Capítulo 15: Xiah Junsu

A noite de segunda-feira chegou agitada à capital coreana. Depois de terminado, impresso e encadernado, finalmente a primeira prévia do artigo de Changmin e Kyuhyun estava terminada. Já era noite quando eles entraram no carro e seguiram lentamente para o apartamento de Changmin onde ambos assistiriam ao filme escolhido pelo rapaz. Enquanto Changmin dirigia, Kyuhyun silenciosamente folheava o trabalho em busca de erros gramaticais.

Ele somente se deu por satisfeito quando Changmin estacionou o carro e eles soltaram o cinto de segurança, para sair do veículo. Kyuhyun agarrou sua mochila e seguiu e silêncio ao lado do rapaz para o elevador e assim que eles adentraram o cômodo, Kyu recostou-se ao espelho com Changmin pendurado em sua cintura como este gostava de fazer. O menor sorriu ao rapaz quando este começou a distribuir beijos por seu rosto, sabendo como era difícil permanecer juntos a tarde toda na faculdade e não poder sequer se abraçar.

Antes de pararem no andar de ambos a porta se abriu no térreo e duas moças entraram no local, assim como uma senhora. Changmin soltou o abraço calmamente, desviando o olhar para os novos ocupantes do elevador que os fitavam fixamente. Changmin e Kyuhyun se afastaram e sorriram polidos aos vizinhos que sequer disfarçavam suas feições incrédulas antes de começarem a murmurar entre si. Kyuhyun e Changmin não puderam captar exatamente o que as três mulheres diziam, apenas frases soltas como “Eu não posso acreditar, justo o Changmin” e “Isso é um ultraje, uma pouca vergonha”.

O sorriso discreto de Kyuhyun tornou-se uma feição endurecida enquanto as maçãs do rosto de seu namorado tomavam um tom escarlate. Changmin segurou a mão do menor e o puxou contra si, instintivamente tentando protege-lo de tais comentários. Kyu já não se afetava mais com aquele tipo de coisa, mas ficou feliz quando finalmente o veículo chegou ao seu andar e eles puderam sair daquele incômodo ambiente.

– Não liga, fofoqueira é o que não falta nesse prédio. – Disse Changmin assim que eles saíram do local.

– Não se preocupe, você sabe que isso vai acontecer mais vezes, não sabe?

– Eu sei sim, e tenho que me acostumar se eu quero namorar você.

O comentário do mais alto o deixou mais do que satisfeito e Kyuhyun sorriu para ele antes de entrar no apartamento e encontrar Jaejoong correndo de um lado para outro enquanto se arrumava para o cinema com Yunho. O rapaz não se demorou a sair de casa, sendo relembrado que no dia seguinte ele teria uma festa para ir então que não marcasse nada com seu hyung. Kyu sentou-se no sofá e deixou sua mochila sobre o mesmo enquanto Changmin se movia pela casa.

O menor retirou de sua mochila o pacote de pipocas e eles foram a cozinha preparar o lanche juntamente com um chocolate quente cremoso. Changmin pegou uma das pipocas e levou aos lábios do outro para que ele provasse a quantidade de sal o que foi prontamente aprovado pelo rapaz. Eles voltaram à sala e se ajeitaram sobre o sofá com cobertores sobre suas pernas.

– Que filme você escolheu, Changminie?

– Um bem romântico, a sua cara. Laranja mecânica.

Kyuhyun riu alto do comentário do rapaz, cobrindo os lábios com as costas da mão enquanto recuperava o fôlego. Changmin ainda arrumava as legendas quando Kyu finalmente voltou a falar animadamente.

– Você não poderia ter escolhido um filme melhor. Eu amo Kubrick e os filmes sangrentos dele.

– Eu conheço o meu príncipe e sei que um filme qualquer da Jennifer Aniston não agradaria a ele.

– Aqueles que no final ela descobre “Oh, o amor sempre esteve comigo”!

– Eu detesto esses romancezinhos de quinta-feira para solteirões amargurados.

– Viu? Você está namorando comigo, não é um solteirão amargurado.

Changmin riu da resposta do outro e roubou alguns beijos de seus lábios antes deles voltarem a atenção para o filme. Claro que havia cenas desagradáveis e o enredo era violento em demasia, mas ainda assim era uma trama interessante. Quando o filme acabou, o pote de pipoca e as xícaras vazias descansavam sobre a mesa de centro. Kyuhyun estava acomodado sobre o corpo do mais alto que se deitara no sofá e metade da coberta jazia no chão.

Assim que os créditos começaram a passar, Kyuhyun ergueu o olhar e apoiou o rosto no tórax do outro rapaz, que descansava as mãos em sua cintura. Ele sorriu discreto e preguiçoso ao pensar que ainda deveria pegar o metrô para voltar já que não tinha intenções de dormir no apartamento do rapaz. Ele se levantou preguiçosamente, sentando-se sobre as coxas do outro e finalmente se dando conta das horas.

