Capítulo 32 – And a happy and tasty new year

 

A noite de ano novo chegou com alguns centímetros de neve em Seul. A locomoção pela cidade estava dificultada, algumas vias estavam trancadas e os carros seguiam lentamente para seus destinos. Muitos voos foram cancelados e por isso, as pessoas se obrigaram a passar o final de ano em suas próprias residências. Os comércios fecharam, e as autoridades locais tinham problemas com acidentes de trânsito o tempo todo.

Após o natal, Kyuhyun e Changmin cogitaram passar o ano novo perto do Rio Han, no entanto, aquela nevasca minara seus desejos. Se locomover pela cidade era uma missão difícil no fim do ano e extremamente arriscada, e com isso, suas opções se resumiram a ficar em casa e fitar a passagem de ano da sacada do apartamento de Changmin. Quando Kyu saiu de seu banho quente, trajando pijamas, encontrou seu namorado sentado no sofá com uma tigela de morangos no colo.

Na televisão um especial de fim de ano deixava o rapaz entretido, com uma comédia leve, típica da televisão coreana. Assim que Kyu sentou-se ao seu lado, Changmin jogou o edredom sobre as pernas de seu namorado que roubou um de seus morangos e o molhou no chantilly repousado em um pires sobre a mesa de centro.  Os dois saborearam as frutas, fitando o relógio de parede marcar dez da noite.

Changmin desviou o olhar para seu namorado e um sorriso discreto formou-se em seus lábios. Era mais um fim de ano com aquele a quem tanto amava ao seu lado e era gratificante poder ficar junto com o rapaz mesmo que eles tivessem se obrigado a ficar em casa. Kyu então retribuiu o olhar de Changmin antes de abraça-lo pela cintura e deitar a cabeça em seu peito como ele tanto gostava de fazer.

Changmin afundou o rosto contra os cabelos finos de seu namorado, um tanto desgrenhados depois do banho. Naquela noite o coração dos dois rapazes estava tranquilo, eles não tinham nenhum pensamento negativo ou pessimista e o ano que viria, apenas aparentava trazer bons ventos. Pensando, sobre o assunto, Kyu cortou o silêncio entre ele e seu amado Changmin:

– Changminie, como você acha que vai ser o nosso próximo ano?

– O nosso próximo ano? Eu acho que nós vamos continuar juntos, como estamos agora, e se tudo der certo, nós vamos morar juntos e começar a montar a nossa vida.

– E tem a nossa formatura. – Disse Kyuhyun, sorrindo discreto. – Nós vamos fazer uma monografia esse ano.

– A formatura. Meus pais estarão aqui e vão te conhecer. – Disse Changmin pensativo. – Eu vou ter que me assumir, príncipe.

– Não se preocupe, eu vou estar do seu lado. E você vai fazer as coisas como devem ser feitas, vai conversar, explicar, dar um tempo para que eles entendam e depois eu me apresento. Como você acha que eles vão reagir, Changminie?

– Eles vão ficar desapontados, Kyu, no mínimo. Isso se o meu pai não cortar contato comigo. Eu imagino que na visão dele, ele estaria me sustentando nos últimos três anos e como retribuição eu acabo virando gay. Virar gay pra mim ainda é uma expressão estranha, porque eu não virei outra pessoa, eu ainda sou o Changmin. Como eu vou explicar isso para eles?

– Do jeito que você está explicando para mim, que você ainda é o mesmo Changmin que ama eles. A diferença é que você se apaixonou por um homem. Vai parecer estranho no começo, mas com o tempo eles vão perceber o quanto você amadureceu nos últimos anos. E pense que assumir no final do ano vai ser uma boa, porque você vai dar orgulho para eles com a formatura.

– Espero que isso compense o susto. Eu não queria perder o carinho dos meus pais, Kyunie.

– Não vai perder, se você for paciente. – Kyuhyun entrelaçou os dedos aos do rapaz, e finalmente voltou a falar baixinho. – Acho que uma das minhas promessas de ano novo, é a de reencontrar a minha família, mesmo que seja para ser humilhado por eles.

– Como nós vamos fazer isso? Você tem algum contato?

– Nós? – Riu-se Kyuhyun.

– Claro, você não vai entrar nessa aventura sozinho. – Sorriu-lhe Changmin.

