Capítulo 11: The sun rise

Apesar do primeiro dia de sol intenso e da noite calorosa, o dia seguinte no litoral chegou com um mormaço forte. Eles saborearam a torta de pêssego de Donghae, nadaram tanto na piscina quanto no mar, comeram em um restaurante local e aqueles dois dias foram bem aproveitados pelos seis rapazes. E a segunda noite dos rapazes na praia chegou tempestuosa.

Kyuhyun e Changmin andavam pela praia quando o tempo fechou, e eles ainda fitaram fascinados os raios caindo sobre a superfície marítima, até que a tempestade avançou e eles se viram obrigados a voltar para seu abrigo. Changmin ajudava Donghae com o jantar quando começou a chover, e os outros foram jogar cartas na mesa a espera da comida. Donghae havia preparado um delicioso macarrão de forno enquanto Changmin fazia uma salada decorada a seu modo.

Felizmente naquela noite as piadas sobre a primeira vez que Changmin havia comprado um lubrificante haviam cessado. Hyukjae imitara milhares de vezes a reação constrangida do rapaz no caixa e o olhar sugestivo que a moça o deu quando ele mostrou-lhe o produto. E é claro, ele repetira todas as perguntas indiscretas que o rapaz o fizera ao longo do caminho, tais como: “Como se usa isso, hyung?”, “Como faz pra limpar depois?”, “Não vai deixar o Kyunie melecado por dentro?”, “Isso não dá alergia?”, entre outras que foram pacientemente explicadas por Hyukjae antes dele começar a chacota com o rapaz.

Changmin por sua vez já estava começando a se acostumar com o humor dos amigos de Kyuhyun e aos poucos ia se sentindo mais a vontade diante deles. No segundo dia ele também se dava a liberdade de brincar com os rapazes e retrucar suas sátiras.

Kyuhyun ergueu o olhar a seu namorado que sorriu para ele até que Hyukjae mostrou suas cartas e afirmou ter vencido a partida do jogo da noite. O mais novo jogou suas cartas na mesa frustrado, já que era a terceira vez que perdia para Hyukjae naquele jogo. Eles  á iam começar uma nova rodada, que de acordo com Kyuhyun seria a sua grande revanche, quando Donghae os mandou que liberassem a mesa para o jantar.

Eles comeram prazerosamente a refeição dos dois rapazes, enquanto conversavam animados sobre o dia seguinte. Eles iriam para as dunas aos arredores da cidade, para escorregar pela areia, e depois passeariam por uma praia de onde era possível ver golfinhos. Assim que eles terminaram de comer, Sungmin e Henry ficaram responsáveis pela louça enquanto os outros se ajeitaram na sala, para assistir um filme qualquer na televisão. No final das contas, eles mais conversaram do que assistiram ao enredo infantil do filme que tinha um cachorro como personagem principal.

Não demorou muito e Henry e Sungmin saíram da cozinha com uma cesta de frutas que seria a sobremesa daquela noite. Changmin sentou-se no chão, recostado a parede e Kyuhyun sentou-se entre suas pernas, enquanto o mais alto descascava as frutas que ele comeria e o menor adorava ser mimado daquele jeito. Hyukjae dava uvas na boca de Donghae enquanto Sungmin e Henry dividiam alguns gomos de mexerica.

As frutas já haviam desaparecido quando o relógio bateu as 23hs e após um raio mais forte as luzes se apagaram e a energia do local foi cortada. Eles apenas viram a movimentação do vulto de Hyukjae se levantando afim de procurar por uma lanterna. Ele voltou de seu quarto, onde a caixa de ferramentas ainda se encontrava, e acendeu a lanterna abaixo de seu queixo, rindo tal qual uma bruxa o que fez Donghae soltar uma exclamação de susto.

– Calma amor, sou eu! – Disse Hyukjae rindo alto e se sentando ao lado de seu companheiro emburrado.

– O que vamos fazer agora? Eu estou sem sono. – Reclamou Henry.

– Vamos contar histórias de terror! – Propôs Sungmin. – Eu li o livro novo do Stephen King, vocês querem saber o conto do gato maldito?

– Não! Vocês sabem que eu não gosto desse tipo de história! – Reclamou Donghae.

– Conta Sungminie, assim ele dorme abraçadinho comigo! – Provocou Hyukjae.

– Hyukjae!! – Ralhou Donghae. – Nem começa, engraçadinho!

