Capítulo 13: Put your hands on me

 

Kyuhyun estava relutante e ele sabia ser teimoso quando queria. No penúltimo dia, foi planejado que eles visitariam as dunas e as desceriam sentados em uma prancha, além de irem ver os golfinhos, entretanto naquele dia Changmin havia acordado com dor de barriga. O rapaz estava constrangido de ter que ir ao banheiro o tempo todo e não estava disposto a ir ao passeio com eles.

A grande discussão era que seus colegas e o próprio Changmin queriam que Kyu fosse para as dunas enquanto ele queria ficar e cuidar de seu namorado. Ele acreditava que Changmin não queria que ele ficasse por estar envergonhado, mas também não desejava deixar o rapaz passando mal completamente sozinho em casa. Depois de um tempo, eles se encontraram no quarto para discutir o assunto:

– Por que você quer tanto que eu vá? É só um passeio, fica pra próxima! – Argumentou Kyuhyun.

– Eu não quero que você perca o passeio só porque eu tô com dor de barriga! – Afirmou Changmin. – Eu vou ficar bem, vou me hidratar, descansar e logo passa! Com certeza é algo que eu comi!

– Eu não quero ir sem você. – Confessou Kyuhyun.

– Eu não posso ir assim, amor, vou estragar o passeio. – Disse Changmin, finalmente o abraçando pela cintura. – A noite vamos nos ver de novo e eu quero que aproveite seu tempo com os seus amigos.

– Então eu não vou ver os golfinhos, volto mais cedo pra cá! – Insistiu Kyuhyun.

– De jeito nenhum! Você vai ao passeio todo e depois vem ficar comigo. Vai Kyunie, eu sou grandinho, sei cuidar de uma dor de barriga.

– Então vamos juntos!

– Kyunie, não tem banheiro na praia! – Disse Changmin o apertando com mais força pela cintura. – Não se preocupe comigo, eu quero que se divirta, eu vou me cuidar.

– Está bem, mas eu não vou jantar fora com eles, eu vou vir pra cá, até combinei de pegar o carro do Minnie!

– Está bem, você janta comigo então. – Afirmou Changmin. – Agora vai lá com eles, porque eu já atrasei muito o seu passeio.

– Você me liga se piorar? Aí eu volto e nós vamos ao médico da cidade, tem um pronto-socorro no centro.

– Eu prometo que ligo. – Disse Changmin roubando um selar dos lábios do outro. – Vai lá, meu príncipe.

Ainda relutante, Kyuhyun soltou o abraço e o fitou preocupado, tentando buscar qualquer sinal no olhar do outro que o convencesse a ficar. Changmin por sua vez parecia mais confiante, e acariciava o rosto do outro tentando tranquiliza-lo. Finalmente, Kyuhyun se deu por vencido, pegou sua carteira sobre a cama a guardando em seu bolso e saindo de seu quarto com ar sério.

Changmin sorriu e saiu atrás de seu namorado e por trás de Kyuhyun ele piscou para Hyukjae. Antes que Kyuhyun entrasse em uma nova argumentação, Changmin os acompanhou até a porta e eles se despediram. O rapaz ainda estava desconfortável, mas ainda assim adentrou o carro de Hyuk e deixou a casa e seu namorado sozinho.

As dunas ficavam há apenas vinte minutos dali e eles não demoraram a trocar seus carros por jipes, para subir as grandes montanhas de areia. Do alto dos locais eles conseguiam ver a grande área de mar e boa parte das reservas naturais que o local possuía. Era um lugar lindo apesar do calor do horário tardio que eles chegaram.

O guia os levou por uma trilha e Henry e Sungmin seguiram na frente rindo animados e apontando o que eles achavam interessante. Donghae e Hyukjae iam logo atrás, tentando interagir com Kyuhyun que estava com a mente avoada. O rapaz fitava tudo a volta com interesse, mas não fazia comentários animados como os outros quatro. Não demorou muito e eles chegaram a um local aberto com dunas menores que eles podiam escorregar.

Finalmente quando eles começaram a escorregar e brincar no local, Kyuhyun esqueceu seu namorado e conseguiu aproveitar o passeio. Eles passaram o que sobrou da manhã e o começo da tarde, sujando seus corpos de areia enquanto brincavam com a pequena prancha que escorregava montanha abaixo, até que a fome apertou e eles foram a um restaurante local almoçar. Somente quando eles saíram do local, o celular de Kyuhyun voltou a funcionar e ele recebeu uma mensagem de Changmin: “Estou pensando em você, espero que o meu príncipe esteja se divertindo.”

