Capítulo 17: Rumours has it

Changmin olhava para o artigo impecável impresso e encadernado sobre sua escrivaninha com ar desanimado. Aquelas trinta e cinco páginas sugaram sua vida nos últimos meses e finalmente ali estava o resultado. Ele sabia que sozinho jamais se incomodaria em fazer algo tão elaborado, mas Kyuhyun e seu perfeccionismo com os estudos o obrigaram a exigir mais de seu intelecto.

 

Era o último trabalho do ano, e depois deste eles apenas focariam nas finais que recuperariam as notas mais baixas e os impediriam de pegar dependência nas matérias mais difíceis. Changmin acreditava que não teria que fazer nenhuma prova final, e seus trabalhos cobririam suas notas anuais com tranquilidade, uma vez que as notas do segundo semestre melhoraram consideravelmente e ele não tinha problema com faltas.

 

Changmin se afastou, colocou seu relógio no pulso e checou sua imagem mais uma vez no grande espelho na porta de seu guarda roupa, estava tudo bem. Naquele dia ele e Kyuhyun entregariam o trabalho e explanariam suas conclusões para a turma. Ele ficara responsável por levar o artigo e seu namorado, por levar a apresentação de slides que eles haviam revisado juntos na noite anterior.

 

Changmin apenas queria se livrar daquilo de uma vez por todas e voltar a ter tempo para si e para seu namoro, tão negligenciado pela faculdade. Ele e Kyuhyun mal tinham tempo de transar, quanto mais de fazer atividades que tanto gostavam como irem comer fora, ou escolher um bom filme no cinema. Ele colocou sua mochila nos ombros, agarrou o artigo e encontrou Jaejoong na sala, também reunindo suas coisas e com um trabalho em mãos para entregar aquele dia.

 

Apressados os dois saíram para o estacionamento, afinal não queriam ter problemas com o trânsito naquele dia. Os dois deixaram seus trabalhos e mochilas no banco de trás e seguiram para a faculdade. Changmin já estava a caminho quando recebeu uma mensagem de Kyuhyun que estava visivelmente irritado.

 

“A porcaria do metrô estragou e eu vou chegar atrasado, Chagmin-ah. Vá para a aula e leve o artigo, peça para o professor deixar a gente apresentar por último, e se ele não deixar me avise. Vou tentar chegar na faculdade o mais rápido possível.”

 

Changmin suspirou pesadamente e o respondeu que logo estaria na faculdade e para que ele se apressasse. Um metrô estragado era mesmo tudo o que ele precisava naquele dia, ironicamente falando. Assim que eles chegaram à faculdade, Changmin se despediu de Jaejoong e cada um pegou suas coisas e correu para sua sala de aula, afinal precisavam chegar cedo.

 

Assim que chegou à sala, seus colegas já entregavam seus artigos e ele fez o mesmo antes de ir falar com o professor. Ele avisou do atraso de Kyuhyun e felizmente o docente mudou a ordem de apresentações para dar tempo ao outro rapaz. Enquanto o professor levou os artigos para a secretaria a fim de serem protocolados pela faculdade, o primeiro grupo tratou de ajeitar sua apresentação e quando o professor retornou eles começaram.

 

Changmin se entediou com a temática dos grupos, e com sua forma de apresentação. Ele já se sentia sonolento quando, durante a terceira apresentação, seu namorado irrompeu sala adentro ofegante. Ele tinha as maçãs do rosto coradas e os lábios entreabertos puxando o ar com força quando sentou-se à frente de Changmin. O rapaz virou-se para ele e perguntou baixinho:

 

– Você já entregou o artigo?

 

– Já, agora olhe pra frente porque só faltam dois grupos e depois somos nós.

 

Kyuhyun meneou a cabeça afirmativamente e logo o grupo concluiu sua apresentação e o último grupo antes deles tomou a frente da sala. Para garantir que eles não teriam problemas com pendrives e afins, Kyuhyun trouxe seu notebook com a apresentação de slides que eles usariam e o rapaz tratou de liga-lo e deixa-lo pronto para ser conectado ao projetor. Assim que o grupo, composto pelos colegas de Changmin com quem seu contato ficara visivelmente reduzido, terminou suas explanações era a vez do nervoso casal.

 

Kyuhyun tomou a dianteira e quando Changmin também se levantou, percebeu Jaejoong à porta acenando para ele, com uma feição preocupada. O rapaz pediu licença e saiu em direção a saída da sala e lá Jaejoong mostrou o trabalho que trazia em mãos e só então Changmin percebeu que o rapaz havia ficado com seu artigo e o de Kyuhyun e ele havia entregado o trabalho de Jaejoong, aquilo não era nada bom.

 

– O professor já mandou protocolar, o que eu faço?

 

– Fale com o Kyuhyun, eu espero vocês aqui fora. Anda Changmin, eu preciso desse trabalho.

 

Changmin acenou afirmativamente e seguiu sala adentro e assim que ele entrou, todos seus colegas o fitavam com ar estranho. Não havia aquele burburinho comum enquanto alguém se arrumava para a próxima apresentação, todos olhavam para ele, fixamente. Quando Changmin fitou a tela, viu o computador de Kyu projetado e antes da apresentação de slides aparecer ali, o desktop do rapaz, apareceu para seus colegas.