– Parem vocês, eu não quero que assustem o hyung! – Defendeu Kyuhyun.

– Então conta, ensinou direitinho pro Changmin como usa o lubrificante? – Indagou Hyukjae.

– Aish! – Reclamou Changmin. – Vocês não vão esquecer não?

– Nunca! – Disseram Henry e Sungmin em uníssono.

Até mesmo Changmin riu do comentário dos dois e escondeu seu rosto contra o ombro de seu namorado que continuava recostado a si. Eles precisavam mudar de assunto antes que as piadas de Hyukjae tomassem proporções maiores, então Kyuhyun voltou o rosto para seu amado, e disse baixinho ainda entre risos:

– Então conta pra gente, Changminie, como é transar com uma mulher?

– Nenhum de vocês sabe?

– Eu sei. – Disse Hyukjae. – Mas eu só transei com uma, quando era adolescente e muito antes de conhecer o Hae.

– Ah, Kyunie, é legal. – Disse Changmin pensativo. – Só tem alguns problemas, porque é muito raro elas chegarem ao orgasmo e quando chegam, normalmente é muito antes ou muito depois do que você e com penetração é quase impossível. Se a mulher não foi meio que treinada, não se masturbar nem nada do gênero, ela não chega a gozar e no começo pode parecer legal, mas com o tempo, gozar sozinho acaba perdendo a graça. Sem contar aquelas que têm nojo de sêmen.

– Nossa, quanta empolgação, Changmin! – Disse Henry entre risos. – Dá até vontade de experimentar.

– Ah, mas eu até gosto. – Disse Changmin, recebendo de Kyuhyun um olhar mal-humorado. – Gostava! Eu gostava!

– Bom mesmo! – Disse Kyuhyun, selando os lábios do outro, possessivamente logo em seguida.

– E você não tem nojo de sêmen? – Indagou Sungmin.

– Claro que não! – Disse Changmin.

– É bom que não tenha porque eu adoro sexo oral, tá? – Disse Kyuhyun sussurrado.

– Não se preocupe com isso. – Disse Changmin apertando-o contra si. – E só pra constar, eu também adoro sexo oral.

– Changmin-ah! – Chamou Hyukjae. – Aquele seu amigo, que sempre tá com você lá no bar, qual o nome dele?

– É o Jaejoong. – Respondeu Kyuhyun.

– Ele arrasou corações da primeira vez que vocês apareceram lá. – Disse Sungmin. – Pelo menos uns três caras me perguntaram se vocês namoravam e qual era o nome dele. Ele é gay?

– Ele é curioso, hyung. – Disse Changmin, sorrindo ao se lembrar de seu amigo que ficara em Seul. – Ele gosta de um hyung, mas esse hyung é compromissado.

– Ele gosta do Yunho-hyung. – Disse Kyuhyun. – Aquele seu amigo, Hyukie.

– Mas o Yunho está namorando! – Disse Hyukjae. – Ele está traindo o Micky?

– Não, claro que não! – Defenfeu Changmin. – Eu acho que o hyung até gosta do Jae, ou tem tesão por ele, ou algo do gênero, mas ele não faz nada porque tem namorado, então eles ficam como bons amigos.

– O Yunho é esperto e centrado, Hyuk-ah, ele não trairia assim. – Disse Donghae. – De qualquer maneira, ele pode até gostar do seu amigo, Changminie, mas é bom que ele não fique contando com um término dos dois. O Micky e o Yunho namoram há muito tempo e ele não vai jogar fora esse relacionamento pra se aventurar com o seu amigo.

– Não fale assim, hyung. – Disse Changmin, assustado com o que o mais velho dizia. – Eu não quero que o meu amigo sofra, eu nunca vi ele tão empolgado com alguém quanto com o hyung!

– Se ele não quer sofrer, não deixe que ele se iluda com o Yunho. – Disse Hyukjae. – Na verdade, se o negócio dele for mesmo experimentar, eu tenho um amigo que voltou recentemente do Japão.

– Aish, Hyuk-ah! – Reclamou Donghae.

– Qual o problema, Hae-ah? Até você me disse que acha o Junsu bonito. – Disse Hyukjae. – E você não me deixou terminar!

– Mas qual o problema desse Junsu afinal? – Indagou Henry.