Kyu sorriu bobo com a mensagem de seu namorado e não se demorou a responde-lo perguntando se ele se sentia melhor. Changmin quase de imediato o respondeu que estava bem, e insistiu para que ele se divertisse durante o dia. Somente desta forma, Kyuhyun conseguiu aproveitar mais plenamente o resto do passeio. Depois do almoço eles foram levados a uma praia e naquele horário era possível ver golfinhos que se aproximavam da margem para se alimentar.

Eles passaram o resto da tarde na praia, conversando, tomando sucos exóticos de uma barraca ali perto, observando os golfinhos e mais para o final do dia, deram demorados mergulhos na água límpida do magnífico local. O guia os levou para onde seus carros haviam ficado e como o combinado, Kyuhyun voltou sozinho para casa, dirigindo o carro de Sungmin enquanto os outros quatro iriam experimentar mais um restaurante do centro da cidade.

Ele dirigiu sem pressa para casa e não havia trânsito no caminho, ele chegou logo ao local. Kyuhyun estranhou quando percebeu boa parte das luzes apagadas, mas presumiu que Changmin deveria estar descansando. Ele desligou o carro e seguiu sobrado adentro, encontrando Changmin na sala, lendo um romance policial que ele havia trazido consigo. Assim que Kyuhyun parou à porta, o mais alto ergueu o olhar e sorriu para ele:

– Está melhor? – Disse Kyuhyun sentando-se ao lado de seu namorado.

– Na verdade, eu tenho algo pra te contar. – Disse Changmin, deixando o livro sobre o sofá. – Eu não estava com dor de barriga e fiquei em casa para preparar o nosso encontro.

– Como?? – Indagou Kyuhyun, surpreso. – Changmin-ah, você deixou todo mundo preocupado, isso é coisa que se faça?

– Não, eu deixei você preocupado, eles sabiam. – Changmin voltou-se para o rapaz e o abraçou pelos ombros. – Eu tentei inventar a desculpa mais boba pra ficar em casa e fazer você sair, mas eu não imaginava que você ia ficar tão preocupado com isso, me desculpe.

– Nós vamos sair? – Indagou Kyuhyun apoiando o rosto no ombro do mais alto.

– Como eu não conheço a cidade não pude preparar o nosso encontro como eu desejava, então eu vou fazer ele acontecer aqui mesmo.

– Como?

– Eu ia começar com um jantar, mas como você está tão cheio de areia que está mais para um Kyu à milanesa do que para um namorado em um encontro… – Kyuhyun riu-se. – nós vamos começar com um banho, juntos.

– Um banho? – Disse Kyuhyun sorrindo divertido. – Eu quero uma massagem também.

– Que abuso! – Brincou Changmin rindo-se dos comentários do rapaz, antes de se levantar e segura-lo pela mão.

– Da próxima vez que você quiser fazer uma surpresa, não finja que está doente. – Avisou Kyuhyun.

– Vou pensar em outra coisa da próxima vez. – Disse Changmin entre risos. – Não se preocupe, nossos amigos vão passar a noite fora, hoje somos eu e você.

Quando Kyuhyun adentrou o banheiro, ele estava com uma decoração diferente. Changmin havia distribuído algumas velas aromáticas pelo local e seus robes já estavam pendurados em ganchos próprios. O mais alto fechou a porta enquanto Kyuhyun tentava se lembrar de quando eles haviam comprado óleo corporal e sabonete líquido, e acabou concluindo que alguns daqueles produtos haviam sido adquiridos por Changmin aquele dia.

Quando ele se virou o rapaz havia retirado sua camisa e a deixado no pequeno cesto que agora estava vazio. Kyuhyun sorriu discreto e seguiu o outro, livrando-se uma a uma de suas peças de roupas até ambos estarem completamente despidos. Changmin passou por ele e ligou o chuveiro, o ajustando até que sua temperatura ficasse agradável e então entrou no box, puxando Kyuhyhun pela mão.

A água estava morna e levou consigo os poucos sinais de tensão que haviam em seus ombros. Changmin o segurou pela mão e o enlaçou pela cintura, o trazendo para consigo, e lá eles permaneceram, apenas sentindo a água sobre si e suas peles úmidas se experimentando. O mais alto se afastou e pegou o pequeno frasco com o sabonete líquido de cor esverdeada e um cheiro cítrico invadiu o local quando o rapaz espalhou o conteúdo na palma de sua mão. Ele esfregou uma contra a outra formando espuma para só então repousar ambas no tórax de Kyuhyun.

Changmin espalhou aquela espuma pela pele do outro, deixando que seus dedos explorassem a mesma. Suas mãos exploraram o corpo de Kyuhyun por completo e seus olhos acompanhavam o percurso de suas mãos. Ele via a pele do outro se arrepiar ao seu toque, e sentia o olhar intenso de Kyuhyun sobre si em um momento tão intimo e especial que seu coração batia descompassado.