 

Changmin sabia que Kyu tinha como plano de fundo uma foto deles na praia, aquela da sacada, em que eles sem camisa se abraçavam e sorriam para a câmera de Donghae. Seus rostos um colado contra o outro e as mãos possessivas de Changmin eram os sinais que seus colegas precisariam para perceberem que eles eram um casal. Quando Changmin atravessou a sala em direção a Kyu este tinha o rosto todo corado, e ainda fitava o computador.

 

– Desculpe, eu me esqueci de mudar o plano de fundo.

 

– Tudo bem, temos problemas maiores.

 

– Temos?

 

– Depois conversamos sobre isso, vamos apresentar.

 

Ignorando o burburinho que se formou na sala durante sua apresentação, os dois explanaram com clareza sobre o que eles haviam trabalhado ao longo dos últimos meses. Ao final, o professor não fez perguntas e aquilo era um bom sinal, de que não houveram falhas ao longo de suas explicações. Eles terminaram o trabalhos sob aplausos fracos de sua sala que ainda comentava o plano de fundo de Kyuhyun, e enquanto o menor acreditava que finalmente seu ano letivo estava acabado a ansiedade do maior aumentava.

 

Assim que sua apresentação terminou, a tela inicial de Kyuhyun voltou ao projetor, deixando desta vez Changmin desconcertado. Eles desligaram o computador e enquanto se arrumavam para voltar a suas mesas, Kyuhyun o indagou sobre quais seriam seus problemas maiores do que sua sala e seu professor finalmente os verem com casal e não como estranhos amigos.

 

– Eu não fiz por mal, mas eu meio que troquei o nosso trabalho. – Explicou Changmin assim que o menor parou de falar.

 

– Você fez o que? – Disse Kyuhyun, exaltado.

 

– Eu entreguei o trabalho do Jaejoong  e ele está lá fora com o nosso.

 

Antes de o rapaz continuar, Kyuhyun correu em direção ao professor e explicou o terrível deslize do outro rapaz. O docente negou com a cabeça, visivelmente desgostoso e disse que eles conversariam ao término da aula. Changmin ainda pediu desculpas, mas o outro rapaz sequer fitou seu rosto em resposta, ele estava irritado demais para responder Changmin. Os dois esperaram a aula terminar e enquanto seus colegas de sala saiam, eles seguiram em direção ao professor.

 

– Então, o que houve com o trabalho de vocês?

 

– Eu troquei com um amigo meu, nós viemos no mesmo carro e trocamos os nossos artigos. Por favor, professor, nós precisamos destrocar os trabalhos e…

 

– Vocês podem ir para a secretaria tentar, mas se já tiverem sido protocolados eu duvido que vocês consigam trocar. Se não conseguirem, assumam a falta de responsabilidade de vocês e fiquem com a nota que merecem por isso.

 

Eles saíram da sala a passos largos e correram para o térreo a fim de alcançar a secretaria. Jaejoong corria em seu encalço trazendo consigo o artigo deles, tão ansioso quanto os outros dois rapazes. E a partir do momento que eles pisaram para fora da sala, Kyuhyun e Changmin começaram a discutir, como até então não haviam feito.

 

– Como você conseguiu trocar a droga do artigo, Changmin? Tem o seu nome na capa e você ainda entregou o errado!

 

– Eu não olhei, estou tão pilhado com esse trabalho que nem me preocupei em olhar o nome, não foi minha culpa!

 

–  Ah não, com certeza a culpa foi minha por não escrever o nosso nome em braile para o cego do Changmin conseguir ler! Sabe o que vai acontecer se nós não conseguirmos trocar?

 

– Eu sei sim, Kyuhyun, você não precisa jogar na minha cara o zero que nós vamos levar.

 

– Seu irresponsável!

 

– Se eu sou tão irresponsável, por que você não ficou com essa porcaria de artigo?

 

– Eu confiei em você, que pelo menos desta vez você faria a coisa certa!

 

– Ah, quer dizer que eu nunca faço nada certo então?

 

– Se eu não explicar direitinho, você se perde todo! Desta vez a sua única missão era trazer essa droga de artigo pra cá e você ainda conseguiu entregar o errado! Eu juro, Changmin, de tudo o que você poderia ter feito, isso era o que eu não esperava! Você conseguiu se superar desta vez!

 

Com essa acusação eles entraram na secretaria, afobados e tentaram explicar sua situação para as secretarias que organizavam os artigos. Elas separaram os artigos deles e até foram solidárias, mas sem uma autorização expressa do professor os trabalhos não poderiam ser trocados. Logo, eles precisavam voltar a encontrar o professor e pedir-lhe para que autorizasse a troca.

 

Os três rapazes voltaram em direção à sala de aula e Changmin resolveu não responder o rapaz, uma vez que já estava suficientemente irritado com suas acusações. Kyuhyun conseguia ser extremamente chato quando queria, e este era um daqueles momentos. Eles entraram na sala correndo e encontraram o professor já de saída. Eles voltaram a explicar a situação para o mesmo e ainda que com muita má vontade, o docente os acompanhou até a secretaria para dar sua autorização.

 

– Me explique Kyuhyun, como um aluno tão aplicado como você pôde permitir que algo do gênero acontecesse?