– Pouco antes do Yoochun começar a namorar o Yunho, o Junsu era apaixonado por ele. Aí o Micky enrolou ele feito novelo de lã e no final ficou com o Yunho. – Explicou Hyukjae. – Ele ficou mal, foi trabalhar no Japão e agora está de volta. Changmin-ah, seu amigo não pode ficar contando com o término do namoro do Yunho e conhecer alguém como o Junsu pode ser uma boa saída.

– Nós poderíamos chamar ele para a festa de boas vindas do Junsu semana que vem, aí eles poderiam se conhecer! – Disse Donghae, animado. – Seria mesmo legal se eles se dessem bem.

– Só que o Yunho -hyung não iria gostar. – Concluiu Sungmin. – Ele detesta o Junsu-hyung.

– O Yunho que não seja egoísta! Ficar enrolando o rapaz é a maior sacanagem e ele deve saber bem disso. – Disse Hyukjae.

– Ah, encontro as escuras, adoro isso! – Disse Donghae entre risos.

– Eu vou conversar com ele quando eu voltar. – Disse Changmin, sorrindo discreto. – Obrigado pela dica, hyung.

Eles continuaram a conversar sobre aquilo por mais alguns instantes, e sobre outros ao longo da noite. Animados, nenhum dos rapazes tinha sinais de sono por mais que a noite adentrasse na madrugada e a luz ainda não tivesse voltado. Sungmin contou o conto do Gato maldito e Henry o do Cemitério de animais o que deixou todos tensos, então em seguida eles decidiram que precisavam relaxar.

Foi Henry quem decidiu abrir a garrafa de tequila que eles haviam guardado para fazer drinks na noite seguinte e cada um bebeu uma boa quantidade. Eles ficaram alegres com o álcool e Hyukjae propôs que eles deveriam jogar algum jogo, daqueles pervertidos que adolescentes jogam durante suas festas. Animado com a ideia, Sungmin foi ao seu quarto e voltou com dois dados sexuais o que fez Changmin rir de nervosismo.

– Mas, Minnie, não tem graça fazer no escuro! – Reclamou Henry. – O negócio é ver os outros se agarrando também!

– Ah, nós usamos a lanterna! – Disse Hyukjae. – Anda, eu gostei da ideia!

– Tudo bem pra você, Changminie? – Indagou Kyuhyun, desviando o olhar a seu namorado e o fitando uma vez que sua visão já se acostumara a escuridão.

– Acho que sim e pra você? – Disse Changmin.

– Vamos jogar! – Disse Kyuhyun. – E se alguém não gostar ou sei lá, é só parar de jogar.

– Já que a ideia foi do Sungminie, ele começa! – Disse Donghae apontando a lanterna ao rapaz e depois aos dados posicionados no centro do círculo.

Changmin sentiu um frio na barriga, afinal eles haviam conversado sobre sexo boa parte da noite e ele estava animado para saber o que mais o corpo de Kyuhyun poderia proporcionar-lhe. Ele sabia pela pele arrepiada do rapaz que Kyuhyun também havia gostado da brincadeira. Sungmin jogou os dados e nas faces viradas para a lanterna ele leu em voz alta “beijar – boca”.

Claro que o clássico beijo na boca poderia parecer simplório para a maioria dos casais, mas Henry e Sungmin amavam aquele ato simples. Ali na frente dos olhos curiosos de seus colegas, suas línguas mais uma vez se encontraram e se roçaram causando neles uma gama de sensações que somente eles eram capazes de proporcionar um ao outro. O beijo se encerrou com alguns selares e sob exclamações de aprovação dos outros rapazes.

Hyukjae foi o segundo a jogar os dados e para sua satisfação, o brinquedo indicou que ele deveria morder o pescoço de Donghae. Ele amou a sugestão e não se demorou a colocar o rapaz sentado em seu colo e primeiramente selar sua pele delicadamente, sentindo Donghae arrepiar-se embaixo de si. Os selares se tornaram beijos e os beijos aumentaram de intensidade até que seus dentes se enterraram naquela deliciosa pele, o marcando como podia e arrancando um gemido discreto de Donghae.

Era a vez de Changmin. O nervoso rapaz jogou os dados e sorriu triunfante ao ler “beijar – coxas”. Por motivos óbvios ele amava as coxas de Kyuhyun, mas infelizmente nas vezes que eles trocaram caricias, ele não deu muita atenção aquela parte do corpo do outro, afinal estava mais preocupado com seus lábios. Kyuhyun sorriu em antecipação e separou as pernas para que o outro se encaixasse entre estas.

