Capítulo Único

fanfiction-jyj-torture-garden-1683608,030320141701

Ele apertou o cachecol cinza em torno de seu pescoço. Seus cabelos castanhos escondiam parte de seu rosto, e o casaco preto e comprido não valorizava suas formas porém ajudava a manter a discrição. Seus passos soaram no chão úmido da pequena escadaria, que findava em uma porta escondida um andar abaixo. Seu corpo alto e magro desaparecia da calçada ao chegar no último degrau, e mesmo para os olhares mais atentos, era impossível ver o que realmente havia por trás daquela porta.

Era uma porta comum, qualquer um que a visse durante o dia, diria ser apenas uma casa abandonada. A tinta escura estava descascada, não tinha trinco algum por fora, apenas a pequena campainha presa à parede. O rapaz apertou o botão, sem ouvir absolutamente nada. Uma pequena fresta se abriu e olhos grandes com uma maquiagem pesada o analisaram, ele olhou em volta, baixou o rosto, aproximou os lábios e disse: “Bloody Rose”.

E silenciosamente a porta se abriu. A mulher por trás dela usava um espartilho preto de couro e uma calcinha do mesmo tecido. Suas belas pernas estavam cobertas por uma meia arrastão e ao final, um sapato escuro e com um salto que a deixava quase de seu tamanho. Seus cabelos negros presos em um coque justo com gel e os lábios delineados pelo seu batom vermelho. Uma belíssima mulher, se ele se interessasse por elas.

Ele passou por ela sem olhar, e sem falar mais nada, sentindo-se eufórico. A senha para aquele lugar era algo complicado de conseguir. Seu namorado não gostava daquele fetiche, então buscava nos cantos mais obscuros da internet e em sex-shops específicas, e dava para ele a senha, de forma a satisfaze-lo. Medroso como era, Kyuhyun jamais havia entrado ali antes, apenas o permitia ir algumas poucas vezes do ano, quando ele merecia.

Aquela noite, era o segundo presente de aniversário que ele ganhara naquele ano. Kyuhyun deu a ele uma carteira cara, e o passe para aquele lugar. Em compensação, Changmin deu a ele uma viagem a Jeju, uma espécie de lua-de-mel. Ele era Changmin, e apesar de seu namorado saber disso, ninguém ali sabia. Dentro do Torture Garden, ele era apenas Shim, o voyeur mais silencioso que eles conheciam.

Vez ou outra, Changmin manuseava algum chicote ou brinquedo, mas em geral, ele gostava de assistir, e era um ótimo espectador. Ele não desejava tocar em nenhum dos submissos ali, tampouco chamava a atenção dos dominadores, e por não tomar seus papéis ele era tão bom em seu discreto fetiche. Suas mãos jamais tocavam aquelas pessoas, pois era o combinado com seu namorado, ele apenas assistiria, e se a necessidade o tomasse, ele poderia torturar alguém, mas jamais tocar.

Ele atravessou um estreito corredor com quadros de imagens sangrentas e grotescas, e finalmente entrou na sala circular. Nela, uma infinidade de chicotes estava exposta na parede, bem como palmatórias, amarras, cordas, coleiras, máscaras, correntes e para os mais radicais, lâminas, adagas e afins. Changmin foi ao pequeno bar em um canto e pediu uma taça de vinho, pagou por sua entrada e seu consumo, para finalmente acomodar-se em uma poltrona enquanto silenciosamente fitava alguns casais flertando.

Até então nenhum deles o interessara. A sala circular era para isso, encontrar seu parceiro, pegar seus brinquedos e seguir para o segundo andar. Lá, haviam várias portas com pequenos quartos circulares. Os gritos ecoavam pelos corredores, assim como os gemidos. Changmin poderia observa-los por buracos estratégicos na porta, mas ele gostava que soubessem de sua presença inanimada.

Ele saboreou sua bebida sem pressa, analisando as pessoas do cômodo. Alguns casais já vinham preparados, alguns trocavam, mas em geral o dominante mantinha-se com seu parceiro fixo. Ele entendia sobre o fetiche, sabia que era complicado machucar alguém que ainda não conhece seu potencial, do qual não tivera ideia alguma de seus limites. Era melhor fazer com seu amante ou namorado.

Changmin virou o último gole, quando ele percebeu um casal. Era o tipo que ele mais gostava. Dois homens, um deles com trajes sociais negros, um delicioso perfume, sapatos bem lustrados e os cabelos bem penteados. Seu companheiro, com cabelos descoloridos que caíam em seus olhos, a regata branca revelava um físico bem cuidado e a calça de couro justa em suas pernas, as mãos amarradas por uma corrente que o outro puxava e seu olhar sempre no chão. O escravo perfeito.

O olhar do mestre encontrou o de Changmin e seus pensamentos sincronizaram. Era o voyeur perfeito. Ele deu um puxão na corrente e o submisso se aproximou, ele puxou-lhe os cabelos e falou coisas em seu ouvido, o vendo se contorcer discretamente. Ele não deveria se contorcer, seria castigado por isso. Após ouvir as instruções, o loiro foi até o bar e comprou uma dose de soju, seguiu até Changmin e ao se aproximar ajoelhou-se à sua frente.

