Capítulo 14 – A máscara da morte rubra

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A neve caía densa do lado de fora. Os ventos jogavam os flocos extremamente brancos de um lado a outro, os acumulando nas janelas, nas portas, nos gramados. Todas as folhas das árvores haviam caído, com exceção do leão de arbusto. Suas folhas continuavam verdes como na primavera e ele continuava lá, imponente como se tivesse sido recém podado. Entretanto, seu corpo estava voltado para o portão e ele estava em pose de ataque, como o verdadeiro felino, à espera de sua presa.

Ao longe, na tortuosa estrada sob a montanha, era possível ver dois faróis altos, avançando em baixa velocidade. O snowmobile engasgava, tossia, rangia, derrapava, mas seu guia não fazia nem menção de para-lo. Ele já via as janelas do imponente edifício, por mais que a neve encobrisse boa parte de sua visão. Ele via algumas luzes, mas o que mais incomodava eram as vozes que pareciam se misturar aos ventos.

Junsu estava com muito frio. Seu rosto estava corado e sua boca estava roxa, apesar de coberta por um espesso cachecol azul. Ele estava vestido com um longo e pesado casaco preto, com capuz e uma pelúcia à sua borda. Suas orelhas eram cobertas por protetores apropriados, ele usava calças e luvas grossas, além de botas próprias para neve. E ainda assim, a nevasca e o vento o faziam tremer da cabeça aos pés.

Entretanto, o que mais o incomodava eram os pedidos, os avisos, as ameaças. Ele estava sendo teimoso, sabia disso. Ouvia sobre os perigos daquela estrada desde que deixara Seul, sendo que somente seu irmão o apoiou em sua aventura. De certa maneira, Junho sabia que ele tinha a necessidade de tomar aquela estrada, mesmo sem ter certeza se voltaria a ver seu querido irmão novamente.

Junsu acelerou, ele precisava chegar logo, pois temia morrer de frio. Ele ia ajudar aquela criança a sair dali, antes que as coisas se complicassem. E iam se complicar, iam piorar e o hotel queria aquele menino, logo todos que ali viviam também queriam. Junmin estava assustado, sabia que estava sob ameaça e sabia que faltava pouco. As luzes aumentaram, assim como o barulho, Junsu quase conseguia vê-los. Agora faltava pouco.

Yunho movia seu corpo de um lado a outro, sem pressa alguma. A mesma música francesa que Jaejoong insistia em cantar, desta vez na voz melódica da cantora original. Suas mãos estavam sutilmente posicionadas na cintura do loiro que parecia mais vivo do que nunca. Ele estava até mesmo corado. A roupa peluciada era macia, e deixava um toque agradável sob a pele. As orelhas o deixavam adorável, e seus olhos grandes pareciam mais iluminados aquela noite.

Jaejoong tinha planos para aquela noite, grandes planos. Entretanto, algo estava atrapalhando seus desejos mais íntimos. Aquele corpo roçando ao seu, o agarrando pela cintura e aquele olhar, o excitavam. Se dependesse dele, ele tiraria aquele terno do rapaz, deixaria sua fantasia fofa de lado e o amaria no meio daquele salão, sob o olhar de todos ali presentes. Entretanto, ele sabia que Yunho sentiria algum desconforto.

Jaejoong decidiu deixar claro o que desejava. Ele o abraçou com mais firmeza pelo pescoço e encaixou sua coxa entre as pernas dele. Alguns confetes começaram a cair, assim com a neve que despencava lá fora. Serpentinas desceram do teto e repousaram em seus ombros, no chão, no balcão. Enquanto isso os outros convidados circulavam por ali, sendo que somente Jaejoong e Yunho dançavam.

Ele deveria esperar a meia noite, antes de chama-lo para um local mais reservado, antes de deixa-lo seguir sua sina. “Eu quero fazer amor com você”. Verbalizou Jaejoong, recebendo um sorriso gentil de Yunho, sabendo que um arrepio percorreu sua espinha. O moreno não respondeu, não precisava responder, ele apenas o beijou. Colou seus lábios aos dele e os tomou em um demorado beijo.