Changmin ajoelhou-se de frente para o outro e levou a mão ao fecho de sua bermuda, afim de retira-la. Ao contrário do que o mais alto pensou, não houve resistência e logo Kyuhyun estava apenas de camiseta e boxer, novamente com as pernas afastadas. Changmin primeiramente apoiou as mãos em suas coxas, as apertando entre seus dedos e sentindo os músculos rijos do rapaz que sorriu com a ousadia ao outro. Os lábios do mais alto começaram a beijar próximo ao seu joelho e seguiram em direção a sua virilha e quando achou que estava suficientemente próximo, ele deixou que sua língua provasse o sabor da pele do outro.

Changmin finalmente se demorou no interior da coxa do outro, com os lábios próximos a virilha do outro rapaz que ofegava baixinho. Quando ele se afastou aproximou os lábios do rosto do outro e beijou sua boca sendo correspondido com afinco por Kyuhyun que o prendeu junto a si pela nuca. Eles ainda se beijavam quando a luz voltou, cegando a todos por alguns instantes, e eles puderam finalmente fitar os outros que ainda tinham seus rostos voltados para o que eles faziam.

Kyuhyun tratou de erguer as calças enquanto Changmin calmamente se afastava, voltando a se sentar ao seu lado. A saliva do mais alto secava entre suas coxas e ele ostentava uma semi-ereção que fora escondida pelo tecido fino da bermuda. Kyuhyun estava desconfortável, então Changmin se levantou e estendeu a mão a ele para que também se levantasse e avisou aos outros dois casais:

– Se me dão licença, nós vamos terminar isso no quarto.

– Assim que se fala, Changmin! – Disse Hyukjae entre risos.

Changmin riu discreto antes de segurar a mão de seu namorado e seguir para o quarto que eles dividiam e se fechar lá dentro. Assim que ele se virou, Kyuhyun sorria sem jeito para ele e aparentava estar novamente inseguro. Changmin sabia que levaria outro não naquela noite e estava disposto a aceita-lo. O menor estendeu a mão para ele e ele a segurou, aproximando o corpo do outro que repousou a mão livre em seu tórax.

Eles então se abraçaram demoradamente, como naquela noite no Candy Bar. Seus corações se encontraram e dançaram compassados, a explosão de sentimentos que eles tinham um pelo outro. Kyuhyun selou o rosto do outro demoradamente e depois seus lábios se juntaram em um beijo tenro e amoroso. Changmin então sorriu, seu melhor e mais confiante sorriso, na sua tentativa de deixar seu namorado novamente confortável para falar-lhe de seus sentimentos.

– Eu sei que você quer muito isso e eu também quero.

– Mas?

– Vai parecer frescura minha, Changmin-ah, mas eu não estou confortável.

– Me diga os seus motivos, nada que vem de você me parece frescura.

– Eu queria que fosse mais romântico. – Disse Kyuhyun baixando o olhar. – Não assim, cheio de tesão, mas sem sentimento.

– Então faremos outro dia, um dia romântico como você deseja. – Afirmou Changmin, com um sorriso discreto.

– Eu pensei em outra coisa para nós experimentarmos essa noite, antes que você volte a ter espinhas e crie cabelos na mão. – Disse Kyuhyun rindo baixinho.

– Ah é? – Disse Changmin pressionando a cintura do outro. – E o que você tem em mente?

– Você me disse agora a pouco que gostava de sexo oral.

Changmin arregalou os olhos e sorriu em expectativa ao outro rapaz que mordia o lábio inferior e o guiava pela mão até a cama. Kyuhyun sentou-se na beirada da mesa e Changmin parou em pé a sua frente, selando seus lábios demoradamente, várias vezes antes de se afastar e deixar o outro começar. O mais alto retirou sua camisa e a jogou ao lado no chão enquanto Kyuhyun passava as mãos espalmadas por seu abdômen e tórax, fazendo sua pele se aquecer.

– Está pronto?

– Quando você quiser, Kyunie.