 

– Não foi culpa dele, professor, eu… – Começou Changmin.

 

– Eu sei que não. – Interrompeu o professor. – A culpa que ele tem é por ter dado a você, Changmin, uma tarefa tão importante.

 

– Eu sei disso, mas garanto que não vai se repetir. – Afirmou Kyuhyun.

 

– Eu já disse que não… – Changmin tentou se explicar, mas logo foi interrompido por seu namorado.

 

– É Changmin, você disse, mas isso não muda o fato de você ter sido relapso, irresponsável e inconsequente. Esse é o tipo de erro que colegiais cometem e é completamente inaceitável.

 

– Me desculpe se eu não sou tão perfeito como você imaginou e se você quer tirar o meu nome desta droga de artigo, fica ao seu critério. Eu desisto desse artigo e desse seu perfeccionismo irritante Cho Kyuhyun.

 

– Desiste?? Você que troca a droga do artigo e depois fica aí se fazendo de vítima! Tenha paciência!

 

– Eu estou me fazendo de vítima? Olha pro espelho, Kyuhyun! Aliás, lá dentro eu não reclamei quando você mostrou pra sala inteira aquela bendita foto, e aí senhor perfeitinho? Você pode esculachar e eu não tenho direito de errar? Muito justo você!

 

– Eu não vou discutir isso com você aqui, é assunto nosso!

 

– Quer saber? Vai se lascar você e essa droga de artigo.

 

Antes mesmo de entrar na secretaria, Changmin deu as costas a eles e saiu em direção à sala de aula, a fim de buscar seu material e sair daquela faculdade. Ele estava chateado, frustrado e magoado com a atitude de seu namorado, como se ele fosse um colega de sala qualquer. Por outro lado, ele tentava entender o que Kyu queria dizer quando disse ao professor que aquilo não mais aconteceria e para Changmin, a única explicação lógica é que eles terminariam o namoro.

 

Jaejoong entregou a Kyuhyun seu artigo e saiu no encalço de seu amigo, deixando o rapaz sozinho com o professor para resolver a situação. Eles adentraram juntos à secretaria e o docente deu sua autorização para que os trabalhos fossem trocados. Uma vez sozinho, Kyuhyun sentiu um aperto no peito por ter falado aquelas coisas ao seu namorado, afinal ele apenas cometera um deslize e todo mundo estava sujeito a isso. A probabilidade de tirar o primeiro zero de sua vida, o fez culpar o rapaz e agora que essa possibilidade já não era tão palpável, ele acreditava ter que se desculpar com o rapaz.

 

– Aqui está. – Disse o professor, devolvendo a ele o trabalho de Jaejoong. – Não seja tão inocente com o Changmin, acredite, eu já tive milhares de alunos como ele, e esses se aproximam de alunos como você para aumentar suas notas.

 

– Professor, queira me desculpar, mas eu sei com o que estou lidando. Ele cometeu um erro, eu sei, mas com toda humildade de aluno gostaria de pedir que não julgue meu namorado tão levianamente.

 

– Não diga que eu não avisei. – Afirmou o professor, tentando ignorar o constrangimento ao saber que os dois eram namorados.

 

Kyuhyun apenas meneou a cabeça em resposta e agradeceu tanto ao docente, quanto à secretária e saiu dali a passos largos. Ele foi em direção a sala, desejando que Changmin ainda estivesse lá, por mais que isso fosse pouco provável. Ele também deveria encontrar Jaejoong e devolver seu trabalho para que este pudesse ser entregue. Quando chegou à sua sala, nem Changmin, nem Jaejoong estavam mais lá.

 

O professor que revisava os assuntos da prova final de sua matéria, não gostou nem um pouco de Kyuhyun entrar na sala, reunir seus pertences e sair novamente, no entanto ele precisava ver Changmin. Enquanto se encaminhava para a saída, Kyuhyun tentou telefonar para seu namorado, mas suas ligações caíram na caixa postal, foi quando ele percebeu que daquela vez ele realmente havia chateado o outro rapaz. Não era uma discussão boba como da outra vez que Changmin quase falara o que não deveria, era algo acima disso.

 

“Que droga, Changmin, onde você se meteu?”

 

Ele seguiu instintivamente em direção ao prédio de Jaejoong, imaginando que ele estaria novamente em sala de aula e assim, Kyu poderia devolver seu trabalho e perguntar o paradeiro de Changmin. Quando ele já se aproximava da entrada do prédio de humanas, encontrou Changmin em um dos bancos, com o rosto voltado para o chão. Apesar de silencioso, Kyu pôde perceber que vez ou outra ele afastava lágrimas teimosas que rolavam por seu rosto.

 

Kyuhyun abraçou o trabalho em suas mãos e sentiu um aperto no peito ao ver o rapaz tão chateado. Ele se aproximou do rapaz silenciosamente e sentou-se ao seu lado. Claro que Changmin imediatamente reconheceu seu perfume e levantou o olhar para ele, ainda defensivo. Kyuhyun repousou sua mão sobre a do outro e o acariciou com a ponta dos dedos antes de começar a falar.

 

– Me desculpe.

 

– Eu não fiz por mal, eu já disse. – Afirmou Changmin tentando disfarçar a voz embargada.