– Aish, eu já perdi o último metrô.

– Você não está pensando em ir embora não é? Dorme aqui, amanhã cedo eu te deixo em casa se você quiser.

– Aahh não, Changmin-ah! Eu não trouxe roupa, nem escova de dente, não posso ficar. – Disse Kyuhyun preguiçosamente. – Eu pego um taxi e rapidinho estou em casa.

– De jeito nenhum, se você quer mesmo ir eu te levo lá. Mas por mim você podia ficar aqui, nós poderíamos dormir juntos, pelados.

– Dormir pelado, Changmin?? Como você é safado! Amanhã temos aula, temos trabalho, orientação e não podemos nos atrasar e eu sei perfeitamente que se eu dormir aqui não vou resistir aos seus beijinhos.

– Então semana que vem, sem falta você dorme aqui e você me deixa abusar do seu corpinho.

– Quer abusar do meu corpo é? Que namorado malvado esse meu!

Kyuhyun riu-se e voltou a se deitar sobre o outro colando seus lábios aos dele. Eles aprofundaram o beijo e aproveitaram o momento para trocarem carícias e toques mais íntimos que não eram permitidos em público. No entanto o sofá era pequeno e apertado demais para os dois corpos e antes que eles pudessem perceber os dois rolaram para o chão.

Eles riram alto com a queda, mas somente depois do susto Kyuhyun percebeu que havia batido sua testa na quina da mesa. Changmin somente percebeu o acidente quando o rapaz abaixo de si cobriu o machucado com sua mão e gemeu baixinho de dor ainda que sorrisse. Changmin levantou-se desajeitado e o ajudou a se levantar e se sentar o indagando:

– Machucou?

– Eu bati a cabeça. Aish como a gente é tonto, Changminie!

– Eu sei, o sofá não é lugar pra isso. Não para nós que gostamos de nos mover durante o beijo. – Disse Changmin retirando a mão do rosto do outro e o fitando. – Não está cortado, mas acho que vai ficar um hematoma.

– Mais um? Eu nem sarei os do pescoço ainda e já tenho um na testa! – Disse Kyuhyun entre risos.

– Vamos na cozinha colocar um pouquinho de gelo na sua testa pra ver se amenizamos isso. – Disse Changmin segurando a mão do outro e o puxando em direção ao cômodo. – Vamos cuidar disso e aí eu vou te deixar em casa.

Kyuhyun sorriu feliz com o comentário do outro e o seguiu de perto até adentrar a cozinha. Ele se sentou sobre a bancada e esperou que seu namorado arranjasse um plástico com cubos de gelo para ele. Kyu deixou seu namorado se encaixar entre suas pernas e finalmente posicionar o gelo sobre seu ainda discreto machucado. Kyuhyun aproveitou a concentração do outro em si para acariciar seu rosto com a ponta dos dedos.

Seu tato sentiu sua pele macia no rosto e no pescoço procurando o olhar do outro com o próprio. Quando eles se encontraram, um sorriso discreto se formou nos lábios do menor e o outro retirou o gelo de seu rosto, finalmente voltando a colar os lábios aos dele. Eles voltaram a aprofundar o beijo e Kyu prendeu o corpo do outro entre suas coxas enquanto ele apertava a cintura do rapaz com firmeza.

Eles somente se separaram quando a fechadura da porta do apartamento foi destravada por Jaejoong que acabara de chegar. Antes de Jaejoong chegar a cozinha, Changmin ajudou seu namorado a descer da bancada e seguir em direção à sala. Antes mesmo deles visualizarem o rapaz, perceberam que Yunho estava com ele pois ambos agora conversavam animadamente sobre a bagunça que eles deixaram na sala.

– Ah, vocês estão aí! – Disse Yunho entre risos. – Nós achamos que isso tivesse terminado no quarto!

– Da próxima não destruam a sala! – Disse Jaejoong entre risos. Dava para ver o brilho no olhar dele ao lado de Yunho.

– A gente estava só vendo filme! – Defendeu-se Changmin. – Por falar nisso, como foi o cinema de vocês?

– Foi ótimo! – Disse Jaejoong. – Assistimos uma comédia!

– Acho bom que vocês tenham aproveitado porque amanhã eu vou roubar o Jae de você, hyung! – Disse Kyuhyun entre risos.

– Eu estou sabendo que vai rolar festinha amanhã. – Disse Yunho sorrindo e o abraçando pelos ombros. – E eu quero que ele se divirta.

– Eu prometo que vou tentar. – Disse Jaejoong o envolvendo pela cintura e apoiando o rosto em seu ombro.