– Eu vou começar voltando para a casa de onde eu saí e tentar descobrir quem mora lá, com quem comprou, pra ver se eu chego aos meus pais. Vou tentar contato com um tio meu também, eu acho que sei onde ele mora. E além dos meus pais, eu quero convidar a minha noona para a minha formatura, eu sinto tanta falta dela.

– Nós podemos correr atrás disso, já no começo do ano, porque com a monografia nosso tempo vai ficar limitado. – Afirmou Changmin. – Você tendo o contato deles, pode convidar no final do ano.

– É uma boa ideia. E se nada der certo, eu contrato um daqueles detetives.

– Isso é coisa de mafioso, príncipe. – Riu-se Changmin. – Mas se precisar, nós podemos procurar alguém assim.

– Sua vez! – Sorriu-lhe Kyu ajeitando sua cabeça no ombro de seu namorado. – Qual sua promessa de ano novo?

– Além de me assumir e te apresentar para os meus pais, eu quero sair desse apartamento e morar com você. E é claro, conseguir um emprego para pagar as despesas da nossa futura casa.

– Changminie, eu já te disse, a minha renda cobre as nossas despesas desde que nós façamos um corte de gastos em algumas áreas.

– E eu já disse que se for para morarmos juntos eu quero dividir as despesas com você, senão não seria justo. Anda, Kyunie, eu não devo demorar tanto assim para conseguir um emprego e não quero morar com você dependendo da mesada do meu pai.

– Tão orgulhoso. – Riu-se Kyu. – Está bem, no meio do ano nós voltaremos a ver como está a nossa situação e aí sim decidimos o que fazer.

– Está bem, no meio do ano. – Afirmou Changmin. – Você tem mais algum desejo?

– Ser feliz com você, só isso.

– Então nós dois desejamos isso.

Kyuhyun escorregou sobre o sofá e se sentou sobre o colo de seu namorado que o agarrou prontamente pela cintura. Seus lábios se colaram e se roçaram demoradamente, deixando alguns selares estalados no caminho. Aqueles eram os planos e desejos de Kyuhyun e Changmin para o ano que vinha, e eles os selaram como um pacto, para que naquela noite tudo conspirasse de forma que seus desejos se tornassem reais.

 

No apartamento ao lado, Yunho terminava de lavar a louça do jantar, já era por volta das onze da noite. O barulho do chuveiro indicava que Jae ainda estava tomando um de seus longos banhos noturnos que sempre o ajudavam a relaxar. Aos poucos Yunho começava a se acostumar com as manias do rapaz, apesar de nenhuma incomodar-lhe até então. Nem mesmo os longos minutos que Jae aproveitava em seu banho.

Jaejoong desligou o chuveiro e se enrolou em uma das toalhas antes de parar em frente ao espelho de corpo inteiro e passar a mão no objeto para desembaçar.  Ele corou assim que algumas das ideias que ele tivera naquela noite voltaram a sua mente, todas elas pareceram depravadas demais, e ao mesmo tempo deliciosas. Ele queria que aquela noite fosse especial, no entanto, ainda não sabia direito como torna-la inesquecível.

Ele secou a água que escorria de seu corpo, ainda deixando sua mente trabalhar para que pudesse entreter seu namorado nos momentos antes do ano novo. Eram poucas as vezes que ele e Yunho fizeram amor, e em todas as vezes o mais velho fora demasiadamente cuidadoso e carinhoso, coisa que Jaejoong adorava. No entanto, ele estava sentindo falta de mais ação naquele relacionamento e, em sua opinião, a noite de ano novo era perfeita.

Claro que verbalizar seus desejos para seu namorado estava fora de cogitação, uma vez que ele bem sabia que não teria coragem de dizer a ele o que ansiava. Enquanto o rapaz ainda cuidava da cozinha, Jae vestiu-se somente de um roupão felpudo que pertencia ao outro e seguiu para o quarto que eles dividiriam aquela noite. Aos poucos ele começava a se sentir frustrado com sua falta de criatividade.

Jaejoong sentou-se na beirada da cama, fitando suas mãos repousadas sobre suas pernas. Sua mente trabalhava rapidamente, até ser interrompido pelo outro rapaz. Yunho terminara suas tarefas domésticas e assim, resolveu chamar seu companheiro para que eles fizessem alguma coisa juntos, como tomar uma taça de vinho ou escolherem um filme para que o tempo passasse até a hora de assistir os fogos de artifício.