 

– Eu sei que não, meu amor. – Disse Kyuhyun se aproximando do rapaz e repousando a cabeça em seu ombro. – Eu fiquei com raiva e falei besteira.

 

– Não me chame assim, vão desconfiar.

 

– Eles já desconfiam, Changmin-ah. Eu fiz besteira em deixar aquela foto na tela de entrada do meu computador, essa decididamente não é a maneira mais esperta de esconder um relacionamento.

 

– Você tirou o meu nome do artigo?

 

– Claro que não, Changminie. Você se esforçou nesse trabalho, eu não ia excluir você. Você cometeu um deslize, acontece com qualquer um, mas você sabe como eu sou chato com os trabalhos e por isso fiquei bravo. Mas já passou, Changminie, e eu não quero ficar brigado com você, me perdoa.

 

– Nós somos namorados, Kyunie eu não quero que você me trate como um colega de classe qualquer, e você sabe bem como eu sou, eu nunca aparentei ser melhor do que eu sou.

 

– Eu sei, Changminie, eu sei. Quando acontecer de novo, eu prometo pensar antes de falar qualquer besteira. – Kyuhyun saiu do lado do outro e se ajoelhou a sua frente, deixando o rosto próximo ao dele. – Você não disse se me perdoa.

 

– Promete que não vai acontecer de novo? Não desse jeito?

 

– Prometo.

 

– Então, tudo bem, eu te perdoo. – Afirmou Changmin. – Afinal, eu não sei o que seria de mim sem você mesmo. Agora precisamos decidir o que faremos sobre a foto que você mostrou na nossa sala.

 

– Era sobre isso que eu queria conversar. Changminie, eu acho que nós deveríamos assumir o nosso namoro, porque eu não posso permitir que saiam por aí falando que você só se aproximou de mim para aumentar suas notas, eu sei que isso não é verdade.

 

– Não é mesmo, mas assumir agora é uma boa ideia?

 

– Eu não estou dizendo para colocar um cartaz na entrada da faculdade dizendo “Changmin ama Kyuhyun” e nem nos agarrarmos no meio da cafeteria e sim, quando perguntarem, nós não vamos mais negar. Na hora que nós quisermos nos abraçar, vamos nos abraçar sem medo. Não é mais como se fosse um grande segredo, então não vai ser um grande choque para eles.

 

– Eu gostei disso, apesar de estar meio assustado com a reação das pessoas.

 

– Não vai ser bom, Changminie, mas nós estamos preparados, não estamos?

 

– Eu acho que sim.

 

– Esse é o meu namorado. – Disse Kyuhyun satisfeito, acariciando o rosto do mais alto calmamente. – Vamos, eu ainda tenho que entregar o artigo do Jaejoong e depois podemos fazer o que você quiser.

 

– O que eu quiser? É a sua vez de me mimar agora?

 

– Eu estou te devendo essa, não estou?

 

Changmin apenas riu discreto da resposta de seu namorado, e aquele estressante dia começava a tomar um rumo positivo. Kyuhyun se levantou e agarrou suas coisas esperando o outro fazer o mesmo, mas este permaneceu sentado o observando. Assim que sua mochila estava novamente eu seus ombros, Kyu voltou a encarar Changmin que tinha um sorriso fino nos lábios.

 

– Eu te amo, Kyuhyun.

 

Kyu sentiu seu coração bater descompassado ao ouvir a declaração do outro rapaz. Eles namoravam há quase quatro meses, no entanto, aquela declaração tão importante não havia sido verbalizada. Changmin levantou-se e colocou sua mochila em seus ombros antes de se aproximar do rapaz a passos lentos. O sorriso do menor aumentou em seus lábios, a medida que os braços firmes do outro o envolveram pela cintura e eles se abraçaram.

 

Kyuhyun encostou o rosto contra o peito de Changmin e ouviu seu coração também descompassado. Ele sabia que não havia artigo ou intriga que poderia separa-los naquele momento e sabia que Changmin não mais estava magoado consigo. Afinal, os dois desejavam exatamente a mesma coisa, apenas ficar juntos, como o casal feliz que eles eram. Kyuhyun ergueu o rosto ainda sorrindo animado e finalmente respondeu a sentença do outro.

 

– Eu também te amo, Changmin.

 

Changmin embrenhou a ponta dos dedos nos cabelos do outro e o acariciou, terminando por selar sua testa demoradamente. Eles permaneceram abraçados por mais alguns instantes até perceberem ser horário de intervalo pela movimentação dos alunos que saíam de suas salas de aula. Os dois cortaram o abraço e seguiram juntos para o prédio de humanas onde encontrariam Jaejoong.

 

Eles tiveram que desviar de uma grande quantidade de alunos, mas conseguiram chegar à sala e encontraram o rapaz ainda lá. Jaejoong andava de um lado para o outro procurando um número na agenda de seu celular e quando ele o encontrou, colocou o aparelho em seu ouvido e mexeu em seus cabelos com ar nervoso, até ouvir seu nome ser chamado pelos outros dois rapazes.

 

– Aish, eu estava tentando te ligar, Kyu!

 

– Desculpe a demora, aqui está o seu trabalho. O professor ainda vai aceitar?