Kyuhyun não mostrou resistência, nem mesmo quando as mãos macias de Changmin tocaram suas partes íntimas espalhando sabonete por ali. Kyuhyun forçou seu psicológico para que uma ereção não se formasse entre suas pernas, pois sabia que aquele não era o momento. Seu namorado tinha grandes planos para aquela noite e ele não desejava adianta-los. Tudo seria feito ao tempo de Changmin, da forma como ele havia planejado.

Quando o corpo do menor estava coberto pela macia espuma, Changmin o puxou para baixo da ducha e auxiliou com suas mãos para que a espuma se dissipasse. Quando sua pele estava livre da espuma, Kyuhyun imitou Changmin. Seus toques imitaram os dele e não massageavam seu corpo, mas apenas o tocavam explorando cada canto do corpo escultural de seu namorado.

Seu olhar se atentou a detalhes antes perdidos por pura distração, como as marcas e pintas tão bem colocadas em sua pele que pareciam ter sido feitas a mão. Os dedos hábeis de Kyuhyun não deixaram passar um pedaço do corpo do mais alto, seus músculos enrijecidos pelas longas horas de academia pareciam mais evidentes e Kyuhyun amava as formas naturais que haviam se formado no rapaz. Aos seus olhos, ele era perfeito.

Kyuhyun imitou seu namorado e retirou a espuma do corpo de Changmin, a deixando cair a seus pés e revelar sua pele bronzeada pelos dias que eles passaram na praia. E finalmente, eles desligaram o chuveiro. Changmin saiu do box primeiro e vestiu seu roupão, deixando que o tecido absorvesse a água que ainda escorria de seu corpo. Quando Kyu foi imita-lo, o mais alto o impediu de se vestir dizendo com um sorriso nos lábios:

– Você disse que queria uma massagem.

Kyuhyun riu discreto da observação do outro e soltou seu roupão para poder observa-lo. Changmin pegou o óleo pós-banho e o derramou em suas mãos, para por fim, parar logo atrás de seu namorado. Ele primeiramente espalhou o líquido pelas costas do rapaz, para só então posicionar suas mãos nos ombros do mesmo e os pressionar com as pontas dos dedos, desfazendo os nós de tensão.

Kyuhyun gemeu satisfeito com a massagem do rapaz e fechou os olhos para aproveitar melhor. Aos poucos os músculos de seu pescoço, seus ombros e suas costas iam relaxando ao toque firme do mais alto. O cheiro adocicado do líquido aos poucos era absorvido por sua pele ainda úmida e certamente ficaria impregnado em si até o fim da noite.

Quando se deu por satisfeito, Kyuhyun voltou-se para Changmin e o envolveu pelo pescoço, roubando um selar de seus lábios. Ainda fechados no banheiro, eles trocaram beijos e suas línguas dançaram em busca daquele sabor tão único. Havia tanto romantismo, erotismo e cumplicidade entre eles, que era impossível não se entregar aos beijos. Changmin adoraria tomar Kyuhyun para si ali mesmo naquele banheiro, mas ele queria dar prosseguimento à noite.

Relutantes eles se afastaram e Kyuhyun colocou seu robe, e o fechou, finalmente se voltando para o mais alto que o esperava. De mãos dadas, os dois seguiram para a cozinha que Changmin também havia adaptado para a noite. Ele havia pego uma toalha rendada e a deixado sobre a pequena mesa de madeira. Os pratos, copos e talheres já estavam devidamente dispostos sobre seus lugares e Kyuhyun não demorou a tomar um para si.

Do forno, Changmin retirou uma travessa de macarrão o que fez Kyuhyun rir discreto. Ele viu sobre a pia, a grande quantidade de louças que o rapaz havia usado e depois lavado, além do avental com molho que ele havia pendurado em um canto da cozinha. Ele sabia que aquilo era uma surpresa, mas daria tudo para ter assistido Changmin cozinhando.

– E para esta noite, um prato muito refinado, a especialidade do chefe Changmin: Macarrão com salsicha.

Kyuhyun riu alto do comentário do outro e fitou a travessa com o macarrão ser disposta a sua frente. Apesar de uma refeição simples, a comida parecia apetitosa e seu estômago já reclamava. Kyu serviu-se de uma porção da travessa e primeiramente o provou, fitando a feição ansiosa de seu namorado.

– Está uma delícia, Changminie! Você me disse que não sabia cozinhar!

– Eu não sei mesmo! Pensei em fazer algo mais sofisticado e romântico, mas fiquei com medo de estragar a comida e a nossa noite, então parti para uma das poucas coisas que eu sei fazer.

– Eu não faço questão de nada sofisticado, gosto da simplicidade. – Afirmou Kyuhyun não se demorando em servir-se de mais do macarrão e ser seguido por Changmin.