– Que amigo é esse do Hyuk que está voltando? – Indagou Yunho, tentando disfarçar seu interesse.

– É o Junsu-hyung. Acho que você lembra dele, ele foi trabalhar no Japão mas teve uma oportunidade mais interessante na Coréia então está voltando.

– Ah… ele. – Yunho se remexeu incomodado ao ouvir o nome do antigo rival.

– Quem é ele? – Disse Jaejoong com ar sério ao perceber o incômodo de seu hyung.

– Ninguém importante. – Afirmou Kyuhyun.

Jaejoong desviou o olhar para Yunho que sorriu para ele o tranquilizando e finalizando o assunto. Neste momento, Changmin constatou que o horário já era tardio e que eles precisavam sair. Yunho ainda ficaria para ajudar Jaejoong corrigindo um de seus trabalhos e logo depois ele também partiria.

Changmin adentrou seu carro seguido por seu namorado e não demorou muito para que eles dessem partida em direção ao apartamento de Kyuhyun. O menor estava sonolento e estava pronto para cochilar quando Changmin resolveu começar uma conversa. Ele ainda estava recostado preguiçosamente ao assento quando o mais alto resolveu puxar assunto consigo.

– O Yunho-hyung não gostou muito da volta do amigo do Hyuk-hyung né?

– Ah, eu imaginei que ele não fosse gostar, tem uma história meio complicada com o passado do Micky-hyung.

– Ele não deve gostar do Junsu-hyung não é?

– Não, ele não gosta. O Micky-hyung também vive dizendo que não gosta, mas eu acho que é mais pra agradar o Yunho-hyung.

– Aliás, mudando de assunto, eu pego você em casa amanhã para irmos para a festa.

– Eu vou pra casa de metrô depois da aula, assim dá tempo de você se arrumar, encontrar o Jae e depois você passa no meu apartamento e nós vamos para a casa do Hyukie.

– Está bem. Agora dorme um pouco porque você tá com carinha de sono.

– Nós já estamos chegando, eu durmo em casa.

Changmin sorriu para ele e retirou uma das mãos do volante para acariciar a coxa de seu namorado. Kyuhyun repousou sua própria mão sobre a do outro o acariciando com seus dedos longos, fazendo o mais alto sorrir discreto. Ele diminuiu a velocidade e adentrou com o veículo na rua da casa do mais novo. Àquela hora da noite tudo estava deserto e com uma das luzes queimadas o lugar ficava ainda mais sombrio.

Changmin ficou satisfeito em trazer o rapaz até sua casa, pois não sabia que perigos poderiam espera-lo naqueles becos próximos ao prédio do outro. Assim que ele estacionou, o menor se espreguiçou demoradamente e por fim os dois soltaram os cintos e voltaram a juntar seus lábios demoradamente. Changmin ainda acariciou os cabelos do outro antes dele sorrir para si e sair do carro calmamente. O mais alto somente saiu dali quando viu seu namorado seguro portão adentro e assim ele seguiu para casa.

O dia seguinte dos dois rapazes passou rápido, eles tiveram duas longas aulas e ao final entregaram seu longo artigo ao professor que não o leu ali, mas que pediu explicações sobre seu andamento. Eles tiveram que fazer demoradas anotações, pois apesar de não ter lido seu trabalho ainda, o professor os avisara de diversas contradições em suas ideias iniciais. Ainda assim o docente considerou seu conteúdo como um dos melhores da sala.

O único problema era que ele não confiava em Changmin. O professor fez o rapaz repetir algumas vezes qual parte ele havia escrito e tentava se certificar de que Kyuhyun não estava fazendo o trabalho sozinho. Por mais que Changmin tivesse realmente escrito sua parte o outro não acreditou que ele o houvesse feito e certamente sua nota seria menor, mas ainda era melhor do que no semestre anterior.

Changmin acabou estressado com a desconfiança do docente, mas era compreensível a falta de credulidade em sua índole já que no semestre anterior ele sequer se aproximara de Kyuhyun ou dera devida atenção à trabalho algum. Ele somente foi polido em respeito ao seu namorado, caso contrário já teria dito algumas verdades ao homem. Quando eles saíram da sala, Changmin mantinha a mesma feição endurecida e os braços cruzados.

– Aquele velho me odeia.

Kyuhyun riu soprado do comentário do outro e após se certificar de que não havia ninguém no corredor ele o envolveu pela cintura. Changmin suspirou pesadamente quando Kyuhyun parou a sua frente o impedindo de continuar a caminhar e finalmente eles se abraçaram. Kyu ainda se permitiu deixar um selar no pescoço do outro antes de se afastar e quase ser flagrado por um aluno que saia de uma das salas.

– Ele te odeia sim, mas se você continuar se esforçando isso passa.

– Eu não quero conquistar ele, só quero passar de ano.