Ele adentrou o quarto a passos lentos e sua presença não demorou a chamar a atenção de Jaejoong. A partir daquele momento, foi como se o relógio começasse a andar mais devagar e de imediato, a mente de Jaejoong parou de fazer cogitações. Ele agiu por impulso, guiado pelos instintos criados por seu desejo pelo corpo daquele a quem amava. Era um desejo puramente carnal, não necessariamente de ser amado, mas de ser dominado, de ser levado à beira da tênue diferença do que era ser masculino e o que era ser feminino.

– Jae-ah, quer tomar alguma coisa?

– Hyung…

A voz de Jaejoong ao mesmo tempo que soou imperativa, também ressonou desejosa. Era um tom mais rouco do que seu habitual, aveludado, que prontamente aguçou os sentidos de Yunho e acariciaram seus ouvidos, como se o colocasse lentamente em transe e o levasse em direção ao proibido. Yunho não o respondeu de imediato, não verbalizou sua dúvida, apenas se aproximou alguns passos.

Jae se levantou de repente, e sem pensar, seus dedos ágeis desfizeram o nó de seu roupão o deixando pendurado apenas por seus ombros. A curiosidade cresceu em Yunho e por mais que ele já tivesse experimentado daquele corpo, sempre era como se fosse a primeira vez, sempre havia algo novo para se descobrir. O roupão se abriu e revelou parte do corpo de Jaejoong, um de seus mamilos, sua coxa e parte de seus poucos pelos pubianos.

Yunho engoliu seco logo que percebeu que o rapaz estava completamente nu por baixo daquele fino roupão e de imediato um arrepio percorreu de sua nuca para suas costas, deixando seus pelos eriçados. Jaejoong  abriu mais seu roupão antes de deixa-lo escorregar por seus ombros, revelando suas costas fortes e em seguida seu abdômen definido, para por fim ir ao chão, se mostrando nu ao outro rapaz.

Yunho sentiu o aroma da pele do rapaz juntamente com o cheiro do sabonete ainda impregnado em seu corpo. Ele se permitiu olhar para o rapaz, revivendo todas as vezes em que desejara toca-lo e não pudera, e em todas as noites nas quais, sozinho em seu quarto, ele imaginara o corpo do rapaz e terminara sua noite com um orgasmo rápido entre seus dedos, em um ato solitário. Era ainda mais belo sob a luz branca de seu quarto, que deixava sua pele ainda mais clara.

Yunho cortou a distância que os separava em poucos segundos, com apenas alguns passos ele alcançou aquele homem que tanto embaralhou sua mente ao longo do último ano. Jaejoong repousou as mãos no tórax do mais alto, sentindo seus batimentos cardíacos acelerados sob seu tato. Ele amassou o tecido da mesma e puxou Yunho contra si, o sentindo se chocar contra si, antes de envolver seus braços na cintura bem delineada do rapaz. E seus lábios se roçaram, sutilmente pela primeira vez na noite, deixando a vontade de sentir mais daqueles sabores.

Sem prévio aviso, Yunho agarrou o rapaz pela nuca e seus dedos se fecharam contra os cabelos do mesmo o puxando contra si. O couro cabeludo de Jae ardia, e ele mantinha os dentes cerrados para que não gemesse, não ainda. Assim, o mais velho colou os lábios aos seus, os pressionando um tanto desajeitado, antes de mover-se sobre os mesmos. Ele sugou o lábio inferior do rapaz que deixou sua boca se encaixar a dele, em um beijo que já começava afoito.

A língua de Yunho não pediu passagem para a boca de Jaejoong, ele a forçou, encontrando a do outro que imediatamente começou a se roçar contra a própria, sentindo seus sabores, e a sensação úmida de sua saliva escorrendo entre suas bocas, além do hálito fresco do rapaz. Na opinião de Jaejoong, Yunho tinha o melhor beijo do mundo. Ele conseguia ao mesmo tempo ser um homem apaixonado, e um homem desejoso por seus toques e seu corpo.

As mãos de Yunho buscaram por mais da pele do outro rapaz, afoitas pelo seu toque, necessitando sentir sua tez quente mais uma vez. Os dedos hábeis de Jae adentraram sua camisa e suas unhas curtas percorreram as costas do rapaz, marcando sua pele morena. O mais novo então segurou o outro rapaz pelo pulso e guiou sua mão até uma de suas nádegas, a pressionando ali, em um pedido claro de que desejava ser acariciado naquele local.