Suas línguas se encontraram como da primeira vez, mas desta vez eles eram cumplices, e tinham suas almas unidas. Yunho o amava, de um jeito único, sobrenatural, possessivo e obsessivo. Ele não se importava com mais nada, nem com ninguém, eram apenas ele e Jaejoong e sua vingança. Eles teriam que pagar pelo que fizeram, eles tomariam seu remédio, mais tarde naquela noite, eles teriam seu remédio.

De repente a agulha da vitrola arranhou e a música parou. Jaejoong parou de dançar e o segurou por ambas as mãos, enquanto os murmúrios diminuíam e um silencio aterrador tomava conta do local. Yunho olhou tudo à volta, reconhecendo algumas pessoas de fotos das matérias que ele havia lido, além das duas moças que tão generosamente se exibiram para ele meses antes, o tirando da inércia e o jogando nos braços de seu Jaejoong.

E então, o relógio soou. Uma, duas, quatro, dez até chegar a décima segunda badalada que ecoou por todo o hotel, fazendo Hyemin acordar assustada e ir em busca de seu filho que não estava deitado ao seu lado. Então estalos altos tomaram conta do local e uma grande quantidade de papéis picados caiu sobre sua cabeça e se espalhou por todo o local. E finalmente, uma voz imponente que parecia vir de lugar algum e de todos os lugares ao mesmo tempo disse:

– Retirem as máscaras! É meia-noite, retirem as máscaras!

Uma a uma, as máscaras foram ao chão, revelando os rostos dos convidados à festa. Seus verdadeiros rostos. Olheiras profundas, tão negras quanto a noite, lábios arroxeados, ou brancos em demasia, cabelos ralos, dedos inchados, unhas rachadas. Era um verdadeiro freak show. Yunho olhava para eles surpreso, enojado, porém fascinado. Então Jaejoong selou seus lábios e se afastou.

Os dedos de Yunho foram à mascara do rapaz e a ergueram de seu rosto, fitando um Jaejoong diferente àquela noite. Ele era bestial, com seus olhos brancos, os lábios roxos e a pele tão clara que era possível ver claramente as veias de seu rosto, pescoço e mãos. E as marcas dos dedos de Changmin estava ali, como hematomas bem marcados em seu pescoço. Yunho arregalou os olhos e engoliu seco, com alguma vontade de chorar.

Era Jaejoong, seu amado Jaejoong, morto. Ele não respirava, não tinha aquele sopro de vida, aquela vivacidade que o fazia correr pelos corredores daquele hotel. E ele se lembrou de quando o conheceu, do rapaz sentado à mesa, comendo aquele doce com os dedos. Dele se deitando na cama do cozinheiro, de como seu corpo magro pareceu frágil embaixo daquelas cobertas pesadas.

“Nós dois sabemos que eu não vou a lugar algum, hyung.” “Você precisa de mim, hyung” “Eu morreria por você se eu pudesse” “Você é um covarde” “Você abandonaria eles por mim?” “Eu amo você, hyung” “Nós vamos ficar juntos, para sempre”.

Aquele era o seu Jaejoong, e Yunho cuidaria mais dele se pudesse, até mesmo curaria aqueles hematomas provenientes do amor obsessivo de Changmin. Yunho o abraçou pelos ombros, com força, o sentindo apoiar a mão em seu ombro e o rosto recostado ao seu. Jaejoong fechou os olhos, enquanto o moreno sentia pela primeira vez a pele seca e fria como a neve do rapaz. E o cheiro mentolado, impregnou suas roupas e sua pele.

– Eu vou cuidar de você. – Sussurrou Yunho contra seu ouvido. – Eu vou amar você, e nunca mais vou deixar você. Vamos ficar juntos, para sempre.

– Eu sempre soube que iriamos, hyung. – Disse Jaejoong. – O que eu não sabia é que o amor após a morte é assim.

– Eu nem sabia que isso podia existir, aliás, eu não acreditava em amor, nem em vida, muito menos na morte. E aqui está você, para me mostrar que isso é possível. Vamos BooJae, vamos fazer amor. Hoje a noite é só para nós dois, e até o amanhecer as coisas terão terminado como se deve.

– Hyung, eu devo te avisar. – Disse Jaejoong o abraçando com mais força. – O cozinheiro, está chegando. Ele vai tentar te impedir e ele é bom nisso.

– O que eu devo fazer, meu BooJae? Devo esperar por ele?