– Ah, já ia esquecendo, eu fiz suco de abacaxi! – Afirmou Changmin retirando da geladeira uma jarra de suco e servindo para si e seu namorado. – O vinho vai ficar para mais tarde.

– Vinho? – Disse Kyuhyun abrindo um sorriso ainda mais animado.

– Do porto, daqueles baratinhos do mercado. – Explicou Changmin.

– Está brincando né?

– Claro que eu estou! – Disse Changmin entre risos. – Eu preferia te dar suco de uva ao invés de um vinho daqueles! O Hyuk-hyung me trouxe um de uma adega que ele disse que você ia gostar.

– Eu quero um vinho bem gostoso. – Disse Kyuhyun antes de dar outra garfada no macarrão. – E por falar neles, onde eles vão passar a noite?

– O Hyuk me disse que os quatro iam pra um motel que você e o Siwon já tinham visitado e que tem uma vista linda. – Disse Changmin. – Ele até propôs que eu levasse você pra lá, mas eu não ia te levar pra um lugar que você já transou com o seu ex-namorado.

– Eu acho que sei que motel é e se for esse mesmo eu e o Siwon não transamos lá. – Disse Kyuhyun entre risos.

– E o que vocês foram fazer lá? Já sei, brincar de boneca!

– Eu sabia que uma hora você ia rir de mim por causa disso! Aish, Changmin-ah! – Disse Kyuhyun entre risos. – Nós iriamos transar, mas aí ele resolveu me deixar experimentar vinho e eu acabei tomando rápido demais e peguei no sono. Claro que nem ele nem eu contamos que na verdade nós acabamos dormindo no motel e não transando.

– Aish, se eu soubesse nós poderíamos ter ido lá. – Disse Changmin, pensativo. – Se bem que eu gosto dessa casa e motéis me lembram o meu antigo eu.

– O seu antigo eu? Nós mal começamos e você já se considera em uma fase nova?

– É a primeira vez que eu estou em um namoro sério, eu tenho que apostar nisso. – Disse Changmin após tomar um longo gole do seu suco.

– Eu quero acreditar que você está mudando, mas é algo tão raro de acontecer– Afirmou Kyuhyun.

– Eu espero ser uma grande exceção e se quer saber, eu estou muito mais feliz assim. Você me faz bem.

Kyuhyun sorriu ao rapaz, deixando seus talheres descansando sobre seu prato agora vazio e segurou a mão de Changmin que agora repousava sobre a mesa. Seus olhares se encontraram e ambos sorriram discretamente. As declarações seguintes ficaram implícitas nos olhares deles, e não precisaram ser ditas. Eles sabiam que se amavam, verbalizar seria um mero ato de reafirmação, para eles desnecessário.

Changmin levantou-se primeiro e finalmente ele puxou Kyuhyun consigo para a sala, sentando-se no sofá com o outro ao seu lado encaixado em seus braços. O menor repousou a mão no abdômen de seu namorado, escondendo o rosto na volta de seu pescoço. Ele estava relaxado, bem alimentado e feliz, não havia como aquela noite ficar melhor. Changmin acariciou a cintura do outro com a ponta dos dedos, deixando a comida ser digerida enquanto aproveitava a companhia do outro rapaz.

– Se alguém me perguntasse com quem eu gostaria de namorar, há seis meses atrás você seria o último da minha lista. – Disse Kyuhyun bem-humorado.

– Eu perco para o professor de cálculo?

– Eu já namorei um professor antes e você sabe…

– Que horror, Kyu-ah! – Disse Changmin entre risos. – Agora você sabe que eu sou um bom namorado.

– Um ótimo namorado, se quer saber. – Afirmou Kyuhyun. – Me fala uma coisa, Changminie, você vai querer… fazer amor hoje?

– Só se você quiser. – Disse Changmin. – Mas você vai ter que concordar que seria uma boa maneira de terminar a noite.

– Seria sim. Você fez tudo direitinho, está me deixando confortável, acho que é uma boa noite para termos nossa primeira vez. – Afirmou Kyuhyun, apoiando sua mão no tórax do outro e sentindo seu coração descompassado com a expectativa. – Está ansioso?

– Estou. – Confessou Changmin, corando discretamente.

– Vamos sem pressa, como da outra vez. – Afirmou Kyuhyun. – Nós poderíamos começar saindo da sala e indo para o quarto.

– Ótima ideia, meu príncipe.

Kyuhyun sorriu abertamente ao outro e roubou um selar demorado de seus lábios para por fim levantar e seguir em direção ao quarto. Changmin não demorou a sair logo atrás do rapaz e adentrar o quarto juntamente com ele. Kyuhyun acendeu a luz e a decoração do local também havia mudado. Changmin havia coberto a cama com uma colcha de veludo bordô e haviam velas espalhadas por todo quarto.

