Capítulo 11 – In the dark

in the dark

A biblioteca era naturalmente um local silencioso. Haviam apenas passos, não mais tão apressados entre as grandes estantes abarrotadas de livros. O semestre havia terminado e agora estavam ali apenas os que precisavam estudar para as provas finais. O silêncio era quebrado esporadicamente por páginas virando e alguns suspiros pesados e visivelmente cansados.

 

Yoochun havia passado de ano com facilidade, ao contrário de seu namorado que teve semanas difíceis e fazia sua última prova naquela manhã. Enquanto Junsu se esforçava em seu curso, Micky seguia para a biblioteca a fim de devolver seus livros. E eram muitos deles. O rapaz andava desajeitado, tentando equilibra-los em seus braços. Ele tentava enxergar seus pés, e andava com cautela, pensando o quão ridículo pareceria se tropeçasse.

 

Ainda assim, atento aos seus passos, Yoochun foi incapaz de perceber que a porta da de vidro da biblioteca estava fechada e esbarrou diretamente contra ela, causando um estrondo no local. A maioria de seus livros foi ao chão e ele soltou um xingamento alto em inglês: “Fuck!!”. Assim que ergueu o olhar, pensando em como iria pega-los ali ao chão, enquanto tentava lidar com os olhares enviesados dos estudantes da mesa.

 

Foi quando finalmente Micky reparou nele. O rapaz caminhava em sua direção com alguma pressa e um olhar fixo em seu rosto. Era do que ele precisava, um daqueles valentões de colégio americano o empurrando para ter acesso à saída do local, típico. Ele conseguira se livrar bem deles na adolescência, teria mesmo que lidar com um ali, na saída da biblioteca? Ele suspirou pesadamente e abaixou-se na tentativa de alcançar os livros e se livrar do constrangimento ainda maior.

 

Foi quando ele percebeu os dedos finos da mão do rapaz agarrarem um dos livros e o abraçar com o braço contrário, e em seguida fazer o mesmo com outro até uni-los em seu colo. Micky ergueu-se e caminhou ao lado dele até o balcão de devoluções, onde ambos deixaram os livros. Desta vez ele o olhou com mais intensidade, o mediu dos pés à cabeça e finalmente exibiu um discreto sorriso.

 

Yoochun sustentou o olhar, altivo e arrogante como costumava ser. O outro sustentou o olhar, como o dele, como se fosse superior a qualquer um naquela biblioteca, ou naquela faculdade. O rapaz deu a volta e apoiou o corpo no balcão de devoluções, enquanto Yoochun o contornava em uma estranha dança. A moça que recebeu-lhe os livros estava atenta à eles, principalmente á silhueta curvilínea do rapaz esguio.

 

– Muito obrigado. – Disse Yoochun, sem fazer um tom extremamente agradecido ou solicito.

 

– Disponha, aliás, qual o seu nome? – Dissimulou Yunho.

 

– Park Yoochun e o seu?

 

– Jung Yunho. – Respondeu-lhe abrindo um largo sorriso de dentes emparelhados, brancos e reluzentes. – Seu nome é muito charmoso. Você vai fazer alguma coisa agora? Podemos rachar uma cerveja se você quiser.

 

– O Junsu não gosta de bares. – Disse Yoochun, sem pensar, enquanto retirava os óculos em uma desculpa boba para não permanecer fitando aqueles olhos altivos à sua frente.

 

– Eu não chamei o Junsu, lugar de criança não é no bar. – Criticou Yunho, recebendo um olhar reprovador do outro. O moreno pegou os óculos da mão do outro e o levou novamente ao seu rosto. – Está mais bonito assim.

 

– Eu entendi adequadamente? Você quer sair comigo?

 

– Eu sou aluno de filosofia. – Disse Yunho. – Quando cansar de brincar de casinha com aquele lá, me encontre no bloco três.

 

Micky sorriu debochado e deu-lhe as costas, por mais que em seu interior algo tenha se remexido com as palavras do ousado rapaz. Era como um espelho, como seu eu de poucos meses atrás, o Yoochun de antes de Junsu. Ele deixou a biblioteca e seguiu para o portão, onde encontraria seu namorado e eles seguiriam para o jogo do rapaz àquela tarde. Junsu estava ansioso para o jogo, enquanto Micky não dispensaria de forma alguma uma cerveja para comemorar o final de semestre.

 

Junsu fora eleito o capitão do time agora que o outro havia deixado a faculdade, e ele estava particularmente orgulhoso de seu feito. Micky também estava orgulhoso dele, por mais que a parte mais interessante futebol para ele era ver seu homem de coxas largas, usando um short apropriadamente revelador. Ele sorriu discreto ao pensar no assunto, e ao cogita-lo, lembrou-se do outro rapaz.

 

Era isso, aquela falta do ato sexual estava tirando sua sanidade. Ele já falara sobre isso com Junsu, e apesar de o rapaz ter demonstrado seu interesse eles tiveram pouquíssimos momentos a sós. Micky pensou nisso com certa amargura , enquanto seguia para a saída onde encontraria seu amado. Ao menos naquele dia, estava nublado e ele não passaria calor, enquanto o esperava em frente ao portão principal.

 

Ele acomodou-se sobre uma mureta, enquanto ouvia musica em seus fones de ouvido como de costume. Ele viu ao longe, o rapaz da biblioteca e ele não disfarçava o que Micky e Junsu se esforçavam para esconder. Jung Yunho, alheio à ele, atravessou a rua em direção a um bar com um rapaz visivelmente mais novo preso pela cintura. O macho dominante, certamente ele era.

