma cueca branca, agora transparente. O menor virou-se de costas ajeitando a peça em seu corpo, enquanto Changmin tratou de fechar as cortinas e o abraçar por trás, selando seu pescoço.

– Perdoe os meus amigos, eles são sempre brincalhões.

– Não se preocupe, eu me acostumo. – Disse Changmin depositando selares pelo ombro do outro que usava suas mãos para tapar a frente de seu corpo. – Vira pra mim.

Kyuhyun virou-se para o outro, mas não permitiu que o beijasse, não antes de se deitar sobre a cama e o chamar para que se deitasse sobre si. Suas peles agora desnudas se encontraram quando Changmin deitou-se sobre ele, e seus membros cobertos apenas pelo tecido molhado das roupas íntimas que usavam se tocaram e se roçaram. Kyuhyun enlaçou os dedos nos cabelos do outro e o puxou para que eles finalmente pudessem voltar a trocar beijos.

Changmin deixou-se roçar de leve sobre o outro por alguns instantes, enquanto suas línguas brigavam por espaço entre suas bocas que se sugavam. Não demorou muito para Kyuhyun decidir mostrar ao mais alto como aquilo deveria ser feito, e eles rolaram sobre o colchão, trocando as posições. Ele ajeitou seu membro embaixo da boxer, e fez o mesmo com Changmin que surpreendeu-se ao ser tocado naquela parte de seu corpo pelo outro.

Kyuhyun então voltou a se deitar sobre o outro e seu membro fez pressão sobre o de baixo, e logo ambos começaram a ganhar volume e se enrijecer um contra o outro. Changmin puxou o outro pela nuca para beija-lo e seus quadris começaram a se roçar, e quando finalmente criou coragem, a mão do mais alto se espalmou contra as nádegas do outro e as apertou com firmeza. Kyuhyun gemeu baixinho quando o outro puxou o elástico de sua boxer para baixo revelando parte de suas nádegas.

“Kyunie, eu vou fazer torta de pêssego, você quer… desculpa!”

Eles mal puderam ver o rosto corado de Donghae antes deste bater a porta e sair dali. Changmin cobriu o rosto, quando começou a rir e logo foi seguido por Kyuhyun que se apoiou no peito do outro. Os dois foram flagrados seminus aos beijos por Donghae e certamente não era aquilo que o rapaz esperava ver quando entrou ali. Eles tentavam manter baixo o volume de suas risadas, para que o mais velho não ficasse mais constrangido. No entanto, eles não se seguraram quando ouviram as vozes do casal do lado de fora:

“Eu não acredito! Por que você não bateu na porta, Donghae-ah?” – Ralhou Hyukjae.

“Como eu ia adivinhar que eles iam estar pelados na cama? Essa hora da manhã se agarrando, isso lá é coisa que se faça?” – Defendeu-se Donghae.

“Eles namoram, é natural, você que é intrometido!”.

“Aish, Hyuk-ah!”

As vozes dos dois se afastaram escadaria abaixo, enquanto Kyuhyun e Changmin ainda tentavam controlar suas risadas. Eles deitaram lado a lado, enxugando as lágrimas que se formaram no canto de seus olhos. Kyu virou-se para o outro e apoiou a mão em seu tórax, o sentindo ainda ofegante por causa das gargalhadas anteriores. Changmin olhou para ele, sorrindo divertido e constatou:

– Depois daquele dia no carro, essa foi a pior ideia que nós tivemos.

– Foi péssimo, Changminie. – Disse Kyuhyun entre risos. – Tadinho do Donghae-hyung, ele nunca bateu na porta do meu quarto pra entrar, nunca precisou. De qualquer maneira, nós não iriamos longe mesmo.

– Por que não? Duro eu já estava, aliás, ainda estou, se quiser recomeçar. – Disse Changmin se arrastando para perto do outro.

– Não temos lubrificante, Changminie. Um de nós ia sair machucado, você bem sabe.