 

– Vai sim, temos até o fim da aula para entregar. – Disse Jaejoong, fitando seu trabalho agora mais aliviado. – Eu tentei te ligar, Changminie, onde você estava?

 

– Eu queria ficar sozinho. – Afirmou Changmin.

 

– Mas já passou. – Disse Kyuhyun, sorrindo discreto para o rapaz que retribuiu o sorriso.

 

– Vocês dois não tem jeito. – Ralhou Jaejoong. – Não sei vocês, mas eu tô com fome.

 

– Eu também! – Disseram Changmin e Kyuhyun em uníssono, se entreolhando e rindo em seguida.

 

Eles ainda riam quando saíram da sala de Jaejoong e seguiram para a cafeteria da faculdade onde se alimentariam antes de cada um voltar a seus afazeres. Assim que os três se sentaram em uma das poucas mesas vazias, perceberam que alguns colegas da classe de economia sussurravam indicando os dois como alvo. Assim, eles descobriram que tal qual uma praga, os rumores sobre a polêmica foto haviam se espalhado entre os alunos do curso de economia.

 

Eles explicaram a Jaejoong o que ocorrera em sala de aula, e o rapaz concordou que já era hora deles se assumirem e que logo seus colegas também conheceriam Junsu como seu namorado. Eles continuaram discutindo o assunto até a refeição que eles haviam escolhido ter acabado. Kyuhyun e Changmin decidiram ir para casa e matar o resto das aulas do dia, uma vez que as notas daquelas matérias já haviam sido publicadas e eles haviam passado sem maiores problemas.

 

Jaejoong saiu na frente uma vez que ainda tinha que entregar seu trabalho enquanto Changmin e Kyuhyun ainda se demoraram comendo alguns doces que eles haviam comprado para dividir. Changmin pegou o último bombom da caixa e o dividiu ao meio, dando metade à Kyuhyun. O menor sorriu agradecido e deitou o rosto no ombro do outro rapaz, aproveitando para saborear o doce.

 

– Quer ir direto para casa, ou tem algo em mente? – Indagou Kyuhyun mordendo o chocolate.

 

– Vamos para a minha casa, quero aproveitar o dia a sós com você.

 

– Acha que o Junsu-hyung sabe quando o Jae sai assim com o Yunho-hyung? Para ir ao museu, ao cinema, essas coisas?

 

– Ele sabe sim, meu príncipe, mas acho que ele não se sente ameaçado pelo Yunho-hyung. Não enquanto o Yoochun-hyung puxar a rédea dele. – Afirmou Changmin, fitando o rapaz afastar o rosto de si e o fitar.

 

– Vamos pra casa? Eu estou cansado dessa faculdade. – Afirmou Kyuhyun. – Lá nós especulamos mais sobre o relacionamento do seu amigo.

 

– Eu também estou cansado, quero um tempo com você e sem livros. Só eu e você.

 

Kyuhyun sorriu para o rapaz e se levantou sendo seguido pelo outro. Ambos jogaram suas mochilas nas costas e foram em direção à saída, ainda sob olhares tortos dos poucos colegas remanescentes na cafeteria. Eles seguiram para o estacionamento e assim que conseguiram, saíram do campus em direção ao apartamento de Changmin. Kyuhyun ligou em uma rádio qualquer e aproveitou a trilha sonora para relaxar.

 

O clima frio obrigava os dois rapazes a usarem jaquetas e cachecóis, assim eles mais do que nunca desejavam estar no conforto da casa do mais alto para que se sentissem aquecidos novamente. Em função do horário não havia grande fluxo de carros e em poucos minutos o mais alto estacionava seu carro na vaga destinada a si. Assim que ele saiu do veículo, Changmin tomou sua mão e eles seguiram com os dedos entrelaçados para o elevador.

 

Alguns ocupantes que adentraram o veículo nos andares acima, encararam Changmin por este permanecer de mãos dadas com outro homem no elevador, mas o rapaz manteve a cabeça erguida. Kyuhyun notou que aos poucos seu namorado começava a entender a homofobia e a se acostumar com a briga diária contra ela. Eles saíram no andar indicado e deixaram tais pessoas para trás, finalmente se escondendo no apartamento de Changmin.

 

Kyuhyun retirou a pesada mochila de seus ombros e deixou-se cair no sofá do outro com ar preguiçoso. Changmin fez o mesmo, deixando os pés apoiado na mesa de centro e finalmente abraçando seu namorado com os ombros. Kyuhyun deitou o rosto no tórax do outro e fechou os olhos ainda em silêncio. O mais alto aproveitou para voltar a acariciar seus cabelos e eles permaneceram daquela maneira pelos momentos seguintes.

 

Kyuhyun foi quem se moveu primeiro, ele saiu dos braços do rapaz e esticou o pescoço até aproximar seu rosto do mesmo e finalmente eles selaram os lábios. Os lábios dos rapazes se encaixaram em uma perfeição que somente eles conseguiam alcançar. Kyuhyun sentia falta daquilo, enquanto a faculdade sugava suas energias, não sobrava tempo para poder trocar carícias com seu namorado.

 

Changmin estava tão necessitado daquilo quanto seu namorado e não demorou para sua língua pedir passagem na boca do outro e como de costume, Kyuhyun prontamente cedeu. Changmin desviou suas mãos para a cintura do rapaz e o puxou contra si para que seus corpos se aproximassem e se tocassem, enquanto o menor aproveitava para escorregar os dedos pelo abdômen definido do outro, ainda coberto por algumas camadas de roupa.