 

Ele estava tão distraído, que sequer percebeu quando seu namorado acomodou-se ao seu lado e colou o corpo ao seu. Junsu sorria, já usando a camisa azul do time com um sinal na manga indicando seu capitão. Micky retribuiu o sorriso e começou a calcular as horas que teria que esperar para beijar aqueles lábios que tanto gostava. O rapaz colou o corpo ao dele e pelas suas costas segurou sua mão, uma técnica que havia funcionado até mesmo em reuniões familiares.

 

– Como foi na prova, dolphin?

 

– Melhor do que o esperado, Chunnie! – Afirmou Junsu. – Você vai ao jogo?

 

– Mesmo? Que ótima notícia! – Sorriu-lhe Yoochun. – Eu não perderia a estréia do Capitão Junsu por nada neste mundo. Nem mesmo que estivesse caindo um dilúvio e você ficasse lindo com aquele short coladinho nas coxas.

 

– Como é safado! – Riu-se Junsu. – Vamos falar sobre isso novamente hoje à noite, não vamos? Sabe? No chuveiro.

 

– Depois eu é que sou o safado! – Acusou Yoochun, o agarrando pela cintura, logo que percebeu a aproximação de seus respectivos irmão. – Falamos sobre isso mais tarde, okay?

 

– Você vai dormir na minha casa hoje? – Indagou Junsu, se levantando assim que eles se aproximaram. – Posso te emprestar um pijama, o que você acha?

 

– Na sua casa? Normalmente dormimos na minha.

 

– Meus pais viajaram, vamos ficar somente eu você e o Jun. – Afirmou Junsu. – Nós podemos ficar bem a vontade e dormimos na cama de casal do meu pai.

 

– Parece bem confortável, dolphin.

 

“Chega de melação, ainda temos que nos alongar, Su! – Apressou Junho.

 

Junsu riu e correu para o lado de seu irmão, o abraçando pelos ombros. Micky permaneceu caminhando alguns passos atrás, perdendo-se na silhueta de seu namorado. Eles não levaram mais do que dez minutos para chegar ao campo, e enquanto os três rapazes seguiram para trocar de roupas, Micky comprou uma garrafa d’água e seguiu para a arquibancada. Assim que ele se acomodou, avistou seu namorado se alongando em um canto.

 

Junsu acenou para ele de longe e o rapaz o correspondeu, feliz ao percebe-lo naqueles belos uniformes. Entretanto, ele acreditou que estaria mais empolgado naquela tarde e não tão cansado, como começara a se sentir. Era estranho, ele havia andado apenas por algumas quadras. Alguém que corre três vezes por semana ao lado do namorado não deveria sentir-se assim. Talvez fosse melhor ignorar e aproveitar o primeiro jogo de seu namorado como capitão.

 

Yoochun esperava que fosse um jogo fácil, afinal, seria injusto para ele começar logo com um jogo difícil como capitão. Ele sabia que teria de aturar um temperamento irritadiço de seu namorado caso eles perdessem. Junsu era um ótimo jogador, porém demasiadamente competitivo. Ele recostou-se mais ao banco e cruzou os braços, esperando o jogo começar, e como estava cansado.

 

O jogo começou com meia hora de atraso, por conta do capitão do outro time. Um rapaz alto e com ares quase tão arrogantes quanto os de Yoochun. Ele cumprimentou seu Junsu com certo desprezo e aquilo o irritou brevemente. Ele não gostava que seu amado Junsu fosse tão veementemente ignorado. Seu namorado por sua vez, pareceu não se importar, apenas desejava ganhar o jogo.

 

Micky sentiu as horas se arrastarem, por mais que fosse um jogo emocionante e relativamente fácil. Mesmo o intervalo, em que ele saiu para comprar um suco de laranja, pareceu mais longo que o normal. Ele queria deitar-se e descansar por algumas horas, daria tudo por um descanso. Yoochun sentou-se novamente em seu canto e apoiou a testa nos joelhos, buscando o a calmaria que seu corpo pedia.

 

Ele sequer viu o gol de seu irmão mais novo, afinal, parecia uma tarefa demasiadamente difícil se levantar daquela posição. Foi quando ele concluiu que não estava passando bem. Talvez sua pressão estivesse baixa, mas ele estava bem alimentado e o dia não estava assim tão quente. Estava até fresco e com uma brisa agradável. Por que então ele sentia seu corpo tão pesado quanto quando estava com uma forte gripe?

 

Nada doía, nada o incomodava, não fosse o peso em seus ombros. Micky suspirou pesadamente e ergueu os olhos, percebendo o jogo chegar aos poucos ao seu final. Ele ergueu o tronco e apoiou as mãos ao lado do corpo, se forçando a levantar, sem sucesso. Aquilo verdadeiramente o assustou e se ele não conseguisse mais levantar? Foi quando a vertigem o atingiu em cheio e antes que pudesse avisar alguém, tudo apagou.

 

Yoochun nunca havia desmaiado antes. Nunca tivera essa mistura de enjoo e vertigem, nem os arrepios na pele, nem o suor frio nas mãos. Ele jamais saberia dizer onde aquela fraqueza incontrolável o levaria e quando notou, estava deitado contra o assento frio de concreto da arquibancada.