Changmin adentrou o local e começou a acende-las uma a uma com o isqueiro que guardava em seu bolso. Kyuhyun aproximou-se da cama e se sentou sobre a mesma, fitando sobre o criado-mudo o pequeno tubo de lubrificante e alguns pacotes de preservativos. Seu namorado havia pensado em tudo, inclusive na sua perigosa vida promíscua. Quando a última vela foi acesa, Changmin apagou a luz e o quarto ficou com uma luz bruxuleante.

Ele finalmente se aproximou de seu namorado e se ajoelhou de frente para este, fitando seu olhar sobre si. Os olhos de Kyuhyun brilhavam com a luz alaranjada que iluminava vagamente o quarto, deixando suas sombras grandes e disformes. Kyuhyun encurvou o corpo e roçou a ponta de seu nariz no rosto do outro, sentindo o aroma de sua pele, seu hálito esbarrou em seus lábios e ele sentiu uma prévia do sabor do rapaz.

Changmin entreabriu os lábios e eles se encaixaram entre os lábios do menor que os sugou calmamente. Eles fizeram um barulho estalado quando se afastaram brevemente para mudar de posição e novamente Changmin sentiu a maciez dos lábios de Kyuhyun contra os seus. Ele passou a ponta da língua sobre o lábio inferior do outro, aproveitando-se de seu sabor e sua textura.

Kyuhyun entreabriu os lábios e sua língua se encontrou com a do mais alto brevemente fora de sua boca antes de seus lábios se colarem novamente e desta vez Changmin explorou sua cavidade bucal. A língua quente do mais alto buscava a do outro, a saboreando enquanto sugava seus lábios contra os próprios. Kyuhyun expirou sonoramente para por fim levar a mão à nuca de seu namorado e o puxar contra si, dando intensidade ao beijo.

Suas línguas brincavam e dançavam uma contra a outra, e vez ou outra as unhas curtas de Kyuhyun se prendiam contra a pele do mais alto e puxavam os cabelos finos que estavam ali. Changmin antes com ambas as mãos apoiadas no colchão, agora explorava por baixo do roupão do outro rapaz. Suas mãos começaram nos joelhos do outro e espalmaram em suas coxas, as apertando com firmeza para por fim repousarem em sua cintura e a pressionarem com firmeza. Quando o beijo foi cortado, Kyuhyun segurou o lábio de Changmin entre seus dentes e foi se afastando o arranhando até solta-lo.

Assim que seu lábio inferior, agora inchado, foi solto pelo outro ele atacou a deliciosa pele de seu pescoço. Aquele mesmo cheiro inebriante que o arrepiava durante as aulas na biblioteca, invadiu suas narinas estava acentuado naquele momento. O sabor da pele do rapaz também parecia mais forte aquele dia, era como se Kyuhyun estivesse expelindo sua excitação pelos poros de sua pele.

Kyu gemeu baixinho quando a língua de Changmin tocou sua tez, mas quando seus lábios o sugaram e seus dentes se cravaram na carne de seu pescoço ele se viu obrigado a morder seu lábio inferior para não gemer alto. Então, por cima de sua pele ardida com a mordida, a língua de Changmin escorregou, deixando um rastro de saliva quente e acalmando sua pele, causando arrepios incontroláveis pelo corpo do menor.

“Morde de novo.” Changmin afastou o rosto do pescoço do outro, rindo soprado e um tanto irônico. Ele amava quando Kyuhyun baixava a guarda e se entregava para ele e não deixaria de aproveitar tal fato, a sua maneira. Sua língua percorreu seu pescoço até o maxilar do outro, o qual ele arranhou com os dentes, antes de falar rouco contra sua pele: “Calma, estamos só começando.”

Kyuhyun também riu soprado com o comentário do rapaz e colou seus lábios aos dele novamente, o puxando pelos cabelos. Changmin ergueu o corpo e escorregou sobre o outro que aos poucos deitou-se sobre a cama, para finalmente, deixar Changmin apoiar seu peso sobre ele. O beijo agora estava mais afoito, necessitado, suas línguas já não diferenciavam o que estavam tocando no interior de suas bocas.

Enquanto as mãos de Kyuhyun estavam presas aos cabelos do outro, as mãos de Changmin passeavam por seu corpo o explorando ainda por cima do tecido do robe que já tinha o laço na sua cintura frouxo. Kyu expôs suas coxas quando separou as pernas e deixou Changmin encaixar-se entre elas e o rapaz prontamente segurou uma de suas pernas a pressionando entre seus dedos.