– Você vai passar. Ele pode ser chato, mas não é injusto.

– Tem muita coisa pra mudar não é?

– Vamos esperar ele corrigir que fica mais fácil de mudar o artigo, agora vamos que ainda temos uma festa hoje.

– Se você quer assim. – Disse Changmin novamente com ar animado.

– Me leva até a saída, vamos!

Kyuhyun acariciou o braço do outro com a ponta dos dedos antes de dar a volta e seguir ao lado do outro em direção a saída. Changmin vez ou outra roçava o corpo contra o outro em uma tentativa frustrada de acabar com a vontade de abraçar e beijar o rapaz. Assim que eles pararam à porta alguns colegas de bar acenaram para Changmin o chamando para juntar-se a eles, e Kyuhyun esperou que o rapaz não atendesse ao pedido.

Em consideração ao compromisso que ele teria aquela noite ele declinou o convite e finalmente se despediu de Kyuhyun em uma breve reverência que foi correspondida pelo rapaz. Durante o ato, eles combinaram os horários, logo se separaram e cada um seguiu rumo à sua casa. Kyuhyun ainda teve tempo de tomar um demorado banho e escolher a dedo suas roupas antes de dar o horário de Changmin aparecer.

Ele ajeitou seus cabelos de lado e passou a colônia que seu namorado tanto gostava antes de descer e esperar na portaria pelo carro de Changmin. Este não demorou muito a aparecer e ao lado dele, Jaejoong estava acomodado. Kyuhyun então sentou-se no banco de trás e recebeu pelo retrovisor um olhar admirado de Changmin. O mais alto o achara especialmente bonito naquela jeans de lavagem escura sobreposta por um blaser azul marinho. Jaejoong usava uma blusa fina de fio creme com uma jeans também clara e Changmin usava uma camiseta branca, estampada com uma blusa fina e aberta por cima.

Kyuhyun cumprimentou os dois e logo eles saíram dali seguindo para o apartamento de Donghae e Hyukjae onde seria a festa. Não seria nada grande, apenas uma confraternização entre os amigos mais próximos e que estavam satisfeitos com a chegada do outro rapaz. Eles estacionaram o veículo e Kyu os guiou para o prédio com o qual ele estava mais familiarizado. Não demorou muito e um animado Donghae os atendia à porta.

Eles eram os primeiros convidados a chegarem ao local e encontraram Junsu e Hyukjae na sala, conversando animados. Kyuhyun tomou a dianteira e abraçou Junsu demoradamente, animado por ver novamente o rapaz. Em seguida ele apresentou seu namorado e Jaejoong, ao outro que os cumprimentou empolgado. Kyu não teve tempo de conversar mais com o outro, pois Donghae o puxou para a cozinha para ajuda-lo com os drinks.

– Você é o namorado do Kyu? – Indagou Junsu.

– O primeiro desde o Siwon. – Afirmou Hyuk.

– Cara de sorte. – Disse Junsu entre risos.

– Acho que foi isso mesmo, hyung. Sorte. – Disse Changmin, com ar pensativo.

– O Hyuk já tinha me falado do relacionamento de vocês e é bom para o Kyu se aventurar de novo. – Afirmou Junsu.

– Só falta você não é, Junsu-ah! – Disse Hyukjae.

– Nem começa. – Avisou Junsu. – Esse aqui acha que todo mundo tem a sorte dele de achar o amor da sua vida no metrô.

– Você também é gay, hyung? – Indagou Jaejoong se manifestando pela primeira vez na noite.

– Sou sim, e você?

– Não!

Changmin riu discreto da resposta do rapaz e então finalmente desviou o olhar para ele. Jae tinha o rosto corado e estava desconcertado com tal pergunta, afinal, nunca ninguém o questionara de forma tão direta.

– Tudo bem, eles não julgam os nossos sentimentos aqui.

– Não é isso, Changmin-ah! – Ralhou Jaejoong. – Eu só estou meio que interessado em um hyung, mas isso não faz de mim gay!

– Interessado? Jae-ah, você…

– Hey hey, não briguem! – Disse Junsu entre risos. – Eu não perguntei por mal, Jaejoongie, mas pelo visto vocês estão na melhor fase.

– Que fase? – Indagou Jaejoong.

– A descoberta. Você vai ver quando experimentar, é a melhor parte disso tudo, a mais divertida.

Antes que Jaejoong pudesse replicar com mais uma de suas dúvidas, Kyuhyun e Donghae voltaram da cozinha com alguns drinks em mãos. Eles os espalharam sobre a mesa e Kyu entregou a Changmin uma batida sem álcool, afinal o mais alto iria dirigir aquela noite. Para que ele não se sentisse sozinho, Kyuhyun o acompanhou ao longo da noite e ambos permaneceram sóbrios juntos. Kyu sentou-se na beirada do sofá e tratou de perguntar ao outro sobre sua estadia no Japão.