 

A primeira coisa que ele notou foi o sol machucando seus olhos e fazendo sua cabeça doer. E em seguida uma quantidade absurda de pessoas desconhecidas encurvadas sobre ele. Já a terceira sensação foi a que veio mais forte, o constrangimento. Ele havia apagado no meio da arquibancada e agora diversos desconhecidos o julgavam. Finalmente vozes conhecidas se aproximaram e Junsu empurrou um rapaz com violência para ajoelhar-se ao seu lado.

 

Yoohwan empalideceu e sua boca secou ao ver seu confuso irmão se levantando com dificuldade. Ao percebe-lo ali, Micky estendeu a mão em um pedido mudo de ajuda, o deixando ainda mais assustado. O mais velho era sempre muito orgulhoso, não gostava de pedir ajuda, o pedira pouquíssimas vezes. Ele o ajudou a se erguer de imediato, pensando se deveria pedir por uma ambulância ou algo parecido.

 

Junsu apoiou a mão em seu ombro e o disse que eles deveriam tirar o rapaz dali para que ele pudesse respirar apropriadamente. Yoohwan o agarrou pelo pulso e o abraçou com firmeza, o afastando dos olhos curiosos, sendo seguido somente pelos gêmeos, um deles agora visivelmente preocupado. Assim que eles atingiram a sombra, Yoochun afastou seu irmão delicadamente.

 

Ele o havia ajudado, mas aquilo era deprimente e humilhante demais. Yoohwan sabia que seu momento frágil não duraria mais do que alguns segundos e logo ele voltaria ao seu estado orgulhoso natural. Junsu suspirou pesadamente e apoiou-se ao lado do rapaz, como quando se conheceram durante os jogos universitários. Seu namorado, acariciou seu rosto e suspirou pesadamente, demonstrando sua preocupação.

 

– Tudo bem, foi só uma queda de pressão, por causa do sol. – Tranquilizou-o Yoochun.

 

– Está nublado. – Retrucou Junho. – O que você bebeu?

 

– Acha que se eu tivesse bebido até cair, estaria aqui falando com vocês? – Disse Yoochun, rindo-se. – Eu tô bem.

 

– Você apagou! – Desabafou Junsu. – O que você estava sentindo? O que houve? Por que não chamou ajuda? Vamos ao médico, agora!

 

 

 

Os três o olhavam com aquele ar acusatório, como quando criança seus pais o pegam em alguma traquinagem. Aquilo irritou Yoochun, afinal eles achavam mesmo que ele era algum tipo de adolescente inconsequente a ponto de beber o suficiente para desmaiar na arquibancada sozinho? Por que o tomavam por um babaca quando todos ali o conheciam o suficiente, com exceção de Junho, que sempre o tomava como babaca.

 

Junsu estava ao seu lado, e apesar de julga-lo o rapaz parecia visivelmente preocupado. Ele buscava sinais de embriagues em seu namorado e felizmente não o encontrou. Micky não estava mentindo, não estava embriagado, e ali estava ele em pé ao seu lado, exibindo aquela feição orgulhosa e defensiva de quando não queria responder perguntas básicas. Seus braços estavam cruzados em frente ao peito, enquanto a cor parecia voltar aos poucos para seu rosto.

 

Finalmente Yoohwan se afastou, parecendo estar disfarçando algo. Logo que percebeu que ele estava chamando por uma ambulância, Yoochun gritou com ele. Aquilo tudo era exagerado demais, e eles reagiam como se algo estivesse terrivelmente errado com ele. Nada estava errado com ele, não fosse sua provável pressão baixa. Uma pequena porção de kimchi certamente resolveria o problema. Ele se aproximou do mais novo que parecia agora chateado e tomou-lhe o telefone.

 

– Não precisa! – Ralhou Yoochun. – Eu estou bem, só tive uma queda de pressão, não precisa disso!

 

– Como você sabe, você mediu a pressão, hyung? Eu só vou chamar…

 

– Não vai chamar nada! – Brigou o mais velho. – Eu não senti nada demais, estava apenas cansado e desmaiei, acontece! Não quero que faça tempestade em copo d’água. Já foi vergonhoso demais, okay?

 

– Está bem. – Concluiu Junsu. – Eu vou trocar de roupa e nós vamos para a minha casa. Se você me olhar torto, nós vamos para o hospital, entendeu?

 

– Mas por que a sua casa? Não podemos, sei lá, tomar algo?

 

– Está com sede, eu compro uma água para o hyung.

 

– Não. – Disse Yoochun. – Só acho desnecessário.

 

– Teimoso! – Acusou Junsu. – Quero ir pra casa ficar de olho em você, porque eu não vou ficar tranquilo até saber que você vai ficar bem.

 

– Se eu ganhar uns beijinhos, vou melhorar bem rápido!

 

– Posso dar uns tapas nele? – Indagou Junho.- Vai sarar rapidinho!

 

– Parem, vocês dois! Eu não estou brincando! – Ralhou Junsu, afinando sua voz rouca.

 

– Tão lindo quando fica bravo. – Brincou Yoochun, voltando a sentir aquele mesmo cansaço. – Eu topo ir para sua casa, e descansar um pouco, Su. Só para você ficar tranquilo, está bem? Foi só um desmaio, nada demais. Você chamaria a ambulância se fosse uma dor de barriga?

 

– Um desmaio não é só um desmaio, hyung. – Disse Yoohwan. – Se der dor de cabeça, vamos ao médico, tudo bem?