Kyuhyun sorriu discreto para ele e seus olhos ainda se encontravam quando seus dedos longos escorregaram por cima do membro do outro. Aquela atitude se repetiu até Kyuhyun saber seu posicionamento dentro das roupas e poder acaricia-lo com mais firmeza. Ao contrário das mãos femininas que acariciaram Changmin ao longo de sua vida, os dedos longos de Kyuhyun sabiam perfeitamente o que faziam. A pressão por cima das roupas não era forte a ponto de machuca-lo e nem fraca ao ponto de fazer-lhe cócegas, era perfeito para que ele se excitasse.

Quando já conseguia visualizar a ereção de Changmin por cima do tecido do short, Kyuhyun puxou calmamente o elástico para baixo, voltando a olhar para cima, afim de ver a reação do rapaz em busca de qualquer sinal negativo. Changmin tinha o rosto corado e o olhar fixo em si, como se esperasse não perder nenhum detalhe daquele momento. Quando viu que tinha seu aval, Kyuhyun baixou sua boxer até seus joelhos e deixou que as roupas do rapaz escorregassem até seus pés e assim, pela primeira vez o corpo bem trabalhado de Changmin era exposto para sua apreciação.

Kyuhyun sentiu seu próprio membro se enrijecer apenas com a visão daquele rapaz, que acariciava seus cabelos com a ponta dos dedos esperando suas ações. O menor segurou o falo do outro pela base e escorregou sua mão por toda extensão deste, carregando consigo a pele que cobria parcialmente sua glande e finalmente a revelando. As primeiras carícias do rapaz foram lentas, mas logo sua mão ganhou algum ritmo, pressionando e relaxando os dedos enquanto sua mão fazia um túnel apertado pelo qual o membro de Changmin passava.

Changmin ofegava e se esforçava para manter os olhos abertos por mais que eles se cerrassem vez ou outra. Ele queria olhar para seu namorado, mas enquanto sua mão o acariciasse daquela forma, era difícil manter qualquer linha de raciocínio. Kyuhyun sabia que logo as pernas do outro se enfraqueceriam com seus toques, então ele soltou o membro do outro e se levantou, voltando a ficar quase da sua altura. Seus lábios se selaram e o menor guiou-o para que ele se sentasse na beirada da cama.

Kyuhyun então ajoelhou-se a sua frente e beijou seus lábios mais uma vez, sendo prontamente correspondido pelo outro. O menor então baixou o rosto e primeiramente lambeu a glande do outro, retirando dali o excesso de pré gozo que se acumulava no local. A respiração de Changmin se tornou pesada e ruidosa, assim que o toque da língua macia, quente e úmida do outro rapaz se fez presente.

Changmin não conseguiu mais manter os olhos abertos quando os lábios do outro se afundaram em seu membro o encaixando em sua cavidade bucal. Os cabelos finos do rapaz roçaram em seu abdômen e sua saliva quente escorreu por toda extensão de seu membro, para em seguida as paredes de sua boca se pressionarem o sugando. Kyuhyun sentiu o sabor do outro rapaz em seus lábios e o achou doce, como ele jamais havia provado antes.

Os dedos de Changmin enlaçaram os cabelos da nuca do outro, e os puxaram sem força para que não o machucasse. Ele gostava do ritmo de Kyuhyun, dos movimentos de sua língua, da força que ele colocava e seu maxilar, da forma como ele erguia o olhar para checar se tudo estava bem. Kyuhyun conseguia ser intenso e ao mesmo tempo carinhoso com o que fazia, e aquilo fazia o sangue de Changmin ferver.

Os movimentos de Kyuhyun ganharam ritmo e intensidade, deixando toda extensão do membro de Changmin escorregar dentro de sua boca e só então subir novamente e dar atenção a sua glande agora em um tom avermelhado. A mão de Kyuhyun o segurou pela base e começou a massageá-lo ali enquanto ainda o sugava com afinco, sentindo o membro do outro pulsar em sua boca.

Changmin sabia que as carícias de Kyuhyun o enfraqueciam, mas não sabia em que intensidade até aquela noite. Ele estava entregue, suas pernas estavam fracas e seu corpo tremia da cabeça aos pés. Ele ofegava pesado, rouco e alto, para que os gemidos não escapassem de seus lábios e denunciassem seu estado de torpor. Era como se ele tivesse tomado uma droga forte e tivesse perdido o controle de seu corpo e de seus pensamentos.

Assim que sentiu que o outro se aproximava do orgasmo, Kyuhyun aumentou a velocidade de suas carícias sobre este, ainda sem saber o efeito que possuía sobre ele. Changmin não queria que acabasse tão rápido, no entanto seu corpo já não obedecia suas vontades. Ele tentou segurar, mas quando seu clímax o atingiu não havia nada que ele pudesse fazer.