– Não. – Disse Jaejoong, sorrindo discreto. – Vamos fazer amor, e deixamos o Radagast cuidar dele.

– O leão?

– Oh sim, ele teve um longo inverno, hyung e está bem faminto hoje.

Yunho sorriu discreto, mas Jaejoong estava nervoso. Ele puxou Yunho pela mão e antes deixar o salão ele viu Yoochun. Ele segurava sua máscara ao lado de seu corpo e estava desde o começo da festa recostado a uma das janelas, fitando as montanhas. Ele via aqueles faróis fracos avançando ao longe na montanha, enquanto seu coração se contorcia em agonia. E ele pensava, repetida e incansavelmente como um mantra: “Volte, Junsu. Não venha, Junsu”.

Jaejoong o tomou pela mão, e sem pressa o guiou para fora do salão. Eles deixaram para trás aqueles muitos pares de olhos que os fitavam, esperando muito deles e os admirando como casal. Sob a luz fraca e pálida do corredor, a pele de Jaejoong tornou-se novamente corada, ao menos o suficiente para simular um homem vivo. Seus olhos tomaram seu brilho natural, e os cabelos ganharam mais uma vez seu tom dourado. E era novamente seu amado Jaejoong.

No meio da escadaria, Jaejoong soltou sua mão e apressou o passo, sendo prontamente seguido por Yunho. Ele já não ouvia as vozes no andar de baixo, apenas seus passos ecoando pelo hotel e o vento que não diminuía do lado de fora. E então o zíper da roupa de pelúcia que Jaejoong abaixava, para por fim desprender de seus ombros e exibir para ele suas costas, deixando a fantasia presa à sua cintura fina tão bem delineada.

Yunho chegou a esticar o braço para toca-lo, mas de um salto ele adentrou o quarto. O rapaz encontrou o cômodo vazio, apenas a roupa de tecido mole amarrotada no chão e o barulho do chuveiro ligado, com a porta do banheiro entreaberta. Jaejoong cantarolava, enquanto esfregava os cabelos, sem pressa. Yunho retirou seu terno e o deixou ao chão, enquanto se lembrava de seu primeiro banho com ele.

“Você pode não se lembrar do que eu te falei esta noite, mas certamente vai se lembrar do meu corpo” “Como é me ver nu?” “Você briga comigo e nem se oferece para tomar banho comigo!”

As roupas de Yunho foram ao chão, uma a uma, até ele estar finalmente nu. Jaejoong o olhou fascinado como da primeira vez, excitado como quando deixou suas mãos escorregarem por sua pele morena até eles se darem por satisfeitos. Jae abriu os braços o convidando para unir-se a ele. Ele viu o rapaz abrir aquele adorável sorriso que ele tanto amava e o abraçar pelos ombros assim que ele se aproximou. A água morna umedeceu seus cabelos, enquanto seus lábios se encontravam novamente.

Seus corpos se recostaram e suas peles se reconheceram como almas gêmeas. As mãos de Yunho o envolveram pela cintura, enquanto o rapaz saltava e prendia as pernas em torno de seu corpo. O moreno sentia o volume entre as pernas dele e ao contrário do começo, aquilo não era um incomodo, e sim um prazer, uma reafirmação de que aquele homem em seus braços o amava e o desejava tanto quanto ele.

Os lábios de Yunho desviaram para o pescoço do rapaz, deixando beijos estalados e macios ali. Ele sabia que aquela era uma região sensível e viu perfeitamente como já fora abusada. Agora Jaejoong merecia apenas carinhos em seu pescoço, e aqueles beijos que ele tanto gostava. O loirinho perdeu a força nas pernas e se obrigou a se apoiar no chão novamente, enquanto sentia os beijos quentes do rapaz naquele local em específico.

Os joelhos de Jaejoong falharam e ele caiu ao chão, ainda agarrado ao corpo do rapaz. Seus lábios grossos deixaram um beijo quente em seu umbigo e lambeu os pelos finos de seu abdômen. Yunho gemeu, baixinho, mas em tom suficiente para chamar a atenção do loiro. Jaejoong escorregou as mãos por suas coxas até o membro do rapaz e finalmente agarrou-o, o acariciando sem pressa.