Kyuhyun apoiou suas mãos nos ombros do outro e o empurrou com firmeza até que Changmin rolasse deitado ao seu lado. Seus dentes se roçaram e o beijo ficou atrapalhado quando Kyu rolou o corpo sobre o outro até que seu peso estivesse sobre o dele. Assim que sentiu o menor sentar-se sobre si, Changmin levou ambas as mãos à suas nádegas e as apertou com firmeza até sentir o outro encurvar o corpo com afinco.

Kyuhyun cortou o beijo e desviou o rosto ao pescoço do rapaz, o lambendo demoradamente em direção ao lóbulo de sua orelha. Ele passou a ponta da língua em seu lóbulo e depois circulou toda a cartilagem, terminando em uma mordida leve. Kyu colou seus lábios ao ouvido do outro e ofegou rouco contra ele antes de dizer baixinho com sua voz aveludada: “Gostoso.”. Changmin levou a mão aos cabelos finos do rapaz e os puxou, o forçando a olhar para si e seus lábios voltaram a se encontrar, afoitos.

Kyuhyun podia sentir embaixo de si o quão enrijecido já estava o membro de Changmin, ele chegava a pulsar e estava úmido na ponta. Seu próprio membro expelia pré-gozo sem controle algum o que deixava o ar com aquele típico cheiro de sexo. O menor voltou a cortar o beijo e com a ajuda de Changmin desfez o nó do roupão e o deixou escorregar por seus ombros até que este caísse sobre as pernas do outro, para só então abrir o roupão de seu namorado.

Kyuhyun deixou seu corpo recair sobre o do outro e beijou seu tórax lentamente, até alcançar seu mamilo. Enquanto seu dedo indicador brincava com o mamilo esquerdo, o direito era atacado por seus lábios. Ele escorregou a ponta da língua pela pele sensível do local e o sugou até que este se enrijecesse quando ele finalmente o mordeu, fazendo Changmin gemer. Finalmente ele escorregou o corpo e agora seus lábios abusavam do abdômen bem definido do rapaz.

Após lamber o umbigo do outro repetidas vezes, Kyuhyun se afastou e deixou que Changmin se ajeitasse com a cabeça sobre as almofadas na cabeceira da cama e então ajoelhou-se entre suas pernas. Kyu primeiramente roçou o rosto ao membro do outro, inspirando seu cheiro demoradamente, e logo em seguida distribuiu carinhosos selares sobre este, até finalmente encaixar sua glande em seus lábios.

Sem esperar mais, seu rosto afundou em direção à sua virilha, encaixando o membro do outro em sua cavidade bucal e o sugando enquanto sentia seu delicioso sabor. Changmin se contorceu quando os lábios quentes do outro se encaixaram em seu membro, e ele jogou o quadril para frente em busca de mais contato, não demorando a ser impedido pelas mãos habilidosas de seu namorado.

Com uma das mãos, Kyuhyun impedia que o outro se movesse e a outra, o masturbava na mesma velocidade de seus lábios. Ele permitia que a glande do outro escorregasse pelo céu de sua boca até sua garganta e só então voltava, depositando ali a maior quantidade de saliva que conseguia produzir. Seus dedos ficaram úmidos com sua saliva o que o ajudou a masturbar o outro mais apropriadamente.

Quando suas pernas começaram a tremer, Changmin decidiu que era hora de parar o menor, afinal não queria que aquilo acabasse tão cedo. Ele sentou-se e tocou a nuca de seu namorado que parou o que fazia para poder fita-lo, e Changmin viu a luxúria em seu olhar. Kyuhyun ajudou o outro a livrar-se de seu próprio roupão e só então sentou-se sobre a cama. Kyu estava com as pernas separadas, apoiadas sobre as do outro que também estavam afastadas.

Changmin levou sua mão ao membro do outro e o segurou com firmeza, deixando seu polegar escorregar pela glande do outro, espalhando o pré-gozo ali depositado. Kyu se remexeu quando o mesmo pressionou a fenda sobre seu membro e seu corpo se encurvou em busca de mais contato e só então, Changmin começou a masturba-lo, ainda lentamente. Seus dedos formavam um túnel apertado e ele podia sentir em seu tato as veias pulsantes do membro do outro.

Changmin puxou o rapaz pela cintura e o guiou pela mão até que este estivesse ajoelhado a sua frente. Ele primeiramente escorregou a língua pelo mamilo do outro e só então o sugou entre seus lábios, ouvindo os ofegos de Kyuhyun ficarem descompassados. Enquanto sua mão trabalhava em seu membro, sua língua brincava com o mamilo rijo do outro, o fazendo se contorcer em com os espasmos que percorriam em seu corpo.