A tensão se espalhou pro seu corpo e seus músculos ficaram mais evidentes, e sua respiração se tornou descompassada. Kyuhyun deixou sua boca envolver apenas a glande e sua mão massageou seu membro o auxiliando para que seu sêmen saísse. Assim, no auge de seu clímax ele deixou que seu sêmen escorresse para fora de seu membro para dentro da boca de Kyuhyun que o engoliu aos poucos. O gosto agridoce ficou em seus lábios e ele os lambeu em busca dos outros vestígios que pudessem ter ficado ali depositados e então ergueu os olhos para o mais alto.

Uma fina camada de suor cobria o corpo de Changmin deixando sua pele morena lustrada e escorregadia. Seu rosto estava baixo, seus braços e pernas ainda enfraquecidos pela intensidade do orgasmo e seus olhos fechados enquanto ele recobrava o controle por seus sentidos. Kyuhyun sorriu das reações de seu namorado e se sentou ao seu lado, repousando sua mão sobre a dele que a segurou. Changmin então ergueu o olhar e deixou o corpo recair e se apoiar no outro que o abraçou pelos ombros.

– Tudo bem, Changminie?

Changmin assentiu em silêncio, ainda com os lábios entreabertos e sua respiração pesada passando entre eles. Seu peito subia e descia e seus cabelos escondiam seus olhos que fitavam as mãos de Kyuhyun sobre seu colo. Changmin escorregou o corpo e apoiou a cabeça nas coxas do outro e permaneceu ali ainda sentindo o formigamento do orgasmo percorrendo seu corpo.

Kyuhyun acreditou que ele dormiria ali e de forma alguma se importou com aquilo. Ele podia ver nas feições de Changmin o quanto ele achara aquele orgasmo incrível e ficou orgulhoso ao saber as sensações que causava no outro. No entanto, o mais alto virou-se em seu colo e o puxou delicadamente pela nuca para que eles se beijassem e Changmin sentiu seu próprio gosto misturado aos lábios do outro, tudo sempre cheio de erotismo entre os dois. Changmin ajoelhou-se na cama e posicionou a mão nos ombros do outro para que ele se deitasse, percebendo Kyuhyun um tanto tímido a sua investida.

– Não precisa fazer se não quiser.

– Eu quero. – Disse Changmin, incisivo. – Você quer?

– Acho que sim. Se você não gostar, não precisa ir até o fim, eu não vou ficar chateado. – Explicou Kyuhyun.

– Não se preocupe comigo, e relaxe.

Kyuhyun sorriu sem jeito e retirou sua camisa antes de se deitar confortavelmente sobre os travesseiros espalhados pela cabeceira da cama. Changmin engatinhou em sua direção e voltou a abrir o fecho de sua bermuda e a puxar até que esta saísse de seu corpo. Pela segunda vez naquela noite, ele deixou seus lábios escorregarem e selarem aquelas coxas grossas e macias que o rapaz possuía.

Ele viu os pelos finos que cobriam o local se eriçarem ao seu toque, e Kyuhyun inspirou e expirou demoradamente. Changmin olhou para o rapaz e este deixou ambas as mãos ao lado de seu rosto, sobre os travesseiros, e quando seus olhares se encontraram o menor sorriu satisfeito. O mais alto então beijou o membro do outro ainda coberto pela boxer, distribuindo selares de sua glande até seus testículos.

Kyuhyun apoiou os pés no colchão e ergueu o quadril quando as mãos de Changmin se posicionaram no elástico de sua boxer a puxando para baixo, exibindo seu membro semiereto. O mais alto então ajoelhou-se entre suas pernas e segurou seu membro pela base, o massageando ali, ainda lentamente. Kyuhyun fechou os olhos e tratou de aproveitar a carícia do outro, que mantinha os olhos fixos em suas ações e reações.

Changmin sentiu o membro do outro ganhar tamanho e volume em seus dedos, e a glande do outro antes de coloração rosada, agora estava avermelhada como seus lábios. O mais alto aumentou a velocidade de sua mão, fazendo a fricção entre seus dedos e a pele do membro do outro soltarem um ruído estalado, até sentir a glande do outro úmida com seu pré gozo.  Ele então parou suas carícias e levou seu indicador a glande do outro, o circulando ali até que o líquido transparente estivesse espalhado pela pele sensível do local.