 

Kyuhyun sentiu a pele de seu pescoço se aquecer quando Changmin puxou seu cachecol e o deixou sobre seu colo. Kyuhyun se desvencilhou e escorregou sobre o corpo do outro, se sentando sobre suas coxas com as pernas esticadas displicentemente sobre o sofá. O mais alto aproveitou aquela posição para acariciar as coxas do outro e as apertar entre seus dedos, fazendo o rapaz sorrir entre o beijo.

 

“Vamos pro meu quarto?”

 

A voz de Changmin saiu rouca contra os lábios de Kyuhyun que sorriu com o canto dos lábios. Ele roubou um último selar e saiu do colo do outro, finalmente se levantando. Changmin seguiu logo atrás dele e quando o alcançou o enlaçou pela cintura, fazendo o outro se desequilibrar e colar o corpo ao dele. Os lábios de Changmin colaram-se à nuca do outro, sentindo a pele sensível do rapaz arrepiar-se ao seu toque. O mais alto levou suas mãos ao seu ombro e puxou a jaqueta que o mesmo usava até esta se desprender de seu corpo e ir ao chão.

 

Kyuhyun deixou seu corpo pender-se contra a parede do corredor e puxou Changmin pelo passante de seu cinto para que o corpo do rapaz esbarrasse e colasse ao seu. O mais alto afastou seu quadril das nádegas do outro para poder espalmar a mão ali e apertar aquela parte do corpo do outro que tanto gostava. Kyuhyun riu discreto com a carícia do outro e virou o rosto para poder fitar Changmin.

 

O rapaz selou seu rosto demoradamente, enquanto Kyuhyun acariciava seus cabelos com a ponta dos dedos. “Vem.” A voz de Changmin soou rouca quando ele murmurou o convite e os dois seguiram aos tropeços em direção ao quarto. Changmin bateu a porta e guiou cegamente Kyuhyun até a cama, deixando no caminho sua própria blusa de moletom preto e estampado. Changmin caiu sobre a cama com Kyuhyun sobre si e eles voltaram a colar os lábios.

 

Uma das coxas de Kyu escorregou e se posicionou entre as pernas do outro, a medida que suas línguas brigavam por espaço dentro de suas bocas, pedindo por mais daquelas sensações. Kyuhyun puxou a barra da camisa do mais alto até revelar seu abdômen e poder escorregar sua mão para dentro da camisa do outro, até espalma-la em seu tórax, o acariciando ali e sentindo os músculos definidos do rapaz sob seu tato.

 

Changmin levou sua mão à nuca do rapaz e puxou os cabelos finos e curtos do local, o forçando a pressionar mais os lábios contra os seus. Eles se sugavam, se provavam e suspiravam um contra o outro, satisfeitos com aquele momento. Changmin cortou o beijo em busca de ar, e por alguns instantes seus olhares se encontraram. Kyuhyun ergueu-se em seus joelhos e os apoiou um em cada lado do corpo do outro para finalmente sentar-se sobre seu quadril.

 

Changmin sentiu as nádegas macias do rapaz pressionarem seu membro, e o sentiu enrijecer-se quando seu namorado retirou a camisa e a jogou ao chão. Changmin jamais conseguiria descrever o quanto amava olhar aquele corpo exposto para si, com sua pele clara e os pelos finos e negros em contraste, que se arrepiavam com os beijos do mais alto. Kyuhyun desafivelou seu cinto e não demorou a fazer o mesmo com o de seu namorado.

 

Changmin sentou-se na cama e desta vez seus lábios atacaram o pescoço do menor, primeiramente com selares e logo em seguida sugando e lambendo aquela deliciosa pele. Kyu encurvou a coluna esfregando seu corpo ao do outro, enquanto seus dedos puxavam os cabelos escuros de Changmin. Ele amava aquela sensação da língua áspera, úmida e morna abusando de seu pescoço.

 

Kyuhyun voltou a levar a mão à barra da camisa do outro, mas desta vez ele a puxou para cima até que esta saísse de seu corpo e fosse parar em um lugar qualquer do quarto. Changmin aproveitou estar agora com o tronco nu para colar o corpo ao do outro e deixar que suas peles se sentissem como eles tanto gostavam. As mãos de Kyuhyun ainda exploravam seu abdômen enquanto Changmin massageava suas costas.

 

Changmin o apoiou pela cintura até que o rapaz estivesse apoiado apenas por seus joelhos, ficasse mais alto do que ele e finalmente tivesse seu tronco na altura de seus lábios. Assim, Changmin conseguiu alcançar os mamilos de seu namorado e pôde lambe-los com a ponta da língua como sabia que ele gostava. Primeiramente ele circulou o direito com a ponta da língua enquanto seu dedo brincava com o esquerdo, depois ele trocou os lados e sugou o mamilo esquerdo, enquanto escorregava seu indicador sobre o direito.