Junsu relatou animado ao rapaz como era o país, sobre sua vida baseada apenas em trabalho lá e sobre a proposta de aumento de salário e diminuição de carga horária que o fez voltar ao seu país de origem. Kyuhyun fitava o mais velho com interesse, mas ainda assim acariciava as mãos de Changmin repousadas sobre seu colo. O mais alto por sua vez, engatou um diálogo com Hyukjae e Jaejoong sobre esportes e o campeonato local de beisebol.

Aos poucos os outros convidados foram chegando e Junsu pôs-se a dar atenção a eles. Assim, Kyuhyun voltou a ajudar Donghae com os convidados deixando seu namorado em companhia de seus amigos. Depois de conhecer mais algumas pessoas e deixar Jaejoong mais a vontade naquele meio, Changmin decidiu ir atrás de seu namorado que já havia se escondido há um tempo. Hyuk o avisou que ele estaria no quarto com Donghae e ele seguiu logo atrás para encontra-lo.

Changmin bateu na porta do quarto e logo a voz de Donghae o chamou para que se unisse a eles. Kyuhyun estava sentado na beirada da cama e o mais velho tinha repousado a cabeça sobre suas coxas. Hae indicou que Changmin se sentasse sobre a cama e assim ele o fez, se posicionando ao lado de seu namorado e o abraçando pelos ombros carinhosamente. Kyuhyun deixou a cabeça se recostar ao outro, com um sorriso discreto nos lábios.

– O que vocês vieram fazer sozinhos aqui? – Indagou Changmin.

– Conversar um pouquinho. Tem muita gente lá na sala, não dava pra conversar direito. – Explicou Kyuhyun.

– E do que vocês estavam falando?

– Da primeira vez de vocês dois. – Afirmou Donghae entre risos. – Verdade que o seu é maior que o dele?

– Nós não estávamos mais falando disso! – Defendeu-se Kyuhyun.

– Sinceramente eu não sei qual dos dois é maior, não consegui fazer uma boa comparação ainda. Você conseguiu, Kyunie?

– Visualizando não, mas eu posso te garantir que eu senti bastante. – Provocou Kyuhyun.

– Aahh sei, nós bem que poderíamos ir lá pra casa descobrir qual é maior não é? – Replicou Changmin.

– Hey! Querem parar com isso, vocês estão na minha cama! – Ralhou Donghae.

– Foi você quem começou, hyung! – Disse Changmin entre risos. – E eu juro que se o Jae não estivesse socializando tão bem, eu roubaria o Kyunie de você. Essa noite pelo menos.

– Seja um bom amigo e deixe o Kyu comigo, Changmin-ah! – Disse Donghae com um largo sorriso nos lábios. – Por falar nele, o Jaejoong está mais confortável agora não é?

– Ele está sim, eu gosto de ver ele se divertindo por aí. – Afirmou Changmin.

– Temos que voltar para a sala, o Hyuk-hyung já deve estar agoniado sem você. – Interrompeu Kyuhyun entre risos.

– Vamos lá!

Com um impulso, Donghae se levantou da cama e depois deixou que os outros dois também se levantassem. Eles saíram do quarto e na sala, alguns convidados já se despediam, devido a hora tardia e por se tratar de um dia no meio da semana. Kyuhyun e Changmin sentaram-se abraçados e passaram a trocar carinhos discretos enquanto observavam as pessoas ali presentes. No entanto, somente Changmin percebeu quando Junsu e Jaejoong se esgueiraram para a sacada do apartamento.

A sacada do apartamento de Donghae e Hyukjae não era grande, cabia apenas a pequena mesinha com duas cadeiras e uma samambaia que Donghae insistia em cuidar. Junsu fechou a porta e fitou a silhueta do rapaz que ele considerara o mais belo da noite, apesar de sua melancolia velada. Jaejoong saboreava calmamente um Martini preparado por Hyukjae e fitava a zona sul da cidade que àquela hora estava iluminada pelas luzes dos prédios e casas.

Junsu parou ao lado do rapaz e apoiou o antebraço na grade de proteção fitando a mesma direção que ele. A noite estava nublada, então não era possível ver as estrelas e muito menos a lua, ainda assim o ar de Seul era revigorante para o mais alto, depois de tanto tempo longe de casa. Um silêncio estranho se instalou entre eles e Jae não demorou a se sentir incomodado e corta-lo:

– Por que você foi para o Japão? – Indagou Jaejoong atropeladamente.

– Eles tinham uma boa proposta profissional e porque eu perdi o homem que eu amava e precisava deixar isso para trás.

– E você conseguiu deixar para trás? – Disse Jaejoong com ar interessado.

– Não. Mas nada como um dia após o outro, não é mesmo? –Confessou Junsu.