Ele queria provar daquele líquido que timidamente, gota a gota, saía da fenda sobre o membro do outro e o lubrificava. Changmin podia sentir o cheiro característico e inebriante de sexo no ar e aquilo fez sua boca salivar e seu coração disparar em expectativa. Ele encurvou o corpo e deixou seus lábios se recostarem a glande do outro e sorverem um pouco do líquido ali depositado e finalmente sentindo seu sabor.

A língua de Changmin então circulou a glande do outro, retirando dali todo pré gozo espalhado e o tomando para si, como se aquele fosse seu doce favorito e finalmente ele abocanhou toda extensão de seu membro, o sentindo se encaixar calmamente em sua cavidade bucal. Kyuhyun era delicioso, o cheiro de sua pele, seu sabor, sua textura, tudo nele faziam Changmin perder seu senso lógico e apenas deseja-lo ainda mais, como nunca antes havia desejado alguém.

Há muito tempo Kyuhyun não se sentia satisfeito daquela maneira, não era algo para satisfazer a sua libido, era deitar-se e se deixar levar por sensações e desejos antes reprimidos. Assim como Changmin se entregou às suas ações, Kyuhyun o fez, sentindo as paredes úmidas da boca de Changmin escorregarem por todo seu membro. O rapaz escorregou sua mão pelo abdômen até o tórax do outro que a segurou com a sua própria. Então Kyuhyun decidiu assumir o papel que decidira tomar desde que aceitara o relacionamento com Changmin, e para deixar isso claro ao rapaz, ele segurou sua mão e a levou até seus lábios.

Quando a boca de Kyuhyun envolveu os dedos indicador e médio do mais alto, ele parou o que fazia para fitar o outro, que somente soltou sua mão quando os dedos do rapaz estavam devidamente lubrificados. Changmin tentou entender seu olhar intenso sobre si e os desejos por trás deste, mas não conseguia imaginar o que Kyuhyun pudesse querer em seguida, e assim o menor se viu obrigado a pedir em voz alta:

– Changminie, eu quero que você coloque os dedos em mim, e continue me chupando.

Changmin arqueou as sobrancelhas quando finalmente entendeu o que o outro desejava, e é claro que ele atenderia. Acostumado com corpos femininos, Changmin posicionou ambos os seus dedos na entrada do outro e os forçou de uma vez, fazendo Kyuhyun puxar o ar surpreso e contrair o corpo dolorosamente. O menor arregalou os olhos e se sentou, afastando a mão do outro de si, fazendo Changmin o fitar assustado, afinal ele não sabia o que havia feito de errado.

– Devagar, Changmin! – Ralhou Kyuhyun

– Desculpa! O que foi que eu fiz?

– Você fez muito rápido – Explicou Kyuhyun, suspirando pesadamente. Ele segurou a mão do outro e voltou a lamber seus dedos, antes de voltar a aproxima-los de suas nádegas. Kyuhyun segurou o indicador do outro e o posicionou em sua entrada. – Quando você for colocar, tem que colocar um de cada vez.

Changmin ouviu a explicação do outro e só então forçou seu indicador na entrada do outro que aos poucos cedeu. Kyuhyun voltou a se deitar, indicando ao outro quando ele poderia avançar, quando deveria retroceder, até que seu corpo recebeu o dedo do outro por completo. O mais alto voltou a se abaixar sobre ele e abocanhou novamente seu membro, sincronizando os movimentos de seus lábios com os de seus dedos. Ele somente forçou o segundo dedo quando Kyuhyun o pediu.

Assim, Changmin finalmente entendeu o que significava para um homem ser o passivo da relação, era isso o que Kyuhyun era para ele naquele momento e como Yunho havia dito, era responsabilidade dele que seu namorado não saísse dali dolorido ou machucado. Ele sabia que Kyuhyun era inseguro e egocêntrico e não deixava que o tocassem tão intimamente com facilidade, mas ele o permitira, confiara em si, e Changmin deveria assumir o posicionamento que Kyu esperava dele.