 

– Eu sempre tenho dor de cabeça, maknae! Desde sempre!

 

– Mas se você tiver hoje pode ser outro sintoma. E se o meu hyung estiver doente? E se…

 

– Aish, Yoohwan! Pare de drama, eu não vou e pronto! Se você quiser, pode ir para a casa do Su comigo, senão vá pra casa!

 

– Não brigue com o seu irmão, ele está preocupado. – Ralhou Junsu, o vendo ficar mais sério. Ele detestava ser criticado por sua decisão, e estava em desvantagem. – Eu quero que você se sente na sombra e me espere, e depois nós vamos de metrô pra casa.

 

– Eu vou ficar com ele. Disse Yoohwan parando ao seu lado, o fitando com ar sério. – Mesmo ele me tratando desse jeito.

 

Micky revirou os olhos, impaciente. Ele começava a ficar mau-humorado quando seu namorado se afastou juntamente com seu irmão gêmeo. Yoohwan parou ao seu lado, mas não falou com ele, e o cansaço estava piorando. Junsu voltou correndo, sem o cheiro de sabonete pois não haviam tomado banho. Yoohwan foi logo em seguida, também não fez questão de se lavar, e quando voltou, encontrou o mais velho com o rosto apoiado no ombro de seu namorado, fitando o chão.

 

Junsu segurou sua mão pelas costas, ao ir em direção ao mais novo. Os quatro seguiram quietos até o metrô, e assim que se acomodaram Yoochun começou a cochilar no ombro de seu amado. Eles não fizeram mais perguntas, mas notaram que o rapaz escondia mais algum sintoma, não fora apenas uma vertigem, tampouco uma queda de pressão. Quando chegou à casa de Junsu, Yoochun se acomodou no quarto de seu namorado, ele não falou nada, nem do enjoo, nem da vertigem e muito menos da dor de cabeça que sentia antes de adormecer.

 

Junsu não ficou a tarde inteira ao lado dele, apesar de checar o quarto a cada meia hora, ele permaneceu na sala assistindo a um filme e depois jogando video-game. Os três tomaram banhos demorados e ao final da tarde, Yoohwan trajava roupas largas de Junho. A noite começou a chegar, Junsu tratou de apressar um jantar, e então acordar seu namorado. Após Junho tomar seu posto e posicionar os pratos na mesa, ele seguiu para seu quarto. Lá ele encontrou Yoohwan sentado à beirada da cama, conversando com seu irmão.

 

– Está anoitecendo e eu preciso ir para casa, você dormiu a tarde toda!

 

– Eu só estava cansado. – Mentiu Yoochun, bocejando. – Já passou e eu não tive dor de cabeça!

 

– Que bom que era só cansaço, hyung, eu fiquei preocupado.

 

– Eu te tratei mal, me desculpe. – Afirmou Yoochun. – Você ficou chato hoje à tarde, nem parecia você.

 

– Eu me importei, não há nada demais. – Afirmou Yoohwan.

 

“Durma aqui hoje, Yoohwanie.” – Convidou Junsu ao adentrar o quarto. – Nós vamos ficar sozinhos, eu e o Chunnie vamos dormir na cama de casal.

 

– Durma sim, irmãozinho, é melhor do que voltar sozinho. – Afirmou Yoochun. – Estou sentindo cheiro de bibimpap?

 

– Eu fiz com muito carinho!! – Afirmou Junsu, abrindo seu adorável sorriso. – Quer me contar o que aconteceu no estádio? O que você sentiu?

 

– Quando nós chegamos eu senti cansaço. – Explicou Micky. – E foi ficando cada vez pior, até que ficou difícil assistir ao jogo. Quando eu tentei levantar, tudo girou e eu apaguei. Foi só isso, eu só bebi água quando cheguei e tenho dormido pouco por causa da faculdade. Deve ser cansaço, mas nada demais.

 

– Nada? Nem enjoo ou uma das suas dores de cabeça?

 

– Enjoo eu tive depois e agora estou com a boca seca e um pouco de fome. – Contou-lhes Yoochun. – Só isso, não estou mais cansado. Poderia sair para dançar se quisesse.

 

– Melhor não. – Disse Yoohwan. – Melhor jantarmos a comida do seu namorado e depois você pode ficar quietinho com ele.

 

– Eu topo. – Disse Yoochun o segurando pela mão. – E você? Vai gostar de ficar aqui?

 

– Vou ter uma revanche no videogame com o Junho-hyung e depois vou dormir. – Disse Yoohwan. – Não vai ser chato, só não quero incomodar.

 

– Não incomoda. Na verdade, é lindo você se preocupar com o seu irmão, mesmo ele sendo um chato.

 

– E é assim que eu descubro que ele me ama. – Ironizou Yoochun, fazendo os dois concluírem que ele estava melhor. – Quero jantar, Su!

 

– Comilão!

 

Junsu brincou e o viu pular da cama e puxa-lo pela mão. Yoohwan saiu atrás do casal, rindo de suas reações. Ainda que risse e que visse seu irmão contente enquanto puxava o namorado pela blusa, ele estava preocupado. Ele sabia que seu irmão tinha dificuldades em demonstrar carinho e em receber atenção adequada, o que tornava quase impossível se aproximar. Ele detestava demonstrar fragilidade, e disso o mais novo sabia desde criança.