As nádegas de Jaejoong eram macias, perfeitamente desenhadas para seu corpo, nem grandes demais e nem pequenas demais. Desta forma, cabiam perfeitamente entre os dedos de Yunho que as apertava como se desejasse marcar a pele clara do local. Um tapa bem dado, cumpriu a deliciosa tarefa de irritar a pele de Jaejoong a marcando conforme sua vontade. Em resposta, Jaejoong mordeu o lábio do rapaz, com força suficiente para corta-lo.

Nenhum dos dois se incomodou com o gosto férreo de sangue que não demorou a se dissipar, diluído pela saliva de ambos. Seus corpos se roçavam, e Yunho estava mais do que satisfeito em ter aquele rapaz nu em seus braços, tanto que uma ereção se formou entre suas pernas sem que ele nada fizesse para impedir. Jaejoong se afastou e colou seus lábios ao pescoço de seu amado, sentindo aquele sabor delicioso da pele do mesmo.

Jae não saberia definir qual sabor no corpo de Yunho ele mais gostava, mas já percebera que cada parte de sua tez tinha um gosto diferente. Seus lábios eram doces, como o mais puro mel e sua pele mais lembrava um manjar que alimentava sua libido sempre que ele sentia tal sabor. E é claro, ainda havia um último sabor, que ele finalmente provaria pela primeira vez aquela noite.

Jaejoong nunca fora muito adepto do sexo oral, a menos que outra pessoa fizesse em si, ele não seria o que daria o primeiro passo e sempre fora muito bom em desvencilhar dos pedidos de suas ex-companheiras. Sua atitude não mudou quando ele começou a namorar Junsu, afinal fazer sexo oral em outro homem feria muito mais sua masculinidade do que deixar-se dominar por este.

No entanto, tudo com Yunho era diferente. Por algum motivo, deixar-se dominar pelo mais velho era algo bom, extremamente agradável e prazeroso. Ele bem sabia que Yunho o dominava, desde a primeira vez que o rapaz colocou os olhos sobre si ele o dominou, sem sequer toca-lo. Assim, Jae cortou o beijo, deixando ambos ofegantes e com os lábios inchados pela fricção.

Apesar de fazer alguns graus abaixo de zero do lado de fora, o corpo de Yunho fervia e sua circulação sanguínea estava acelerada, deixando seu rosto brevemente corado. Jaejoong sentou-se na cama e puxou o rapaz pelo elástico de sua calça moletom, fitando o volume evidente entre as pernas do mesmo. Era esta a reação que ele causava em Yunho e isso o deixava mais do que satisfeito.

Jaejoong tocou seu membro por cima da roupa e percebeu que este estava mais quente do que o resto do corpo do rapaz. Ele o pressionou com a ponta dos dedos e ouviu seu companheiro soltar o ar preso em seus pulmões em resposta. Logo que seu tato identificou a posição do membro alheio dentro das roupas, ele começou a acaricia-lo, o pressionando entre seus dedos, o sentindo rijo sobre seu tato.

Yunho deu um passo a frente e aproximou seu quadril do rapaz que o acariciava tão deliciosamente. Jaejoong voltou suas mãos para o elástico da calça de Yunho e calmamente ele a baixou, revelando sua boxer com o tecido esticado para comportar o volume do membro do rapaz. Jae bem sabia que aquilo incomodava e por isso tratou de livrar-lhe de uma vez de sua peça íntima, finalmente revelando seu falo.

Jaejoong lambeu os lábios, segurando seu membro pela base como tantas vezes fizeram consigo. Era a primeira vez que ele sentiria o sabor do sexo alheio em sua boca e ele estava ansioso para experimenta-lo. Primeiramente ele selou a glande do rapaz, que afundou as mãos em seus cabelos descoloridos. Em seguida ele envolveu a ponta do membro do rapaz com os lábios e o sugou, tal qual um doce. Seus lábios se esfregaram na ponta e ele desviou o olhar para Yunho, a fim de se certificar se estava agradando.