“Levanta.” Foi o que Changmin disse quando decidiu que queria mais uma vez provar dos sabores do rapaz. Kyu apoiou-se em seu ombro e ficou em pé sobre a cama, enquanto Changmin apoiou-se em seus joelhos e finalmente ele segurou o membro de Kyu e o aproximou de seus lábios. Assim como o rapaz fizera consigo, ele permitiu que o membro de Kyuhyun preenchesse seus lábios e finalmente começou a suga-lo.

Sua cabeça se movia em direção ao outro, e seus lábios soltavam barulhos estalados, típicos do sexo oral. A mão de Changmin auxiliava seus movimentos, com os quais ele ainda não estava habituado e apenas desejava sanar suas ganas de provar o corpo alheio. Ele manteve aqueles movimentos, percebendo quando acertava de acordo com os gemidos do outro, que apesar de discretos, não passavam despercebidos por sua audição.

Kyuhyun sentiu suas pernas perderem as forças e apoiou-se no ombro de Changmin, em um pedido mudo para que ele pudesse mudar de posição. O mais alto o ajudou a se deitar e enquanto Kyu buscava uma posição confortável na cama, ele pegou o tubo de lubrificante e o abriu. O gel tinha um cheiro estranho, adocicado, mas aquilo não o incomodou de forma alguma.

Changmin espalhou o lubrificante por seus dois dedos e finalmente o penetrou com o indicador, sentindo o corpo do rapaz ficar tenso e depois relaxar. Quando seu dedo estava completamente dentro do outro, ele deixou que o membro do mesmo voltasse a se encaixar em sua cavidade bucal e finalmente voltou a suga-lo. Kyuhyun relaxou sobre a cama e apenas aproveitou os toques do outro rapaz.

Quando se viu por satisfeito, o segundo dedo de Changmin adentrou o outro rapaz que aos poucos começava a ceder às suas investidas. Seu corpo já não mais se contraía, ele se movia mais em busca de mais contato, e já desejava algo mais intenso. Kyuhyun então se apoiou em seu antebraço e chamou o nome de seu namorado para que este parasse com o que fazia. Changmin retirou os dedos de seu interior e o fitou duvidoso.

Kyuhyun sentou-se na cama e pegou o pacote de preservativos ao lado da cama, o abrindo com os dentes. Changmin separou mais as pernas e deixou que o rapaz colocasse a proteção em seu membro, o massageando enquanto o fazia. O menor espalhou lubrificante por toda extensão do falo do outro, até considerar que já era o suficiente, então Kyuhyun voltou a se deitar. Ele tinha certeza que Changmin não se importaria se ele tomasse o rumo do ato e sentasse em seu colo, no entanto, ele gostava da maneira como o mais alto agia.

Kyu ergueu suas pernas e as separou, dando espaço para que Changmin o penetrasse. Seus olhos se encontraram e o mais alto deitou-se sobre o outro, apoiando seu antebraço no colchão ao lado do menor. Sua mão livre segurou seu membro pela base e ele o direcionou, até encontrar a entrada do menor e a forçar lentamente, até que sua glande o penetrasse. O interior de Kyuhyun era apertado e suas paredes esmagavam o membro de Changmin que se via obrigado a se concentrar para que não começasse a se mover antes da hora.

Seu membro aos poucos foi escorregando pelo interior do outro que somente desviou o olhar quando começou a doer. Ele havia esquecido como aquele posicionamento poderia ser dolorido, e aquele volume em seu interior estava se tornando cada vez mais incômodo. Quando metade do membro de Changmin estava em seu interior, ele segurou o ombro do rapaz e o pediu que esperasse e por mais difícil que aquilo pudesse ser, ele o fez.

Kyuhyun se remexeu buscando um posicionamento mais confortável ainda sem sucesso até finalmente seu corpo começar a se acostumar e a dor tornar-se suportável. Então ele avisou que Changmin poderia continuar e assim o mais alto o fez, lentamente forçando seu membro para o interior do outro, sentindo os anéis em seu corpo se alargarem à medida que ele pedia passagem.

Changmin só voltou a parar de se mover quando sua virilha se recostou às nádegas do outro rapaz, e novamente ele voltou a esperar que o menor se acostumasse. Changmin deixou a ponta de seus dedos brincarem com a mão do outro que estava apoiada no travesseiro, enquanto seus olhos se exploravam. Changmin mergulhou naquelas orbes castanhas e ele sentiu seu corpo todo estremecer.

Kyuhyun deixou sua mão livre no pescoço do outro e roubou um selar demorado de seus lábios, finalmente sentindo o membro de Changmin sair de seu interior brevemente antes de penetra-lo novamente. Seu corpo já não doía, mas ele ainda sentia-se incomodado com aquela invasão. Ainda assim, o fato de estar tão entregue a Changmin, tão a mercê de suas vontades o deixara inebriado e ainda mais excitado.