 

Eles se acomodaram na mesa e serviram a deliciosa comida, vendo que Junho havia começado antes dele e já terminava sua refeição. Yoohwan conversava com Junho sobre o jogo que os de futebol, dando detalhes das jogadas que o mais velho havia perdido, mas sua mente continuava desconfiada do desmaio de seu irmão. Ele sabia que teria uma briga muito mais séria se aprofundasse o assunto, contasse para seus pais ou insistisse em sua desconfiança. Restava a ele observar e esperar que não acontecesse de novo, que fosse apenas uma queda de pressão, apenas cansaço.

 

Junsu por sua vez, tratou de mimar seu namorado. Em dias normais, ele gostaria de ser mimado, de ouvir como era o melhor jogador do time e depois ganhar beijos e um delicioso banho. Entretanto, ele levou um grande susto e seu namorado, apesar de aparentar estar recuperado, merecia sua atenção. A sensação, ainda que momentânea de perde-lo doeu em demasia. Ele sentou-se ao lado do rapaz nos fundos de sua casa, a fim de observar a noite.

 

– Sabe, Su… eu ainda quero o nosso banho. – Afirmou Yoochun o agarrando pela cintura. – E sabe? Eu não estou nem um pouquinho cansado, você está?

 

– Que safado! – Riu-de Junsu, o abraçando com força. – Mas, na verdade eu tive uma ideia para esta noite, mas quero saber se você já está forte, se não está sentindo nenhuma tontura e nenhum enjoo.

 

– Eu estou bem, esqueça isso. – Disse Yoochun, acariciando seus cabelos lisos e finos. – Qual a sua ideia?

 

– Tem uma banheira no quarto dos meus pais e você sabe, nós dois vamos dormir lá hoje. – Afirmou Junsu, sentindo seu rosto corar. – Podemos tomar o nosso banho, e se você quiser, podemos inovar um pouquinho.

 

– O que o meu Junsu quer esta noite?

 

– O que eu quero? – Indagou Junsu, lentamente se afastando. Ele ergueu uma das pernas e acomodou seu corpo no colo do rapaz. – Eu pensei que, como o meu time ganhou meu primeiro jogo como capitão, eu queria uma comemoração, digamos… inesquecível.

 

– Vamos ter a nossa primeira vez? Em uma banheira?

 

– Onde você quiser. – Disse Junsu. – Mas você lembra que havia me dito que poderíamos trocar de posição de vez em quando.

 

– Eu te prometi um banho, disso eu me lembro. – Riu-se Yoochun. – Mas estou disposto a fazer todas as suas vontades hoje, baby.

 

– Eu vou deixar você ficar por cima e bem, abusar o quanto você quiser da minha bunda. – Afirmou Junsu, voltando a corar. – Mas eu também quero a sua.

 

– Eu entendi corretamente? Eu vou ser o passivo e o ativo na mesma noite? – Disse Yoochun sorrindo, sentindo os pelos de sua nuca se eriçarem. – Ah meu Junsu, vai ser delicioso!

 

– Eu estou um pouco ansioso, não quero apressar nada.

 

– Não vamos, dolphin e eu também estou ansioso. Estou ansioso desde que nos beijamos na piscina, se você quer saber.

 

Junsu sorriu seu mais adorável sorriso e repousou as mãos nas maçãs de seu rosto, em um charme único. Incapaz de resistir, Yoochun o agarrou pela cintura e roubou de seus lábios outro selar. Seus beijos continuaram pelas horas seguintes, assim como os toques, ainda sutis e cheios de significados. Eles já conheciam suas preferências, seus arrepios e arrancavam suspiros esporádicos um do outro.

 

Junsu logo percebeu que sua sala estava silenciosa, e ao esticar o corpo viu Junho de pijamas, soltando um longo bocejo com os pés sobre a mesa de centro, uma mania de seu gêmeo que sua mãe detestava. Eles logo iriam dormir e eles teriam a privacidade necessária. Contando com isso, Junsu saiu de seu colo e o avisou que iria na frente para preparar a banheira. Yoochun percebeu uma semi-ereção entre as pernas de seu namorado e aquilo o fez salivar. Ele não via a hora.

 

Micky se levantou e sem pressa alguma seguiu para a sala, onde encontrou seu irmão com roupas visivelmente mais largas. Ele estava acomodado em uma poltrona, com as mãos atrás da nuca e olhando sonolento para a televisão. O mais velho acomodou-se no braço do sofá e cutucou o lado do corpo de seu irmão, o fazendo se contorcer e rir com as cócegas. Yoochun o abraçou brevemente pelos ombros, o fitando se acomodar ali.

 

– Você já vai dormir? – Sussurrou Yoohwan.

 

– Eu já dormi muito, vou namorar um pouco agora. – Ao terminar a frase, Micky não pôde deixar de perceber e rir internamente da feição de Junho no sofá ao lado. – Você precisa ir descansar, não demore a ir pra cama, tudo bem?

 

– Se você se sentir mal, promete que vai me chamar?

 

– Eu vou estar um tanto ocupado. – Disse Yoochun, com ar sugestivo.

 

– Eu já posso dar um tapa nele? – Manifestou-se Junho. – Eu não preciso ouvir o que vocês vão fazer hoje à noite.

 

– Não vou importunar mais vocês. – Disse Yoochun, vendo seu namorado aparecer no alto da escada, trajando um roupão de cor azul. – Boa noite cavalheiros, tenham lindos sonhos.