Os dedos de Changmin exploravam as paredes apertadas de sua entrada, que vez ou outra se contraía contra eles, e em seguida relaxava o permitindo mover-se mais intensamente. Os lábios do mais alto também ganharam ritmo, intensidade e velocidade, fazendo os batimentos cardíacos do outro se acelerarem e seu corpo se aquecer. Talvez a forma como Changmin tocava sua entrada não fosse a mais perfeita, mas era mais do que satisfatório para Kyuhyun que aos poucos sentia seu orgasmo se aproximando.

Changmin percebeu que o membro de Kyuhyun pulsava mais em seus lábios e aquilo deveria significar que o rapaz estava mais próximo ao clímax, e ele queria que o mesmo chegasse ao seu orgasmo, ele queria senti-lo em sua boca. Os dedos de Changmin começaram a sair e adentrar o outro com mais ritmo, enquanto este passou a mover os quadris contra o outro em busca de mais contato.

Quando sentiu que não mais conseguiria segurar, Kyuhyun sentou-se na cama e os dedos de Changmin afundaram em sua entrada, finalmente tocando sua próstata. O menor gemeu alto e rouco, finalmente derramando seu prazer sobre os lábios do outro, que ainda o sugava com afinco. Changmin só se afastou quando o corpo de Kyuhyun caiu sobre o colchão e finalmente ele pôde engolir o sêmen do outro.

Changmin limpou os lábios com as costas da mão, enquanto fitava o outro, tão enfraquecido e sonolento quanto ele mesmo momentos antes. Ele parecia ainda mais belo daquela forma, ofegante, ainda se contorcendo com os últimos resquícios de orgasmo percorrendo seu corpo como pequenos choques elétricos. Changmin deitou-se sobre o outro e sentiu a pele desnuda do outro quente embaixo de si, e finalmente seus lábios e línguas voltaram a se encontrar, em uma mistura de sabores única que só momentos como aquele os permitiriam.

Kyuhyun sorriu agradecido ao rapaz quando seus lábios se separaram e o acariciou com a ponta dos dedos pelo contorno de seu rosto. Os olhos de Changmin gritavam declarações de amor que ele não iria verbalizar, para não parecer que estava pressionando seu namorado. Kyuhyun sorria para ele apenas com o canto dos lábios, um sorriso singelo, mas apaixonado como as palavras não ditas de Changmin.

Antes que eles pudessem desejar boa noite e dormirem abraçados como seus corpos pediam, eles ouviram o primeiro pintassilgo da manhã cantar para acordar a natureza. A chuva havia parado e o sol deveria estar prestes a nascer, então Changmin propôs que eles assistissem ao amanhecer antes de descansarem e é claro, o romântico Kyuhyun adorou a ideia. Changmin vestiu-se em um roupão, enquanto Kyuhyun apenas enrolou sua cintura no lençol e eles seguiram para a sacada do local.

Assim que ambos abriram a porta de madeira rústica que estava destrancada, encontraram Hyukjae e Donghae confortavelmente sentados em uma cadeira de praia. Ambos trajavam apenas toalhas de banho na cintura e Donghae estava preguiçosamente deitado sobre seu namorado, ambos fitando o horizonte. Changmin desejou bom dia a ambos que desviaram o olhar, surpresos, mas que depois sorriram a eles.

Kyuhyun se recostou à beirada da sacada e Changmin se posicionou atrás dele, o enlaçando pela cintura. Os dois casais assistiram o ar matinal antes gelado e úmido se aquecer aos primeiros raios de sol que surgiram do horizonte e os iluminaram dando a eles o silencioso bom dia da manhã. Donghae então preguiçosamente se levantou do colo de seu namorado e parou ao lado dos outros dois.

– Vamos deixar o passeio para amanhã, vão dormir vocês dois.

Donghae selou a testa de Kyuhyun demoradamente e depois fez o mesmo com Changmin que se surpreendeu com a intimidade do mais velho. Hyukjae sorriu para eles, segurou a mão de seu namorado e eles adentraram a casa, afim de também descansarem seus corpos. Changmin pressionou a cintura de Kyuhyun e o puxou pela mão para que eles entrassem novamente. Com as portas novamente fechadas, assim como as cortinas, os dois se despiram e cobriram seus corpos com o lençol fino de algodão branco.

Changmin enlaçou a cintura do outro que virou-se de costas para si e eles se encaixaram nus em um abraço tão intimo que somente um relacionamento como o deles poderia permitir. Eles adormeceram ao mesmo tempo, levados pelo cansaço de seus corpos e pela paz de seus corações.

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