O sabor era algo que Jaejoong não conseguiria descrever ou sequer comparar com qualquer outro gosto que seus lábios já tivessem experimentado antes. Finalmente ele afundou sua boca contra o membro do rapaz, o tomando por completo em seus lábios e o sugando com vontade. Estranhamente, ao contrário do que ele havia imaginado, ele não sentiu nojo de tê-lo em sua boca, principalmente por estar inebriado com seu sabor.

Yunho também não saberia descrever quais eram exatamente as sensações de ter aquele rapaz o sugando com tanto afinco. Se algo se aproximava da textura dos lábios de Jaejoong, seria o veludo, tão macios e sedosos como tal. Sua cavidade bucal era úmida, quente e também possuía uma textura macia, em contrapeso com sua língua mais áspera que envolvia sua glande vez ou outra. Jaejoong parecia ter treinado aquilo por muito tempo, por mais que Yunho soubesse ser sua primeira vez, ele o fazia com perfeição.

Sem mais se conter, Jae agarrou seu próprio falo semiereto com sua mão livre e tratou de acaricia-lo, o sentindo ganhar mais rigidez e volume entre seus dedos. Foi quando ele sentiu o sabor do pré-gozo quente do rapaz em sua boca e sem que ele pudesse evitar, o mesmo misturou-se à sua saliva e ele o engoliu. Aquele gosto agridoce se espalhou sobre sua boca, mas ele não se importou, apenas queria continuar com o que fazia.

Aqueles movimentos começaram a se tornar uma agonia para Yunho, e ele tratou de tirar sua blusa e joga-la no chão, na tentativa de diminuir sua temperatura corporal que o fazia suar. Seus dedos voltaram a se afundar contra os cabelos do rapaz, e ele começou a guia-lo para que este aumentasse a velocidade de seus movimentos, e assim Jaejoong o fez, forçando seu rosto para frente e o voltando, deixando os barulhos estalados da sucção ecoarem pelo quarto.

A mão de Jaejoong ganhou ritmo em seu próprio membro à medida que ele percebeu o quão próximo o outro rapaz estava de seu orgasmo. Era deleitável para o mais novo saber que ele o agradara tanto, a ponto de leva-lo ao ápice, que ele esperava que fosse intenso. Seus movimentos se mantiveram, e ele sabia da intensidade de seus acertos de acordo com os puxões de cabelo de Yunho, mais fortes à medida que seu clímax se aproximava.

Assim, o rapaz chegou ao seu orgasmo. Ele soltou os cabelos de Jaejoong, e cerrou seus punhos quando sentiu a tensão percorrer seu corpo todo antes de relaxar. No entanto, no último segundo, Jaejoong acovardou-se. O primeiro jato de sêmen caiu em sua língua e assim que ele sentiu o gosto se afastou do membro do rapaz, sem prever que o mesmo continuaria apontado contra si. Os jatos seguintes foram diretamente contra seu rosto, se espalhando por ali antes dele virar o rosto, com ar surpreso.

Yunho também surpreendeu-se com a atitude de seu companheiro e imediatamente se arrependeu de não tê-lo avisado sobre seu orgasmo. No entanto, as ações anteriores de Jaejoong levaram sua mente a um estado de torpor que não o permitiram raciocinar direito. Antes mesmo de recuperar o fôlego ele sentou-se ao lado do rapaz e pegou o roupão que este deixara sobre a cama.

– Jae-ah, me desculpe.

– Hyung… – Jaejoong riu discreto, cobrindo o rosto para que o outro rapaz não o visse daquela forma, sem saber o quão erótico Yunho achava aquilo tudo. – Tudo bem, eu me assustei.

– Você não está acostumado. – Sorriu-lhe Yunho o segurando pelo queixo e finalmente afastando o sêmen de seu rosto com o roupão, fitando as maçãs do rosto do outro corarem. – Tem certeza que foi a primeira vez? Você fez tão direitinho.

– Você gostou mesmo eu pulando fora no último segundo?

– Foi o melhor que eu já recebi.

Jaejoong sorriu satisfeito com a resposta do rapaz e selou seus lábios demoradamente, deixando que Yunho também sentisse seu próprio gosto. O mais velho o abraçou pelos ombros e o puxou contra si, de forma que o rapaz caísse sobre seu colo, e ele pudesse acariciar seus cabelos com a ponta dos dedos. Yunho estava cansado, mas ainda tinha algo a resolver, talvez com seus próprios dedos, a ereção que Jaejoong ostentava entre as pernas. Ele deitou o rapaz sobre a cama e acomodou-se ao seu lado, o acariciando na cintura.