 

Yoohwan riu de seu comentário, ao contrário de Junho que não achou graça alguma. Micky acenou e subiu as escadas pulando alguns degraus. Junsu riu e esticou os braços, em um pedido mudo de abraço. Micky correu em sua direção e o agarrou pela cintura, erguendo seu corpo no ar e o vendo rir ainda mais alto. Sua risada sempre tão inocente, não mudara em nada desde a primeira vez que se viram.

 

Quando seus pés tocaram o chão, ele o puxou com violência para dentro do quarto, o fazendo se desequilibrar e cair sobre a cama. Junsu trancou a porta, enquanto o rapaz voltava a se sentar para fita-lo. Micky voltou-se para ele e seu namorado girou em seus calcanhares e recostou-se à porta. Da porta entreaberta de vidro ele podia ver a banheira com espumas escorrendo pelas bordas. Parecia relaxante e o cheiro da lavanda deixava tudo mais romântico.

 

Junsu se aproximou dele a passos lentos, com seus dedos afrouxando o nó em seu roupão macio e felpudo. Aos poucos o tecido revelava a regata branca e justa por baixo, e alguns vislumbres de sua boxer azul escura, delineando suas coxas grossas. Ele finalmente abriu sua roupa e deixou-a cair ao chão se exibindo, fazendo algo extremamente destemido para seus próprios padrões.

 

– Você parece ansioso, Chunnie. – Disse Junsu, sentindo sua própria voz falhar. – Fique tranquilo, tire as suas roupas e me encontre na banheira. Eu vou esperar você lá.

 

Yoochun sorriu e deixou que ele roubasse um beijo discreto. Junsu se afastou sem pressa, finalmente deixando o roupão cair ao chão e revelando suas nádegas fartas, cobertas por apenas um pedaço fino de tecido. Micky o acompanhou com o olhar, perdendo-se em sua pele, em suas curvas, sentindo seu coração falhar algumas batidas. Ele o amava, com todos os poros de sua pele, e desejava pertence-lo ao máximo.

 

Yoochun se levantou e retirou suas próprias roupas, as deixando dobradas sobre a cama dos pais de Junsu. Se soubessem as fantasias profanas que ele tivera com seu filho, talvez ele jamais pudesse se trancar ali sozinho com ele. Visivelmente mais despudorado que seu amado Junsu, ele entrou totalmente nu no banheiro, percebendo o olhar luxurioso de seu namorado sobre cada pedaço de seu corpo.

 

Junsu não precisava verbalizar, tatuar em sua pele ou pichar nas paredes de seu quarto, Micky sabia que ele o amava. Ele se aproximou da banheira, vendo o rapaz se mover ansioso. Junsu segurou a mão dele e o ajudou a entrar na banheira sem escorregar. Yoochun se acomodou sobre ele, pensando em pergunta-lo há quanto tempo ele planejava aquela noite, como a imaginava, mas as palavras pareciam ter se perdido em seu psicológico.

 

Micky escorregou, vendo a água derramar pelas bordas da banheira, a medida que ele se deitava sobre o rapaz, roubando de seus lábios mais alguns selares. Ele se deitou sobre seu namorado, apoiando os braços na beirada da banheira e seus beijos ganharam intensidade. Junsu deixou suas pernas abertas ao máximo, com os tornozelos apoiados também na beirada da banheira e seus joelhos dobrados ao máximo.

 

Junsu podia sentir o corpo todo de seu namorado embaixo d’água, seu peso sobre o próprio, seu membro roçando à sua coxa, era erótico demais, ele não estava acostumado. Yoochun desceu os lábios e atacou seu pescoço, enquanto suas mãos exploravam o corpo do rapaz embaixo d’água. Eles nunca havia ido tão longe com Junsu, mesmo nu à sua frente, ele não se permitia avançar em certos toques.

 

Junsu esticou o corpo e de um apoio próprio ele retirou uma esponja e com o objeto ele começou espalhar a espuma pelas costas e nádegas de seu namorado. Micky parou de beijar seus lábios para poder fita-lo e foi sua deixa para afasta-lo. Junsu o empurrou com ambas as mãos e sentiu em seu tato os mamilos eriçados de seu namorado. Ele deixou a ponta dos dedos acariciarem a pele escura e sensível do local, arrancando um ofego de seu amado.

 

Yoochun deixou suas mão acariciarem os cabelos de seu amado, que sutilmente o guiava para que se sentasse em seu colo. E ele o fez. Sem se preocupar se o questionariam por sua masculinidade ele acomodou as nádegas sobre as coxas de seu namorado, sentindo o volume de seu membro roçando contra o interior de sua coxa. Junsu se permitiu apalpar-lhe as nádegas, sentindo a mesma se encaixar perfeitamente entre seus dedos.

 

Micky apoiou seu rosto no ombro de seu amado, fechou os olhos e se permitiu sentir aqueles carinhos em suas nádegas. Junsu era delicado e não as apertava como ele próprio gostava de fazer, apenas escorregava as mãos, e as vezes, seus dedos brincavam de se aproximar de sua entrada. Junsu logo ganhou confiança e se permitiu tocar a entrada das nádegas do rapaz, passando a superfície de seu indicador por ali.

 

Era apertado e toda vez que ele tentava penetra-lo, parecia que se fechava mais. Ele estava preocupado em não machuca-lo, ainda sem saber que Micky já havia testado os limites do próprio corpo durante a masturbação. Yoochun o agarrou pelo pulso e escondendo o rosto em seu ombro, ele forçou o dedo do rapaz para seu interior, gemendo baixinho ao sentir-se invadido.