 

Kyuhyun sentiu o volume em suas calças aumentar e ficar incômodo embaixo da jeans de tecido pouco elástico. Quando já não mais aguentava, ele empurrou Changmin delicadamente pelos ombros para que com ajuda do rapaz ele pudesse desabotoar e baixar o zíper de sua calça. Changmin bem sabia que a ereção de seu namorado precisava de atenção, então ele guiou para que este se deitasse sobre a cama.

 

Kyuhyun fez o que fora indicado pelo rapaz e se ajeitou com a cabeça sobre os macios travesseiros do mais alto. Changmin abriu a própria calça antes de se ajoelhar entre as pernas do outro e puxar a jeans deste até que esta saísse de seu corpo. Kyuhyun sorriu para seu namorado quando o fitou observar seu corpo, antes de repousar a mão sobre sua ereção e acaricia-la com a ponta dos dedos ainda por cima da boxer.

 

Até mesmo o olhar de Kyuhyun suplicava por mais contato, ele queria sentir Changmin e aquela boxer apenas o atrapalhava. O menor então puxou sua cueca até que esta saísse de seu corpo e ele revelasse sua ereção úmida e pulsante. O mais alto sentiu sua boca salivar ao ter exposto para si o membro de seu namorado, e decidiu que não mais conteria seu desejo. Ele se encurvou sobre o corpo do outro e tomou em seus lábios o falo alheio.

 

Kyuhyun não imaginava que Changmin viria para si com tanto afinco, por isso gemeu incontrolavelmente quando seu membro foi abocanhado pelo outro. Os lábios de Changmin envolveram primeiramente sua glande e depois se permitiram engolir toda extensão até sentir o pré-gozo do outro se derramar em seus lábios, com seu típico sabor agridoce. Kyuhyun se contorceu na cama e puxou os lençóis o amassando entre seus dedos.

 

Quando não mais aguentou, Changmin adentrou sua própria boxer com a mão e começou a se tocar enquanto ainda sugava o membro do outro. Kyuhyun gemia alto e chamava o nome de seu namorado, enquanto agora seus dedos se entrelaçavam aos cabelos do outro. Changmin se afastou momentaneamente para pegar o lubrificante que agora sempre ficava na sua gaveta de cabeceira.

 

Ele espalhou o gel por seus dedos e só então se abaixou novamente para voltar a sugar o membro alheio. Ele desejava o corpo de Kyu por completo e para isso deveria prepara-lo enquanto aproveitava aquele sabor em seus lábios. Kyuhyun ergueu os pés assim que viu o rapaz com o pequeno tubo em mãos e deu acesso à sua entrada, não demorando a sentir o gel frio em suas nádegas.

 

Changmin começou o penetrando com um dos dedos, mas logo percebeu que Kyuhyun ficara impaciente, então o adentrou com um segundo dedo o deixando mais satisfeito. Ao contrário do planejado, com os dois dedos e seus lábios o estimulando, Kyu sentiu o orgasmo se aproximando em ondas que percorriam por seu corpo e quando ele achou que finalmente teria seu clímax, Changmin se afastou com um sorriso maldoso nos lábios.

 

Algo que ele acabara descobrindo eram os sinais de quando Kyuhyun se aproximava de seu orgasmo. Sua respiração ficava descompassada, e os músculos de suas coxas ficavam tensos sob seus dedos. Kyuhyun o fitou frustrado quando o mais alto se afastou, no entanto, ele sabia que Changmin queria dar continuidade àquilo. O mais alto baixou suas calças juntamente com a boxer na altura das coxas, espalhou lubrificante por seu membro, e finalmente deitou-se sobre o outro.

 

Kyuhyun ergueu as pernas e apoiou os pés nos ombros do outro, dando maior acesso ao seu corpo para que Changmin pudesse finalmente penetra-lo. O mais alto posicionou seu membro contra a entrada do outro e a forçou, sentindo o corpo do outro aos poucos ceder espaço. Ele amava como o interior de Kyu se apertava contra seu membro, o esmagando deliciosamente a medida que ele o adentrava.

 

Quando sentiu o outro totalmente dentro de si, Kyuhyun sentiu as forças de suas pernas diminuírem e as abaixou, sendo prontamente apoiado pelas mãos ágeis de Changmin. O rapaz se encurvou mais sobre o outro e selou seus lábios demoradamente enquanto esperava que o mesmo se acostumasse com seu volume. Claro que depois de meses de namoro, Kyuhyun já não se demorava tanto para se acostumar com aquela penetração e ate gostava de sentir certa dor, por isso o avisava para se mover mesmo antes de se acostumar totalmente.

 

“Não vai me morder?”

 

Changmin riu soprado do comentário do outro, afinal ainda não sabia o quanto Kyuhyun gostava de suas marcas. Ele reparou que a última vez que ele marcara as nádegas do rapaz ainda permanecia ali, como um lembrete de a quem aquele corpo pertencia. Changmin o penetrou com força, e colou seus dentes ao pescoço do outro, o fazendo gemer alto. Em resposta, Kyuhyun arranhou as costas do outro com firmeza e só não o marcaram, pois o rapaz mantinha suas unhas curtas.

 

Changmin passou a língua por cima da mordida no pescoço do outro e só então estapeou uma das coxas do outro, dando a velocidade de suas investidas. O corpo suado de Kyuhyun escorregava pela cama puxando consigo os lençóis enquanto o mais alto o mantinha próximo a si o agarrando pela cintura e pela coxa. Changmin finalmente soltou a coxa do rapaz e segurou seus pulsos, os elevando acima da cabeça do mesmo e os prendendo contra o colchão.