Quando Changmin ganhou confiança, seu quadril começou a se mover mais e Kyuhyun agarrou seu próprio membro o masturbando lentamente. Vez ou outra, Changmin unia seus lábios ou investia com mais firmeza em direção ao outro, fitando vez ou outra expressões dolorosas em seu rosto. Quando Kyuhyun finalmente se acostumou ele disse baixinho para o rapaz: “Mais forte”.

Changmin escondeu o rosto contra a volta do pescoço de seu namorado e se apoiou com mais firmeza sobre o colchão para conseguir investir com mais força e velocidade contra o corpo do menor que arranhava suas costas com as unhas. Suas peles escorregavam uma sobre a outra pela fina camada de suor que já se formava e escorria pelas têmporas dos dois. O interior de Kyuhyun maltratava a ereção de Changmin, a medida que ele se movia com firmeza e afinco.

Changmin lambeu o pescoço do outro novamente, desta vez sentiu o sabor salgado de seu suor em sua língua e assim, mais uma vez ele mordeu o local, fazendo Kyuhyun se contorcer e puxar os cabelos de sua nuca. Ele investiu com mais vontade contra o corpo do outro e enquanto o rapaz ainda sentia seu pescoço arder, o membro de Changmin alcançou sua próstata com força.

Por alguns instantes Changmin acreditou que o rapaz chegaria ao orgasmo, mas ele o segurou apenas para prolongar tal momento. Kyuhyun se apoiou no ombro do rapaz e o empurrou até que este sentasse sobre seus calcanhares e a medida que este se afastava, ele erguia-se até sentar-se sobre seu membro, o permitindo ir mais fundo em seu interior. Kyuhyun havia se esquecido da deliciosa sensação que era ter sua próstata tocada por outro homem, e desejava senti-lo de novo.

Changmin deixou suas mãos sobre as coxas do rapaz, enquanto este se apoiava em seu ombro, subindo e descendo o corpo rapidamente. Cada vez que Kyuhyun se afundava contra o membro do outro, se esforçava para que este fosse cada vez mais fundo em seu interior até que sua próstata fosse pressionada e assim, mais uma vez ele se aproximou de seu orgasmo. Changmin não tinha tanta certeza por quanto tempo ele aguentaria segurar seu clímax, e sabia que já não tinha mais controle de seu corpo.

Changmin ergueu o olhar e Kyuhyun o fitava fixamente. Sua expressão facial era puramente luxúria naquele momento, seus cabelos finos estavam suados, colados a sua testa assim como os de Changmin. Seus corpos faziam um barulho alto ao se chocarem e a mão de Kyuhyun trabalhava com mais vontade em seu membro. Changmin sabia que não aguentaria e quando o rapaz ameaçou fechar os olhos, ele disse:

– Olha pra mim.

Com o olhar fixo em seu namorado, Changmin chegou ao seu ápice. Seu corpo estremeceu, seu membro pulsou e finalmente ele soltou seu sêmen no interior do outro, preenchendo o espaço sem ar do preservativo. Ele ainda sentia o liquido escorrendo de sua glande quando Kyu parou de se mover e seu sêmen molhou o estômago de ambos, assim como os dedos do menor.

Changmin recostou a testa contra o lado do rosto do outro que tentava recuperar o fôlego. Kyuhyun podia sentir o membro de seu namorado escorregar para fora de seu corpo, enquanto sua respiração esbarrava na maçã de seu rosto. O suor escorria por seus corpos enquanto os dois, agarrados um ao outro recuperavam as energias gastas. Kyuhyun sentia seu olho pesado e seu corpo parecia começar a pender também.

Quando sentiu o peso do rapaz em seu colo, Changmin soube que Kyu logo adormeceria, então agarrou sua cintura com firmeza e o guiou até que ele deitasse confortavelmente em um dos lados da cama. Changmin então se levantou e retirou o preservativo o jogando no lixo, para por fim apagar as velas, uma a uma. Somente quando a ultima vela se apagou, ele se lembrou do vinho que prometera o rapaz e que ainda estava na geladeira. O vinho ficaria para outra ocasião, pois a única coisa que ele desejava era se deitar ao lado de seu namorado.

Kyuhyun se esforçou para manter-se acordado até ter certeza que o outro estava na cama consigo, mas assim que teve sua cintura envolvida ele adormeceu. Changmin fechou os olhos e inspirou profundamente, sentindo seu corpo formigar pela deliciosa sensação do pós-sexo. Ele fechou os olhos e sua mente viajou por todos os acontecimentos desde que eles chegaram à casa da praia, culminando no melhor sexo de sua vida. E ele amava aquele homem que dormia pesadamente em seus braços, o amava com todas as forças de sua alma e a partir daquela noite, ele sabia que a vida sem Kyuhyun jamais seria a mesma coisa.

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