 

Junsu sorriu com sua ousadia, e começou a penetra-lo com seu dedo sem pudor algum. Micky ofegava, o agarrava pela cintura e se contorcia, na tentativa de conter sua própria excitação. Ele se levantou e acomodou suas nádegas contra os dedos de seu corado Junsu. Seus dedos deixaram seu interior, e acariciaram mais um pouco sua pele sensível, e finalmente o afastou para poder mover-se com mais facilidade.

 

Junsu virou-se de costas e mais água foi ao chão. Ele se ajoelhou na banheira e apoiou as mãos na beirada, agora de costas para seu namorado. Suas nádegas se empinaram em direção a ele revelando mais de sua pele. Era uma visão deliciosa, suas costas largas e bem torneadas, a curvatura de sua lombar, e finalmente com a água ainda escorrendo, suas nádegas fartas e belas. Ele repousou a mão na parte favorita do corpo do rapaz, a apertando e em seguida se aproximando dele.

 

Yoochun colou o corpo ao dele, deixando uma mordida em seu ombro. Junsu deixou seu gemido ecoar pelo banheiro, enquanto sentia o falo do outro roçar em suas nádegas e ele desejou ser penetrado, com força, com voracidade. Micky repetiu seu ato e o penetrou com um dedo, e depois com dois, sentindo Junsu ondular seus quadris em sua direção. Era tentador demais, ele precisava tê-lo.

 

– Chunnie, precisamos de lubrificante.

 

– Do que? Por que?

 

– Eu li na internet, senão dói. – Disse Junsu, esfregando sua nádegas contra ele. – Vamos para o quarto.

 

Yoochun deixou um beijo em seu ombro e o segurou pela mão para que eles saíssem dali. Junsu não se deu ao trabalho de escorrer a água da banheira, nem pegar a toalha. Ele puxou seu namorado para fora do banheiro e retirou da gaveta dois sachês de lubrificante e um pacote de preservativos. Ele parecia incapaz de esperar, o queria em seu interior, mas Yoochun sabia que ele merecia mais.

 

Micky o viu deitar-se na cama e abrir um dos preservativos diante de seu rosto. Enquanto isso ele se acomodou entre suas pernas e começou a beijar suas coxas. Junsu já descartava a embalagem, quando percebeu os lábios de seu namorado cada vez mais próximos de sua virilha. Ele ousou aaquela noite, deixando lambidas deliciosas na pele sensível entre seu membro e sua coxa, assim como em seus testículos.

 

Finalmente ele agarrou-lhe o membro pela base e o acariciou lentamente, percebendo sua textura, o considerando não muito diferente do seu apesar de ser um tanto menor. O pré-gozo de Junsu umedeceu a ponta e seus dedos hábeis o espalharam por ali, aquele cheiro de sexo o excitou ainda mais, causando um acúmulo de saliva em sua boca. Ele então o abocanhou, o deixando escorregar para sua boca.

 

Junsu conteve um gemido, mordendo o lábio inferior. Seus dedos agarravam os cabelos de seu amante, o puxando com veemência. Ele não perdoava, e investia seu quadril contra sua boca, em uma busca desesperada por mais contato, mais velocidade. Yoochun se afastou para deixar uma mordida em suas nádegas, erguendo suas pernas por baixo dos joelhos para alcançar o local. Aproveitando seu novo posicionamento ele pegou o sachê de lubrificante e o rasgou com certa pressa.

 

Ele espalhou o gel pelo local e com o dedo indicador, o penetrou sem pudor algum. Assim como o seu, o interior de Junsu era apertado e seus anéis se fechavam contra seu dedo. Junsu gemeu discreto, tentando se acostumar com a nova sensação. Aos poucos seu corpo parecia ceder e abrir um espaço confortável para o segundo dedo e depois para o terceiro, até ser o suficiente para seu membro adentrar. Junsu colocou o preservativo em seu namorado, e depois em seu próprio membro, na esperança de não ter mais que se preocupar com eles.

 

Yoochun o agradeceu com um beijo na boca e o deixou voltar a posição submissa, agora devidamente lubrificado. Ele se ajeitou entre suas pernas, o agarrou pelas coxas e o penetrou lentamente. Junsu sentia uma dor leve em seu interior que aos poucos foi piorando até ele senti-lo por completo. Em seguida ele relaxou, já estando preparado, aquela dor logo cessaria e ele aproveitaria-se da sensação de ser dominado por outro homem.

 

Micky já não era tão paciente, seu corpo começou a se mover ritmado assim que o penetrou por completo. Aquela era uma sensação diferente, única e jamais ele sentira tanto prazer ao longo de sua vida sexual. Era como se sentir completo, como sentir o prazer percorrendo por cada poro de sua pele. Junsu o amava, ele lia aquele amor em seus olhos e naqueles lábios grossos entreabertos.

 

Junsu sentou-se e agarrou seu corpo com firmeza, ondulando o quadril em direção a ele. Micky o içou pela cintura, o sentando em seu colo, sentindo sua pele ainda mais lisa em função do suor que escorria por suas costas. Junsu arranhava seus braços, seu pescoço e até mesmo seu maxilar, deixando sua pele irritada e sensível. Ele desejava terminar aquilo ali mesmo, mas havia algo que ele desejava experimentar.