Foi a vez do corpo de Yunho ceder e ele escorregar ao chão, ainda de frente para o rapaz. Jaejoong posicionou-se em seu colo e continuou o acariciando, sentindo seu membro se enrijecer contra seus dedos, gradualmente ganhando volume. Jae sorriu ao vê-lo se excitar, ao sentir entre seus dedos o quanto ele o desejava. Seus lábios selavam beijos estalados, intercalados com sorrisos e declarações sussurradas de amor.

A mão de Yunho finalmente agarrou o membro de Jaejoong, e seus dedos trataram de acaricia-lo por ali também sem pressa alguma. O membro do loiro já estava apropriadamente rígido, o deixando por demais tentador. Yunho queria sentir todas aquelas sensações novamente, ele queria que aquela noite fosse completa, única e não poderia termina-la ali, no chão do banheiro. Ele o beijou mais uma vez e se levantou.

Jaejoong imediatamente entendeu seus sentimentos e se levantou juntamente a ele. Antes que pudesse evitar, Yunho o tomou nos braços, e o ergueu em seu colo. O loirinho deu uma risada gostosa e o agarrou pelos ombros, enquanto era carregado em direção ao quarto. Ele o deixou sobre a cama, o posicionando com delicadeza, de forma que o rapaz ficasse confortável sobre os travesseiros. E então, ele deitou-se sobre Jaejoong.

Suas pernas automaticamente se afastaram, para recebê-lo entre elas. Yunho então decidiu que beijaria cada pedaço do corpo daquele homem, começando por seus lábios, então seu pescoço, ombros, braços a mão e a ponta de seus dedos. Em seguida ele desceu o corpo e beijou seus pés, subindo por suas pernas, coxas, virilha e finalmente chegando ao umbigo. Yunho só se deu por satisfeito ao parar em seus mamilos, dando uma atenção especial a eles.

Eram tão pequenos e delicados, e se eriçavam a qualquer movimento de seus lábios. Yunho não os maltratava, apenas se deliciava com sua textura fina e seu sabor que se misturava ao cloro da água do chuveiro. Yunho se afastou lambendo os lábios, o vendo se arrastar na cama e virar-se de costas para ele, encurvando seus quadris e silenciosamente oferecendo-lhe suas nádegas para que elas também recebessem alguns beijos.

Yunho chegou a rir discreto, amando a maneira como o rapaz se oferecia a ele. Ele beijou-lhe mais uma vez o ombro e desceu os lábios sobre a linha de sua coluna espinhal que fazia uma belíssima curva em direção à parte mais deliciosa de seu corpo. E finalmente ele deixou os beijos em suas nádegas, também deixou apertões e mordidas até marca-las como desejava. Jaejoong sorria contra o travesseiro, e o apertava entre seus dedos.

Yunho as separou sem pressa e visualizou sua entrada, que parecia especialmente apertada naquele dia. Ele lambeu sua entrada com vontade, o sentindo se contorcer e gemer. Jaejoong se empinava, movia os quadris e pedia por mais, entre gemidos e súplicas. E Yunho daria a ele, tudo o que ele pedisse e se estivesse ao seu alcance ainda mais do que sua imaginação pudesse desejar.

Yunho finalmente se afastou, limpando os lábios com as costas das mãos. Ele o agarrou pelos quadris e o ergueu, o deixando apoiado somente por seus joelhos. Jaejoong não fazia questão alguma de se mover, apenas desejava ser dominado, da maneira como só seu amado sabia fazer. Somente Yunho o conhecia o suficiente, para abusa-lo sem feri-lo, para fazê-lo sentir dor, sem que aquilo afetasse as ondas de prazer que percorriam por seu corpo.

Jaejoong sentiu a glande macia, morna e úmida recostar-se confortavelmente contra sua entrada, e então ele decidiu força-la. Yunho mantinha uma das mãos apoiadas nas nádegas do rapaz, enquanto seu membro escorregava com alguma dificuldade para seu interior, sendo recebido aos poucos pelo corpo do rapaz. O peso do moreno pendeu sobre o do outro e ele se apoiou no rapaz, enquanto seu quadril afundava contra o dele.