Jaejoong ajeitou-se sobre os lençóis, e Yunho pendeu seu corpo sobre o dele, roubando alguns selares de seus lábios. O mais novo deixou a ponta de seus dedos acariciarem o braço do outro, enquanto fitava os olhos negros e penetrantes do rapaz. Yunho tratou de distribuir beijos pelo pescoço e colo do outro, o sentindo se remexer satisfeito embaixo de si. Jaejoong adorava ser mimado daquela forma, e o mais velho bem sabia disso.

Seus lábios marcaram a pele clara do jovem rapaz, que apenas relaxou na cama e se permitiu ser beijado. A sensação dos lábios quentes de seu companheiro era algo único e que fazia não somente seu rosto corar, mas seu coração disparar, como se ele entrasse em uma descida sem volta em uma montanha-russa de alta velocidade. Yunho se posicionou entre suas pernas, deixando o outro mais vulnerável aos seus contatos.

Yunho deitou-se sobre ele e seus lábios finalmente voltaram a se encontrar, desta vez lentos, saboreando cada movimento que realizavam um contra o outro. O mais velho bem sabia que o membro do outro pedia por sua atenção e este já deveria estar dolorido pelo tempo ereto, assim ele tratou de acabar com o martírio do rapaz. No entanto, os dois tiveram esta ideia ao mesmo tempo.

No momento que Yunho agarrou o falo do outro, Jaejoong discretamente deixou a ponta de seus dedos brincarem com o membro de seu companheiro. Jae não queria força-lo a ter uma segunda ereção, e daria o tempo que fosse necessário para o rapaz descansar, ele apenas desejava toca-lo naquele lugar especial. Yunho gostara daquelas carícias, Jae o tocava com tanta sutileza que causavam-lhe cócegas deliciosas em sua região íntima.

Os toques do mais velho eram mais intensos, uma vez que seu companheiro necessitava de algum alívio naquele momento. Sua mão subia e descia, puxando consigo a pele fina do local, fazendo Jaejoong se contorcer sempre que sua mão pressionava com mais afinco o local. Seus lábios se encontravam, se sugando, mordendo e beijando entre ofegos e alguns gemidos baixinhos, indicando o quanto ambos se deleitavam com suas carícias.

Com o tempo, as carícias de Jaejoong começaram a fazer efeito e entre seus dedos, o membro de Yunho começou a ganhar volume novamente. Jaejoong sorriu satisfeito quando o agarrou, formando um túnel estreito com sua mão e tratou de masturba-lo, na mesma velocidade que o rapaz acariciava seu membro. Era aquilo que ele desejava aquela noite, ser totalmente dominado pelo mais velho e é claro, senti-lo rasgar seu interior. Jae segurou a mão livre do rapaz e levou dois de seus dedos a seus lábios, tratando de suga-los como antes fizera com seu membro.

Aos poucos os dedos de Yunho tornaram-se úmidos, devido à saliva de Jaejoong que por ali se espalhava. Quando os considerou devidamente molhados ele os soltou e guiou a mão do rapaz até suas nádegas, indicando o que desejava que ele fizesse. Claro que seu companheiro entendeu de imediato suas intenções e logo tratou de soltar o membro do outro e erguer e afastar suas pernas para que pudesse visualizar sua entrada, que logo estaria esmagando deliciosamente seu membro.

O indicador de Yunho entrou primeiro, um tanto escorregadio por causa da saliva. Jaejoong gemeu discreto assim que aquela sensação molhada tomou conta de seu interior, de forma ainda um tanto dolorida. O dedo do rapaz entrava e saía, abrindo espaço como podia para o que viria a seguir e não demorou muito e seu dedo médio adentrou o corpo do outro para ajuda-lo. Jae mordeu o lábio inferior para não gemer alto, ele não saberia descrever o quanto gostava de ser invadido por Yunho.

Quando o considerou devidamente preparado, Yunho retirou seus dedos do interior do outro rapaz. Ele depositou saliva na ponta de seus dedos e os esfregou na ponta de seu membro, fitando o pré-gozo se misturar ao liquido e ajudar a lubrifica-lo, antes de finalmente se posicionar contra a entrada do outro. Jaejoong ergueu as duas pernas e as posicionou sobre os ombros do outro rapaz que segurava sua cintura enquanto seu quadril se aproximava mais de suas nádegas.