Como bom escravo, ele não ousou trocar olhares com o voyeur escolhido. Seria intensamente castigado se o fizesse. Claro, o loirinho era normalmente teimoso pois gostava dos castigos, mas ele tinha maiores planos para a noite. Ainda silencioso, Changmin aceitou a bebida e a engoliu em um único gole. Então ele disse, em um tom alto o suficiente para que apenas Changmin captasse seu interesse:

– O mestre Yunho deseja que você esteja presente esta noite. Ele tem observado você, e quer que você nos observe. O mestre disse que você deve pegar a chave no meu bolso, nem a porta, nem o olho mágico estarão disponíveis pois minha pele pertence a ele e somente ele decide quem pode ver. Esperaremos por você no quarto 600, e o mestre Yunho espera que você aproveite a vista.

Ele terminou seu discurso tão repentinamente quanto começou. O loiro virou de costas e empinou as nádegas a ele. Do bolso traseiro de sua calça, Changmin retirou uma pequena chave dourada. Assim o escravo retornou para junto de seu mestre, ajoelhando à sua frente, enquanto o esperava concluir seu próprio drink. Yunho finalmente desviou o olhar para ele, que mantinha a cabeça baixa, com os cabelos cobrindo seu belíssimo rosto.

Ele havia conhecido Kim Jaejoong ainda na faculdade. Enquanto ele se esforçava em seu curso de direito, Jaejoong era atendente na cafeteria. Yunho não demorou a se aproximar do arredio menino de família simples. Adotado ainda criança, ele cresceu solto nas ruas e aprendeu logo a se virar. Quando entrou na faculdade ele era apenas o atendente da lanchonete, mas logo descobriu outros meios de ganhar dinheiro.

Quando Yunho o conheceu, ele vendia LSD e maconha para alunos aos fundos da universidade. Era seu jeito de conseguir dinheiro, pagar seu aluguel e comprar o que precisava para sobreviver. Como bom aluno de direito, ele o repreendeu e eles tiveram sua primeira e única briga violenta. Eles gritaram um com o outro, mas depois de até mesmo alguns tapas, os dois pararam para conversar. Assim, a vida de Jaejoong finalmente mudou.

Uma semana depois de conhecer e descobrir as atividades ilícitas de Jaejoong, Yunho descobriu outro segredo do rapaz que parecia péssimo em esconde-los dele. Jae gostava de dor, sentia prazer com ela, desde que fosse dentro de seus limites. Era um fim de noite e Yunho estava deixando a biblioteca quando decidiu ir ao banheiro. E lá ele o encontrou, sentado contra uma parede, excitado como nunca e derramando cera de uma vela branca sobre o próprio pescoço.

A noite na biblioteca já comemorava seu oitavo aniversário, bem como o relacionamento dos dois. Jaejoong deixou de lado suas atividades ilícitas, e agora mantinha uma loja de doces que ele mesmo fabricava, Yunho era advogado, eles dividiam um bom apartamento e uma vida. Certas noites do ano, Jaejoong engatinhava em direção a Yunho e pedia por sua punição; e para sair da rotina, nem sempre o castigo era dado em casa.
Yunho suspirou discretamente ao terminar seu drink e finalmente desviou o olhar para seu escravo. Jaejoong ainda estava ajoelhado, sentado sobre seus calcanhares e fitando as mãos repousadas sobre suas coxas. Ele via sua ansiedade nos olhos do rapaz que percorriam todo o chão do local, a espreita por seu primeiro movimento. Yunho descruzou as pernas e o puxou pelos cabelos até que o rapaz se colocasse em pé, de frente para ele. O moreno o abraçou pela cintura e deixou um beijo no lóbulo de sua orelha.

– Sabe Jae, você foi um bom menino, me obedeceu, fez tudo direitinho, mas precisava mesmo daquilo ao levar a chave? – Jaejoong extemeceu. – Eu mandei você entregar para ele e não se empinar todo daquele jeito, ah Jaejoong, como você é vadio. Como espera que eu te deixe gozar se você não pode nem ver um pau que já sai oferecendo a bunda? O que você tem a dizer sobre isso?

– Desculpe mestre, eu fui um menino mal. Eu mereço a sua punição. – Sussurrou Jaejoong, fazendo Yunho sorrir sádico.

– Engatinhe até o quarto. – Ordenou Yunho. – E me espere sentado na beirada da cama. Se eu encontrar você se tocando ou olhando para qualquer outro lugar que não seja o chão, vai ser pior, muito pior.

O quarto para onde Jaejoong engatinhou não era o mais espaçoso, mas seu amado não precisava de espaço e sim das ferramentas corretas. A cama ficava no centro e de frente para ela, a poltrona do voyeur. O olho mágico estava fechado e haviam correntes penduradas pelas paredes. Havia apenas uma maleta de couro sobre a cama, e Jaejoong teve ímpetos de olhar o que tinha dentro, mas lembrou-se das palavras dele.