 

– Chunnie… Chunnie, eu preciso…

 

– Do que o meu gostoso precisa?

 

– Ficar por cima, você prometeu Chunnie!

 

– Agora? Eu estou quase lá.

 

– Chunnie…

 

Yoochun entendeu mais aquele capricho de seu namorado. Ele o viu diminuir o ritmo e parar, finalmente desviando o olhar. Foi quando ele percebeu que estava a mercê daquele homem, que faria suas mais absurdas vontades apenas para poder provar daquele corpo mais uma vez. Junsu ergueu-se de seu colo e ajoelhou-se sobre o colchão, enquanto o esperava se posicionar. Micky o fitou confuso, sem saber adequadamente em que posição ficar e seu amado o guiou.

 

Junsu o puxou pelo pulso e apontou para que o rapaz se sentasse na cabeceira da cama, e ele o fez já com as pernas abertas. Micky espalhou lubrificante e então no membro de seu amado que posicionava as mãos por baixo de seus joelhos e os erguia o máximo que sua flexibilidade permitia. Seu quadril escorregou o deixando em uma posição que não poderia ser caracterizada com deitada, tampouco sentada.

 

Junsu ajoelhou-se à sua frente e puxou as pernas do rapaz para envolve-lo pela cintura, e assim ele escorregou em direção ao seu membro, lenta e gradativamente. Estranhamente ele se sentiu imediatamente confortável com aquela invasão. Talvez todas as vezes que seus dedos passearam por aquela região durante a masturbação o fizeram ignorar a dor que deveria sentir, ou ele estava excitado demais para percebe-la. Junsu começou a se mover quase imediatamente, pois aquela sensação em seu membro o deixaram por demais excitado.

 

Micky apoiou os pés no colchão para poder jogar os quadris em sua direção e controlar a direção dos movimentos, entretanto era impossível ditar a ele o ritmo, e Junsu não sabia controlar sua força. Logo seus movimentos ganharam muita intensidade, foi quando seu namorado começou a sentir dor. E ainda com dor, ele não queria parar, pois sentia-se completo como jamais se sentira em toda sua vida.

 

Yoochun pertenceu a Junsu naquela noite como jamais pertencera a ninguém. Ele estava frágil, vulnerável e ainda pedia por mais, com seus gemidos abafados por seus dentes que se mantinham cerrados. Era tão bom quanto domina-lo, ele estava a um passo do clímax, bastava um toque, apenas um estímulo e ele seria incapaz de segurar. E Junsu o fez, ainda que inconscientemente.

 

Sua mão agarrou o membro de seu namorado para masturba-lo, mas sequer precisou mover a mão, pois assim que o manuseou seu próprio órgão tocou a próstata do rapaz. E Micky se contorceu, seus músculos se enrijeceram e ficaram ainda mais visíveis, para por fim ele liberar seu sêmen no preservativo que ainda o protegia. O corpo de Yoochun caiu pesado sobre a cama, enquanto seu namorado sutilmente saia de seu interior.

 

Antes mesmo de seu fôlego voltar, Yoochun se moveu, pendendo seu corpo em direção ao seu amado. Ele engatinhou sobre a cama e deitou-se com sua barriga sobre o colchão, retirando o preservativo que já incomodava Junsu. E finalmente ele voltou a abocanhar seu membro, pois desejava que ele tivesse seu próprio final feliz. Junsu, agora satisfeito por ter ocupado as duas posições jogou-se sobre a cama e aproveitou da deliciosa sensação.

 

Ele o agarrou pelos cabelos e os movimentos do rapaz aumentaram de velocidade, ele já não aguentava mais. Também enfraquecido e cansado ele cedeu. O orgasmo de Junsu veio mais demorado e um tanto mais intenso. Seu sêmen saiu e se depositou nos lábios de seu amado que o engoliu sem pensar duas vezes. Somente quando seu corpo se acalmou, Yoochun se afastou e acomodou-se na cama com os lençóis amarrotados.

 

Suas respirações altas e ofegantes tomavam o quarto, enquanto ambos fitavam o teto branco com a lâmpada apagada. O suor ainda escorria pela pele dos dois, pingando nas pontas de seus cabelos. Simultaneamente eles volveram o corpo em direção ao outro e seus olhares se encontraram na escuridão. A mão de Junsu segurou a de seu amado, sorrindo com ar cansado.

 

– Yoochunnie? – Chamou Junsu, ainda rouco e ofegante.

 

– Diga, meu gostoso?

 

– Eu amo você. – O rosto de Junsu ganhou uma coloração rosada, quando ele deu continuidade. – Achei que era um bom momento para te falar.

 

Micky riu, uma risada gostosa, tranquila que brincou nos ouvidos de seu amado. Ele virou o corpo em direção ao rapaz, abraçou sua cintura e deixou uma mordida leve em seu pescoço, no lóbulo de sua orelha e também sussurrou contra seu ouvido:

 

– Eu também amo você, Su.

 

O sorriso de Junsu iluminou-se em seu rosto. Aquele sorriso inocente que ele tanto amava estava ali, tendo como testemunha somente os olhos negros de Yoochun e as paredes brancas do quarto espaçoso. Então, as feições de Junsu ganharam um ar travesso e ele jogou o corpo sobre o de seu namorado, seus lábios se uniram, seus olhares se encontraram e eles começaram tudo outra vez.

 

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