– O que houve entre vocês?

– Quando eu me descobri apaixonado, descobri também que havia outro homem apaixonado por ele.

– E aí?

– Aí eu fiquei inseguro, ameacei ir para o Japão caso ele não ficasse comigo e ele me mandou ir e deixar ele em paz. O outro cara meio que tem um instinto protetor demais, uma vez que eu machuquei o Micky ele entrou de vez em cena e eu perdi.

– Micky? Micky Yoochun?

– Esse mesmo. Você conhece ele?

– Me fala, o que esse cara tem de tão interessante? Mel? – Disse Jaejoong sem pensar.

– Desculpe, eu não entendi a pergunta.

– Não é nada, é só que, desculpe, mas eu não gosto muito do Micky. Eu acho ele prepotente, egoísta e mimado.

– Tudo bem. – Disse Junsu rindo discreto.

– O Yunho-hyung está tentando salvar aquele relacionamento sozinho e…

– Não se engane, Jae-ah. – Interrompeu Junsu. – O Yunho é manipulador, oportunista e interesseiro.

– Não diga essas coisas, hyung, ele é um bom homem.

– Você tem uma visão tão hollywoodiana deste relacionamento.

– Como assim?

– De que existe um lado completamente bom e um lado completamente mau. Deixe isso para o cinema, Jae-ah, vida real não é assim, e se o relacionamento deles está ruindo é porque os dois erraram. Agora, me fala, por que você defende tanto o Yunho? Ele é o hyung que está te levando a duvidar da sua sexualidade?

– Isso não é da sua conta, hyung.

– Me responde você então, o que o Yunho tem? Mel? – Junsu riu baixo ao terminar sua frase, para em seguida desviar o olhar para o rapaz que revirou os olhos impaciente. – Já que você não quer me responder, eu vou ter que adivinhar. O Jaejoongie tem uma quedinha pelo seu hyung e está esperando por ele para receber o primeiro beijo do seu amor verdadeiro no melhor estilo bela adormecida, ou qualquer outro conto de fadas que você preferir.

– Eu não sou nenhuma princesinha, eu sou tão homem quanto você! – Defendeu-se Jaeoong.

– E o que tá esperando pra beijar outro homem? Eu sei que você quer, todo mundo sabe. Faz diferença quem é o primeiro? – Provocou Junsu.

– Poderia ser você, eu não me importo.  – Mentiu Jae.

– Estamos chegando a algum lugar. Você já sabe que poderia ser eu, quer saber porque deveria ser eu? – Indagou Junsu, puxando Jaejoong pela cintura e o fazendo voltar-se para si.

– Por que?

– Porque eu sou como você, uma alma afetada por aquele relacionamento. E eu sei que isso machuca.

Jaejoong suspirou pesadamente com o comentário do outro rapaz, mas não havia argumento, ele estava certo. Enfraquecido por suas palavras e com seu ego despedaçado, o mais novo entregou-se aos seus toques. Junsu envolveu sua cintura com mais firmeza e Jae pôde sentir seu tórax bem definido recostar ao próprio. Ele deixou a ponta dos dedos escorregarem pelos braços do outro, finalmente o segurando com firmeza em seguida.

Aquele corpo não era tão diferente do seu, apesar de mais forte e bem definido. Os lábios de Junsu estavam convidativos demais, assim como seu cheiro masculino. Junsu não tinha pressa, deixou os olhos e dedos curiosos do outro rapaz percorrerem sobre sua tez até que este erguesse o rosto e seus olhares se encontrassem.

Jaejoong ergueu o rosto e selou os lábios do outro superficialmente em um beijo estalado. Junsu chegou a rir discreto da atitude do outo e não demorou a colar os lábios aos do outro, os encaixando delicadamente, permanecendo um tempo parado para que o outro experimentasse aquilo plenamente. Não demorou muito e Junsu aprofundou o beijo, deixando que sua língua se encontrasse com a do outro e elas se massageassem.

Jaejoong sentia arrepios percorrerem por sua espinha e seu sangue se deslocar para seu baixo ventre, despertando uma ereção não sentida antes. Não com beijos de outro homem, não com aquelas carícias firmes sobre seus quadris, cintura e finalmente uma das partes mais sensíveis de seu corpo, suas nádegas. Eles somente cortaram o beijo quando o ar faltou em seus pulmões e ambos se afastaram, ofegantes.

Jaejoong desviou o olhar do outro com o rosto brevemente corado e os lábios rosados em tom mais escuro devido à fricção. Ele já havia beijado várias mulheres, mas nenhum se comparava ao toque de Junsu sobre seu corpo. E por mais difícil que fosse admitir aquilo, ele sabia que ele se sentia assim, apenas pelo fato de ter beijado outro homem. Junsu acariciou seus cabelos e o acordou de seus pensamentos, deixando o rapaz um tanto incomodado com o mix de sensações em seu peito.