Jaejoong gemeu alto e afundou o rosto contra o travesseiro. Seus dedos se fecharam contra os lençóis os amassando em sua mão. Yunho não esperou e começou a ondular seus quadris contra as nádegas do outro, sentindo seu membro sair brevemente de sua entrada e enterrando-se contra ela novamente. Ele afundou o rosto nos cabelos macios do rapaz, e seu cheiro o inebriou, tão aconchegante e excitante.

Jae esticou o braço e agarrou a cintura de Yunho o arranhando ali. Ele estava imobilizado, vulnerável e completamente entregue. O loiro não podia sequer se tocar se o rapaz não permitisse, e talvez não o fizesse aquela noite se seu amado não o desse o espaço necessário. Yunho o agarrou pela cintura e seus dedos se fecharam na franja do rapaz, puxando seu rosto para cima.

O gemido de Jaejoong ecoou pelo quarto, enquanto seus braços empurravam o colchão, fazendo seu corpo pender na direção do moreno. Yunho o agarrou pela cintura e sentou-se sobre seus calcanhares, sentindo o peso do rapaz cair sobre o seu. Foi a vez do loiro guiar, movendo seu quadril o ondulando contra o membro do outro, aproveitando-se da sensação dele em seu interior.

A mão de Yunho escorregou por seu rosto, até o rapaz sugar um se seus dedos deliciosamente. Jaejoong ergueu um dos braços e o agarrou pelos cabelos o puxando com certa violência. Ele não queria se tocar, não enquanto estava se aproveitando da sensação de sua entrada sendo abusada tão deliciosamente. E o melhor, Yunho o pertencia e ele sabia que o rapaz finalmente havia entendido sua obsessão por pertencimento.

Jaejoong virou o rosto e fitou o rapaz de canto. Yunho tinha os olhos vidrados em seu corpo, pois não desejava esquecer-se de nenhum pedaço daquela pele macia e clara. “Eu te amo, Yunho, eu te amo.” Balbuciava Jaejoong, ainda com os dedos do outro rapaz presos aos seus lábios. O moreno beijava-lhe a orelha e prendia entre seus lábios o lóbulo macio e frio da mesma.

Aquela pele fria que Jaejoong sempre contrastava com a sua, como se alguém passasse gelo em seu corpo após passar o dia todo no sol escaldante da Califórnia. Era delicioso, refrescante e ao mesmo tempo excitante. Foi assim, preso longe do inverno do Overlook que Yunho descobriu seu fetiche por temperatura, o que tornava seu companheiro perfeito para fazer amor.

Yunho aumentou a velocidade, pois precisava chegar ao êxtase máximo. Ao perceber a urgência que tomou os movimentos de seu amado, Jae agarrou seu próprio membro e finalmente começou a acaricia-lo. Seu braço se movia com voracidade contra si mesmo, aumentando drasticamente sua excitação. Ele sabia que não se demoraria ali, apesar de fazer questão de sentir primeiro o orgasmo de Yunho.

O moreno estava bem próximo, próximo o suficiente para ter dificuldade em segura-lo como deveria. Yunho aumentou a velocidade de seus quadris e o guiou até a beirada da cama, deixando o rapaz se apoiar ali. Jaejoong apoiou ambas as mãos no estrado, enquanto desajeitado, jogava seu peso contra seu amante.

Ele o queria todo em seu interior, enterrado contra seu corpo, o dominando em sua totalidade. Jaejoong o amava e sentia-se completo como nunca em sua existência. Yunho era sua alma gêmea, e ele deveria juntar-se a ele, antes do fim daquela noite. O moreno sabia que ia chegar ao clímax, assim ele o agarrou pela cintura e afundou-se contra seu corpo, colando sua virilha às nádegas dele.

Jaejoong eriçou o corpo, tal qual um felino. Ele sentiu a glande do rapaz tocar ao máximo sua próstata, e assim, Yunho liberou seu prazer. O loiro o sentiu, no fundo de seu corpo com jatos mornos de sêmen em seu interior. Assim, ele se deu por satisfeito e permitiu seu corpo relaxar e assim, seu orgasmo chegou. Yunho o abraçou com força, enquanto ele ainda sentia os espasmos percorrerem seu corpo.