Assim, como Jaejoong desejava, ele sentiu o membro do rapaz forçar a passagem, alargando os apertados anéis de seu corpo. Desta vez, ele não tentou engolir os gemidos e se permitiu exibir um dos sons mais eróticos dos quais Yunho tinha conhecimento. Aos poucos, o membro do mais velho era engolido pelo interior do outro até finalmente ele recostar sua virilha contra as nádegas do rapaz e as pressionar, deixando seu membro ir o mais profundamente possível.

Yunho nunca fora dos mais pacientes e Jaejoong não se importava em sentir alguma dor enquanto o rapaz começava a retirar brevemente seu membro e voltar a invadi-lo, afinal ele sabia que logo iria se acostumar. A medida que o corpo do rapaz ia cedendo, Yunho ia aumentando a velocidade e intensidade de suas investidas, enquanto Jae agarrava-se aos lençóis para se prender contra a cama e sentir melhor o outro dentro de si.

Jaejoong gemia, vez ou outra contorcia o corpo contra a cama, anunciando em gestos que o rapaz atingira sua próstata, mas seus olhos nunca se fechavam. Ele sustentava seu olhar sobre Yunho, pois tão excitante quanto ser dominado pelo rapaz, era observar suas feições durante o ato. O suor que fazia seu rosto brilhar, o deixava ainda mais bonito aos olhos do mais novo. Quando não mais aguentou a tensão sexual, Jaejoong voltou a se tocar.

A mão do rapaz trabalhava com rapidez sobre seu membro e suas pernas estavam agora relaxadas sobre a cama, uma vez que ele havia se cansado de sustenta-las no alto. Yunho o puxou por um dos pulsos para que o rapaz erguesse o tronco e se sentasse sobre seu colo, e assim em um impulso, Jae jogou seu peso contra a virilha de seu companheiro o sentindo afundar-se contra as paredes apertadas de suas nádegas.

Yunho o apoiou pela cintura e jogou-se contra a parede, batendo as costas de Jaejoong contra o local, fazendo o rapaz se contorcer novamente contra seu membro e ondular seu corpo contra o mesmo. Os cabelos do mais novo estavam molhados e as gotas de suor se acumulavam em suas pontas, pingando sobre seus ombros e logo Yunho passou a mão por seus fios, a fim de ver melhor o rosto do rapaz, principalmente seus belos e grandes olhos.

Jaejoong apoiou-se nos ombros do rapaz para dar continuidade aos seus movimentos, sentindo o membro do rapaz friccionar a pele do interior de seu corpo de forma deliciosa, e não fosse seu membro latejando por atenção, ele ficaria o resto da noite com aqueles movimentos lentamente lascivos sobre o corpo do outro. Seu quadril ganhou velocidade, assim que sua mão agarrou seu próprio membro e tratou de masturba-lo, desta vez ainda com mais afinco, causando barulhos estalados com o roçar em sua glande.

“Hyung, eu quero mais.”

O pedido de Jaejoong fez Yunho por alguns segundos acreditar que não seguraria seu orgasmo e exigiu um alto controle de seu psicológico para que aquilo não findasse antes da hora. O mais velho ergueu-se em seus joelhos e passou a se mover contra o rapaz, o puxando contra si pela cintura, desta vez em investidas rápidas, uniformes e certeiras. Seus corpos começaram a fazer um barulho alto assim que se chocavam, em função da camada de suor que os cobria naquele momento.

“Gostoso.”

A resposta de Yunho veio logo que seu psicológico tomou novamente conta das ações de seu corpo e assim, ele direcionou os momentos seguintes. Yunho sabia quando Jaejoong estava perto de seu orgasmo, não pelas reações de seu corpo, mas sim por seu olhar. Ele se tornava mais intenso, mais faminto e clamava pelo clímax, quase como se ele ouvisse a voz do rapaz ordenando-lhe que desse o que seu corpo queria. E é claro que ele lhe daria, se possível, o melhor orgasmo que ele já havia sentido.

A mão de Jaejoong não parava um segundo em seu membro e ele impunha tanta força que os músculos de seu braço ficavam ainda mais evidentes. Yunho o seguiu, abusando de suas nádegas sem dó, deixando seu membro ir a fundo ao interior do rapaz antes de retira-lo, sem se preocupar com o fato da fricção sem lubrificação estar deixando sua pele mais irritada. A única coisa com que ele se importava no momento era o orgasmo de Jaejoong e logo em seguida, o seu próprio.