 

Changmin ainda distribuiu algumas mordidas conta o pescoço e os ombros do rapaz, sentindo seu membro escorregar para fora do corpo do outro e adentra-lo, sendo novamente preso pelas paredes quentes de seu interior. Quando o rosto do mais alto ergueu-se para fitar Kyuhyun ele se projetou para frente e roubou um selar dos lábios do outro, antes de capturar o lábio inferior do outro com os dentes, impondo força suficiente para corta-lo.

 

Kyu sentiu o gosto férreo do sangue do outro, tão erótico quanto sua saliva que escorreu para sua boca quando suas línguas se encontraram em um beijo forte. As investidas de Changmin estavam ainda mais ritmadas e profundas, tanto que ele finalmente conseguiu alcançar a próstata do menor o que o fez mais uma vez, gemer e se contorcer sem controle algum das reações de seu corpo. Ao descobrir o local, Changmin tratou de soltar a mão do outro e o apoiar pela cintura para mirar sempre no mesmo ponto.

 

Assim, Kyuhyun sentiu seu orgasmo se aproximar novamente e desta vez com muito mais intensidade, o que tornava impossível segura-lo por mais tempo. Com suas mãos livres, ele finalmente pôde acariciar seu membro com afinco, como ele desejava. Ele bem sabia que Changmin não estava tão próximo ao clímax quanto ele, e por mais que ele quisesse atrasar, não havia muito mais que estivesse ao seu alcance.

 

Ele manteve suas carícias em seu membro até sentir os arrepios percorrerem seu corpo com força, quase como choques elétricos e uma sensação gelada e gostosa se espalhou por seu baixo ventre. Finalmente, Kyuhyun relaxou e seu sêmen escorreu para sua mão e para a barriga de Changmin que agora diminuía a velocidade de seus movimentos, até sair de seu corpo, com seu membro ainda rígido.

 

Kyuhyun recuperou sue fôlego, enquanto um Changmin ainda excitado se deitava ao seu lado, com o corpo suado e a respiração ofegante. Antes mesmo que Changmin pudesse começar a se tocar, como Kyu imaginou que ele faria, o menor se ajoelhou na cama, ao lado do rapaz e sorriu para ele. O rapaz segurou o membro de seu namorado pela base e começou a masturba-lo, com velocidade, como fazia consigo mesmo momentos antes.

 

Changmin gemeu baixinho quando o menor abaixou-se sobre seu membro e encostou em sua glande com os lábios, antes de abocanhar seu membro já sensível e pulsante. Kyuhyun se movimentou contra ele, o sugando com afinco, enquanto Changmin aproveitava para puxar seus cabelos. Ele não precisava guiar Kyuhyun, ele sabia exatamente como agrada-lo, e com isso, o orgasmo de Changmin também se aproximou.

 

Kyuhyun não parou com seus movimentos até sentir o orgasmo de seu namorado, até seu membro pulsar em sua boca e liberar seu sêmen em seus lábios o que foi prontamente engolido. Cansado, Kyuhyun caiu de lado na cama e fitou Changmin ofegante ao seu lado, com os olhos cobertos e o peito subindo e descendo em busca de mais fôlego. Era daquilo que eles precisavam, sexo sem pressa, sem o medo de perder a hora no dia seguinte, um momento só deles.

 

Changmin virou-se de lado e abraçou seu namorado pela cintura que se aproximou dele até seus corpos estarem colados um ao outro. Eles se entreolharam e as declarações de amor que eles fizeram horas antes se refizeram em seus olhares sem que eles precisassem verbalizar. Kyuhyun manteve o olhar fixo ao do outro até que o sono e o cansaço tomaram conta de si e finalmente ele adormeceu.

 

Changmin apenas o esperou dormir para cobrir ambos com um edredom, já que com o clima, logo eles sentiriam o frio em suas peles ainda nuas. Kyu virou-se de costas para o namorado e ele colou seu corpo ao dele, e desta forma, eles dormiram pesadamente pelo resto do dia. Com todas as atividades em dia, e as férias de final de ano se aproximando, eles finalmente poderiam voltar a aproveitar a vida de casal e todos os benefícios que o namoro trazia a eles.

 

No dia seguinte eles ainda descobririam que a última semana de aulas seria uma semana complicada, não por seus compromissos, mas pelos rumores que se espalharam rapidamente entre os alunos. Eles seriam acusados, questionados e julgados sem dó pela sociedade que apesar de se ditar moderna, ainda era arcaica quando o assunto é algo que foge do padrões e valores impostos.

 

Eram momentos como aquele, em que eles podiam se fechar em seu apartamento e se entregar aos beijos que tanto gostavam e pelos quais eles eram julgados e condenados. Talvez o que eles faziam fosse mesmo um crime, ou um pecado, mas como poderia um sentimento tão puro ser tratado com tanta negligência? Eles se amavam e aceitavam isso, o problema é que as outras pessoas não conseguiam apenas não aceitar e ignorar. Eles precisavam um do outro, agora mais do que nunca , afinal aquela era uma batalha para ser vencida em conjunto.

 

 

 

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