– Tudo bem? – Indagou Junsu

– Tudo.

– Você gostou do beijo?

– Gostei, hyung. Eu só estava pensando, talvez o Yunho-hyung não goste muito de eu ter te beijado.

– Você não tem compromisso algum com ele, Jaejoongie, ele não tem direito de te cobrar quanto a isso. Não enquanto ele estiver em um relacionamento com o Micky.

Jaejoong meneou a cabeça afirmativamente e se desvencilhou do outro com ar cabisbaixo. Ele não queria que Yunho ficasse chateado com suas atitudes, mas parte de seu ser desejava dar continuidade àquilo que eles haviam começado ali. Ele queria conhecer mais de Junsu, de seu passado, de seus sentimentos e queria provar mais das sensações que ele podia causar.

Já Junsu achava um bom recomeço voltar a Seul e conhecer alguém tão interessante quanto Jaejoong. Claro que aquilo também parecera uma armadilha do destino, o primeiro homem por quem ele se interessava em anos estar justamente envolvido emocionalmente com aquele que subjugara no passado. No entanto, se Yunho tivesse mesmo alguma relação com Jaejoong, Junsu sabia que ele estava na frente, por ser solteiro e por ter beijado o rapaz.

Junsu também sabia que Micky certamente aprovaria sua atitude ao tirar Jaejoong de seu relacionamento. Não que agradar Micky ainda fosse uma necessidade, afinal ele já havia superado isso há muito tempo, mas em sua visão, não seria de todo mal se o rapaz ficasse feliz com uma atitude sua. Jaejoong e Junsu voltaram para dentro da casa de mãos dadas, ainda um tanto tímidos, sendo recebidos pelo sorriso mais malicioso de Hyukjae.

Os dois ainda conversaram o resto da noite, agora não mais sobre antigos relacionamentos, mas sim sobre assuntos aleatórios que mudavam de acordo com o seu humor. Extremamente atrasados, Henry e Sungmin chegaram com um presente em mãos para Junsu. Eles justificaram seu atraso os avisando que haviam ido jantar com os pais de Henry que vieram do Canadá o visitar e finalmente Sungmin havia sido apresentado.

Infelizmente Kyuhyun, Changmin e Jaejoong tinham aula no dia seguinte e eles precisavam descansar aquela noite.  Logo que Henry e Sungmin chegaram, eles se viram obrigados a partir e função do horário. Changmin e Kyuhyun tomaram dianteira e deixaram Jaejoong despedir-se de Junsu com mais privacidade e eles bem sabiam, com mais alguns beijos. Os dois trocaram telefones e só então Jae juntou-se a eles em direção ao elevador. Antes de saírem, Donghae deu a Kyuhyun pedaços de bolo que ele certamente iria adorar comer como café da manhã.

Kyu tomou o banco de trás do carro de Changmin enquanto um silencioso Jaejoong sentou-se no lado do passageiro e colocou o cinto. Changmin estava satisfeito que o rapaz havia experimentado o que ele tanto queria, no entanto, ele aparentava estar mais confuso do que nunca. Não demorou muito e eles estacionaram em frente ao prédio onde Kyuhyun morava e o mais alto saiu do carro a fim de se despedir apropriadamente de seu namorado. Changmin seguiu ao lado do outro até o portão e novamente seus lábios se uniram demoradamente, já que eles não desejavam se separar.

– Vai logo, Changmin-ah, o seu amigo está te esperando. – Disse Kyuhyun ainda agarrado ao pescoço do outro.

– Eu sei, mas ele pode esperar mais um beijinho né? – Disse Changmin roubando outro selar do outro.

– Aish, como você é bobo! Vai chover, Changminie e é perigoso dirigir na chuva. Se eu tivesse espaço, fazia você e o Jae dormirem aqui comigo!

– Como meu namorado é prestativo. – Disse Changmin entre risos. – Mas é melhor você entrar mesmo, meu amor. Você tem que descansar e eu não quero que pegue chuva. Nos vemos amanhã na faculdade e se amanhecer chovendo eu venho te buscar aqui.

– Não precisa, você sabe disso. – Kyuhyun deu um último selar nos lábios do outro e sorriu com o canto dos lábios. – Vai pra casa, descansar e me avise quando chegar.

– Pode deixar.

Changmin selou os lábios do outro uma última vez e finalmente eles soltaram o abraço para que o mais alto pudesse voltar para o carro. Ele deu partida no veículo e somente então dirigiu a palavra ao seu amigo que ainda fitava a rua com atenção. Ele não entraria diretamente no assunto de mais complexidade, por isso fez o comentário mais banal que sua mente conseguiu formular.

– Acho que vai chover.