Eles caíram sobre a cama, abraçados, enquanto seus membros perdiam a rigidez e voltavam ao tamanho normal. Yunho sorriu, enquanto o loiro com a pele gelada se aninhava contra seu corpo, enquanto seu suor gelado era absorvido pelos lençóis. Jaejoong voltou-se para ele, buscando seu olhar, e o encontrando, apaixonado como deveria ser. Jae retribuiu seu sorriso, erguendo uma das mãos e retirando os cabelos negros de seu rosto.

– Eu amo você, BooJae.

– Eu também amo você, meu Yunho-hyung. – Disse Jaejoong o segurando pela mão, cogitando dormir ali mesmo.

– Não pode dormir Jaejoongie. – Disse Yunho também sonolento. – Eu preciso da sua ajuda.

Jaejoong suspirou pesadamente, visivelmente preguiçoso de sair dali. Ele se aninhou mais em Yunho, pronto para receber mais carinhos, entretanto um som diferente chamou sua atenção. O moreno demorou mais para percebê-lo, mas logo o barulho tornou-se claro. Era um motor, parecia fraco, prestes a entrar em colapso. Então os faróis altos iluminaram sua janela e então apagaram.

Eles ergueram o tronco sobre a cama e viram ao longe, o snowmobile parado na entrada do local. Yunho não podia acreditar que alguém havia chegado ali, não no meio daquele inverno tão rigoroso. Afinal, por que alguém iria querer alcançar o hotel? E afinal, o que seriam de seus planos com outra pessoa no local? Jaejoong por sua vez parecia mais urgente, e incrédulo do que ele.

– O cozinheiro! – Alertou Jaejoong. – Vamos, hyung, vamos!

– Vamos, mas eu não posso ir de mãos vazias. – Disse Yunho se levantando e agarrando suas roupas íntimas, finalmente lembrando-se do aviso do loiro.

– Espere, eu vou te dar algo. – Afirmou Jaejoong colocando sua cueca e abrindo a porta do armário. De uma das prateleiras, ele retirou um pequeno machado afiado. – Use isso, até chegar à cozinha, lá você pode escolher uma faca.

– Vai dar tudo certo, não vai Jae?

– Eu confio em você, hyung. – Disse Jaejoong, sorrindo ao se aproximar do rapaz e entregar a ele a pesada arma. – Eu amo você.

Yunho suspirou pesadamente. Ele vestiu-se, pegou o pequeno machado da mão de Jaejoong e voltou-se para a porta. Jaejoong o observou com o olhar, e um sorriso sádico no rosto. Ele então pegou seu canivete, o testou para ver se ele estava devidamente afiado e finalmente saiu no encalço de seu amante.

Ao sair do cômodo, Yunho sabia que o hotel estava a seu lado, que ele o queria tanto quanto ele queria seu Jaejoong. Ele o sentia, ouvia seus sussurros soltos no vento. Seus passos ecoaram apressados escadaria abaixo, movendo o machado no ar, ao testar a força de seus músculos. Yunho o esperaria na entrada, se é que ele conseguiria atravessar o jardim.

Junsu finalmente viu a entrada do hotel. Ele diminuiu a velocidade e a primeira coisa que percebeu foi a luz do salão acesa. Ele desceu do veículo e limpou o excesso de neve em suas roupas. A neve ali estava alta e ele teria dificuldades para chegar à entrada. Mas ele precisava entrar, precisava ajudar o menino e com alguma sorte tirar ele dali antes que o hotel o engolisse.

Junsu respirou fundo, tomou uma boa dose de coragem e atravessou o portal. Um vento forte ricocheteou nas paredes do hotel, uivando alto e o deixando brevemente acuado. Junsu cruzou os braços em frente ao peito e encolheu os ombros. Ele deu mais alguns passos e então percebeu o jardim morto, com exceção de uma planta. Ele olhou para a porta e apertou o passo, e então ele ouviu.

O Overlook não o queria ali e o primeiro que se manifestou, foi Radagast. Junsu já o vira se mover algumas vezes, mas nunca passou disso. O vento diminuiu, e então um silencio mórbido tomou conta do local. Junsu parou de andar e esperou, afinal, aquela calmaria não era natural. Então ele ouviu, um rugido alto e claro, que cortou o ar e o ameaçou intimamente. Ele lentamente olhou para trás e algo que ele não esperava aconteceu.

O leão Radagast rugiu, saltou e começou a correr em sua direção.

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