– Você iria sair machucado. – Disse Changmin, voltando a se deitar sobre o outro. – Nós dois sabemos disso.

– Será que você tem colhão pra tanto? – Provocou Kyuhyun.

– Quer que eu te mostre? – Indagou Changmin aproximando o rosto do outro para poder beija-lo e o outro parecia inclinado a ceder.

– Não! – Disse Kyuhyun repentinamente, fazendo Changmin arregalar os olhos e afastar o rosto para visualizar o outro. – Eu já disse, não temos lubrificante e eu tenho que ir me desculpar com o hyung e você, vai ter que dar um jeito nisso aí.

– Se é assim, eu vou tomar um banho bem gelado e esperar passar. – Changmin ainda selou os lábios do outro antes de terminar seu raciocínio. – Você começou, você termina.

Kyuhyun assentiu e deixou o outro se afastar de si. Não demorou muito e Changmin se trancou no banheiro da casa e deixou a água fria levar consigo toda tensão sexual que o menor causara nele.  Kyuhyun, por sua vez, depois de também esperar sua excitação passar, se vestir apropriadamente e deixar as roupas molhadas no varal nos fundos, juntou-se aos seus hyungs na cozinha, já que os mesmos faziam sua lista de compras.

– Aish, Kyunie me desculpe! – Disse Donghae assim que ele se aproximou.

– Tudo bem, hyung, a gente devia ter trancado a porta ou algo do gênero, me desculpe. – Disse Kyuhyun apoiando-se na mesa e fitando a lista que eles faziam do que seria consumido por eles durante a semana. – Afinal de contas, o que você queria, hyung?

– Eu queria saber se você quer me ajudar a fazer torta de pêssego. – Disse Donghae, sorrindo discreto a ele.

– Claro que eu quero, hyung! – Disse Kyuhyun, sorrindo animado. – Eu posso pedir uma coisa meio delicada?

– Diga! – Disse Hyukjae depois de se levantar e guardar a lista que eles haviam feito no bolso de sua bermuda.

– Vocês trouxeram lubrificante? – Disse Kyuhyun, corando discretamente ao terminar a frase.

– O Hyuk vai passar na farmácia na volta, ele pode levar o Changmin junto. – Disse Donghae, sorrindo discreto.

– Hyung, ele nunca comprou isso antes!

Antes que Donghae pudesse retrucar, Changmin apareceu na porta da cozinha e Hyuk tratou de avisar-lhe que eles iriam as compras. O mais alto mal teve tempo de pegar sua carteira e logo foi arrastado por seu hyung para o carro sem que pudesse argumentar. Kyu olhou para Donghae indignado, enquanto este ria discreto e acenava para os outros dois da janela.

– Ele vai sobreviver a um lubrificante, Kyunie!

– Eu quero ver ele sobreviver a vocês! – Reclamou Kyuhyun.

– Vem, vamos armar as redes e esperar aqueles dois voltarem.

– Hyung, onde estão o Henry e o Minnie?

– Trancados no quarto desde que saíram da piscina e eu é que não vou bater lá pra saber o que eles estão fazendo.

Kyuhyun riu do comentário do outro e logo tratou de pegar uma das redes do armário do quarto principal, que Donghae e Hyukjae ocupariam, e armar do lado de fora. Ambos se deitaram e o mais velho enlaçou os ombros do outro, que apoiou a cabeça em seu braço, fitando o movimento da rua. E daquela forma eles viram a manhã chegar ao fim e dar lugar a uma bela tarde de sol.

Era apenas o começo dos cinco dias que passariam juntos se divertindo na região litorânea. Seria um momento de descobertas para Changmin, e a oportunidade de Kyuhyun caçar e aprisionar alguns fantasmas de seu passado. Aquele era o lugar perfeito para que Changmin e Kyuhyun dessem início ao seu relacionamento, e como proposto pelo rapaz, eles criariam ali belas lembranças que carregariam consigo ao longo de suas vidas.

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