– Eu gosto quando chove, parece que o ar fica menos pesado. – Afirmou Jaejoong. – Eu não tenho nenhum compromisso com ele, por que estou me sentindo culpado?

– Tem certeza que é culpa? – Disse Changmin, assim que sua mente conseguiu formular uma resposta coerente à súbita mudança de assunto – Ou você está preocupado porque ele não vai gostar do fato de você ter beijado justamente o cara que ele detesta? Aliás, você sabe que eles não se gostam né?

– Eu sei. O Junsu-hyung me contou. Ele vai se afastar de mim, Changminie e era isso o que eu não queria.

– Se ele gosta de você tanto quanto você imagina que ele gosta, ele não vai se afastar por isso. Se ele for tão adulto como o Donghae-hyung me disse que ele era, ele vai te entender e aceitar a sua nova escolha.

– E se ele não gostar de mim tanto assim? – Indagou Jaejoong.

– Se não gostar, é melhor mesmo que se afaste e que pare de sugar os seus sentimentos como um vampiro desalmado. Eu não acho que esse seja o caso, Jae-ah.

– Vou contar para ele, amanhã mesmo! E depois vou ligar para o Junsu. – Disse Jaejoong sorrindo discreto.

– E aí? Gostou?

– Ele beija bem. – Concluiu Jaejoong, rindo discretamente. – Ele me pegou com força pela cintura e eu já te disse que gosto assim.

Changmin riu-se do comentário do outro, eles comentaram sobre o beijo de Jaejoong e Junsu, e o assunto não mudou até eles chegarem em casa. Uma vez que fora tranquilizado por seu amigo, Jae conseguiu curtir o momento pós beijo e não havia como discordar, aquela era uma deliciosa fase. Quando eles chegaram ao seu apartamento, Jaejoong tratou de ir tomar um banho e descansar.

Changmin trocou suas roupas que ainda aparentavam ter o cheiro de seu namorado impregnado nelas e as trocou por seus pijamas. Quando o rapaz fechou as cortinas, percebeu as primeiras gotas de chuva da noite se precipitarem pela cidade o que daria a ele uma noite agradável. Changmin ajeitou-se por baixo das cobertas e então pegou seu celular do lado de sua cama.

Ele estava cansado e o barulho da chuva o deixara relaxado. Por alguns instantes ele se recordou na noite da praia em que a energia faltou e ele conseguiu ter um momento mais íntimo com Kyuhyun. Ele queria muito repetir a dose, mas sabia que com aquela rotina de ambos, ele não iria muito longe. Ele ainda procurava brechas na rotina de Kyuhyun quando sentiu o celular vibrando em sua mão.

“O que está fazendo, Changmin-ah?”

Changmin riu-se da mensagem de seu namorado. Ele deveria estar esperando sua mensagem de boa noite, mas por ser impaciente demais, resolveu cobra-lo. O rapaz se ajeitou novamente embaixo das cobertas para só então respondê-lo.

“Estava pensando em você”

A resposta de Kyuhyun veio poucos segundos depois.

“Clichê! Você parece o mocinho dos filmes da Jennifer Aniston! Fala sério, Changminie, o que você está fazendo?”

“Eu estava mesmo pensando em você. Na verdade, eu estava lembrando da noite na praia que acabou a luz.”

“Estava pensando em safadezas né? Aposto como você está digitando com uma mão só!”

“Eu não tenho tanta coordenação motora assim. Me responde uma coisa, meu príncipe, com essa correria toda, quando vamos tirar um tempo para nós dois? Pra transar, sabe?”

“Não sei, meu amor, mas está tarde para discutirmos isso. Amanhã, depois da aula nós conversamos com calma sobre isso e arrumamos um tempo para nós. Você não é o único que está com vontade.”

“Então pensa em mim antes de dormir, que eu vou pensar em você.”

“Tenha bons sonhos, Changminie.”

“Bons sonhos, meu príncipe.”

Changmin somente adormeceu depois de ter um orgasmo rápido e sentir-se aliviado em relação àquilo. Claro que uma rápida masturbação nem se comparava a uma noite de sexo com Kyuhyun, mas era sua maneira de suportar o dia seguinte ao lado do rapaz. De volta à sua rotina, ele desejava o rapaz mais do que nunca, e estava ainda mais apaixonado, se é que isso era possível.

Já no apartamento de Kyuhyun ele ainda estava em sua poltrona favorita, fitando o computador sobre seu colo. E na tela, uma foto de Changmin sorria para ele, fazendo seu coração disparar. Ele escorregou a ponta dos dedos pela tela do computador e desejou do fundo de seu coração que o que ele vivia com Changmin naquele momento, que o que sentia por ele jamais passasse. Não havia como negar, ele amava aquele homem, com todas as forças de sua alma e o queria consigo, pelo resto de seus dias.

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