Tal qual Yunho havia previsto, o orgasmo de Jaejoong veio rapidamente e cheio de intensidade. Seus dedos sujaram-se com seu sêmen, assim como o estômago de Yunho, talvez fosse aquela sua doce vingança pelo outro ter sujado seu rosto momentos antes. Jaejoong olhou para seu próprio membro, pressionando sua glande, até que todo seu sêmen fosse drenado e finalmente ele pôde relaxar. Assim que seu corpo relaxou, ele sentiu o orgasmo de seu namorado preencher seu interior.

O orgasmo de Yunho veio ainda mais forte do que da primeira vez, e preencheu o interior de seu namorado enquanto ele apertava sua cintura, deixando marcas de unhas no local. Seus olhares não se desfizeram, repassando um ao outro, todas as sensações que aquele momento trouxera-lhes. Os dois rapazes com os corpos suados, caíram lado a lado sobre a cama, com seu tórax subindo e descendo a medida que eles puxavam e expeliam o ar de seus pulmões.

Jaejoong olhou para seu amado e sorriu, seu mais apaixonado e doce sorriso, que fez instintivamente Yunho sorrir também. Eles voltaram-se um para o outro e selaram os lábios demoradamente, antes de se encaixarem em um abraço na finalidade de descansar. Foi quando um clarão iluminou o quarto dos dois, e os fogos de artifício começaram a soar por toda cidade, era dada a meia noite. Os dois voltaram seus olhares para a janela e ao longe eles podiam ver os fogos de artifício, belos e imponentes no céu negro sem estrelas, então os amantes se abraçaram e finalmente saudaram um ao outro:

– Feliz ano novo Yunho-hyung.

– Feliz ano novo, Jaejoongie.

A mesma saudação poderia ser ouvida pelo casal do apartamento ao lado, que abraçados um ao outro, fitavam de sua sacada coberta de neve os fogos ao longe que estouravam e iluminavam a noite coreana. O primeiro ano novo de Changmin e Kyuhyun acabara sendo um dos mais perfeitos de suas vidas. Em outro canto da cidade, Henry e Sungmin selavam seus lábios em um combinado de que aquele ano eles se amariam ainda mais e seriam ainda mais cúmplices um do outro, dividindo suas alegrias e tristezas.

Na pequena cidade de Mokpo, depois de abraçarem seus pais, sogros, irmãos e cunhados, Hyukjae e Donghae puseram-se a observar a noite dos fundos da casa, com suas mãos repousadas na cintura um do outro. Era sempre assim, na noite de ano novo, seus olhares se encontravam e eles se beijavam demoradamente, relembrando para o ano seguinte de sua fidelidade, companheirismo e acima de tudo o amor entre eles que parecia somente crescer com o amadurecimento dos dois.

 

Em um país muito longe deles, o professor universitário olhava para o céu claro da última tarde daquele frio ano Europeu. Quando deixou a Coréia, ele jamais pensou que seus finais de ano seriam tão melancólicos, passados com colegas de trabalho, em reuniões profissionais. Aquele seria o primeiro ano sozinho, e o vento frio parecia deixar seu grande e aconchegante apartamento com ar sombrio, digno de um filme de terror de segunda categoria.

Ele fitou mais uma vez aquele céu extremamente azul e aquela neve branca e fofa que cobria a soleira de sua janela com ar solitário. Já era ano novo em Seul e em Londres ele esperava sozinho que aquele ano acabasse e que o outro começasse. Por alguns instantes ele fechou os olhos e reviveu um ano novo com seus verdadeiros amigos durante a faculdade, quando eles prometeram que seriam bem sucedidos e consequentemente felizes.

Mal sabia ele em sua juventude que a felicidade não necessariamente estava ligada de forma direta com seu sucesso profissional. Claro que ser bem sucedido era importante, mas não tanto quanto ele imaginara no dia que deixara seu mundo para trás para se aventurar em terras estrangeiras em busca do sucesso. Agora, ele já tinha o sucesso, restava a ele ir atrás de sua felicidade e assim, teria aquela promessa de quase dez anos antes, cumprida.

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