As paredes eram cobertas por um papel de parede vermelho e as janelas estavam trancafiadas desde que o clube funcionava. Havia um balcão com espelho e um banheiro simples com uma privada sem tampa e um chuveiro. O cheiro de sexo parecia eternamente impregnado nas paredes, por mais que ele fosse limpo todas as noites e aquele cheiro certamente excitava os ocupantes do quarto. Em silêncio, eles conseguiam ouvir os gritos e gemidos ao longo do corredor, o que para alguns poderia ser um cenário macabro, para eles era estimulante.

Jaejoong engatinhou pelo quarto e acomodou-se na beirada da cama macia, com lençóis brancos e bem lavados. Como Yunho havia previsto, ele sentiu vontade de se tocar, mas apesar de a excitação tomar conta de sua pele ele o obedeceu como deveria. Seu olhar não podia percorrer o quarto, mas seus ouvidos acompanharam os passos leves de seu mestre. Não levou mais do que cinco minutos para o moreno juntar-se a ele, agora sem camisa e com o cinto que segurava sua calça social solto.

Yunho o segurou pelo pulso e o puxou para que ele se levantasse, entretanto o rapaz do andar debaixo destrancou a porta os interrompendo. Silencioso ele adentrou o cômodo, trancou novamente a porta e acomodou-se em uma poltrona que ele sabia estar posicionada estrategicamente para que ele tivesse uma boa visão de todo o quarto. Os dois olhavam para ele, o que Changmin detestava, ele era o observador, não eles.

Yunho sorriu-lhe simpático, e deu continuidade ao que fazia. Ele deixou um tapa no rosto do rapaz, o relembrando que ele não podia erguer o rosto. Ele iria se dirigir ao vouyeur, mas queria Jaejoong devidamente posicionado antes. Ele deixou seus sapatos lustrados na beirada da cama e subiu nela, puxando Jaejoong pelos cabelos. Ele retirou sua regata, exibindo seu belíssimo corpo, bem como suas tatuagens. Yunho abriu-lhe a calça e deixou seu zíper aberto antes de fazer o que deveria.

Yunho ergueu o pulso de Jaejoong e o prendeu em uma das correntes do teto. As correntes ficaram justas em seu pulso e iriam machuca-lo quando ele se contorcesse. O loiro tinha espaço para se ajoelhar sobre a cama, mas não para sentar, mas ele não ajoelharia. Yunho virou-se de costas para o rapaz e abriu a maleta, e da mesma tirou diversos apetrechos pessoais. Changmin o viu manusear um anel peniano e uma mordaça, aquilo estava ficando interessante.

Posicionado na base do membro de seu namorado, aquele pequeno anel de aço o impedia de gozar, o que deixava nas mãos de Yunho, o momento que ele teria seu ápice. Aquele acessório doía, mas não mais do que nos momentos em que ele queria gozar, precisava de um orgasmo, e não o tinha como deveria. Yunho o amordaçou, pois antes de começar precisava ditar as regras da noite e não queria Jaejoong se dirigindo ao voyeur.

– Boa noite, cavalheiros. – Disse Yunho. – Meu nome é Jung Yunho e eu sou o mestre da noite. Aquele preso à parede é Kim Jaejoong, meu escravo, e perdeu o direito de se manifestar e se apresentar de forma apropriada por indevidamente empinar a bunda, que obviamente me pertence, a alguém que ele acabara de conhecer. As suas regras Sr. Voyeur são as seguintes: Você não vai sair do quarto antes de terminarmos, não vai se aproximar do Jaejoong, não vai tocar nele ou em mim. Você não pode falar, não pode rir, não pode interromper e qualquer dúvida que tenha, tire-a agora. Você pode se tocar, caminhar pelo quarto, se aproximar da cama desde que nenhuma parte do seu corpo encoste nela. Pode gemer, gritar, chamar por nomes, desde que não seja o de Jaejoong. Naquela gaveta você vai encontrar lubrificante e um vibrador se isso for do seu gosto, você pode usar.

Changmin não falou nada, apenas concordou silenciosamente, se levantou, pegou o lubrificante e voltou para seu lugar. Yunho sorriu e voltou-se para seu escravo que o observava fixamente. Ele sentia-se superior em dias como aquele, em que não era questionado, em que o voyeur aceitava seu papel silenciosamente. Ele retirou da maleta uma vela e um isqueiro. Ele começaria de leve, apenas para aquecer a pele do rapaz.

Changmin percebeu que ele não começaria com nada polêmico, pois não tirou a mordaça de seu escravo. Deixar um escravo sem a fala era por demais perigoso, tirava dele o livre arbítrio e deveria ser feito com cuidado. Changmin já vira alguns desavisados passarem dos limites, e algumas coisas darem realmente erradas por não saberem as regras. O mais alto há muito tempo descobrira aquelas regras e apreciava quem as seguia.

O fetiche em si é composto por quatro subtítulos, e nem todos os escravos gostavam de sofrer com todos eles. O bondage era o mais simples, e o menos perigoso, pois consistia em amarrar o escravo, iça-lo, ou simplesmente imobiliza-lo da maneira que o mais fosse interessante para ambos. O D significa a disciplina, que Jaejoong cumpria com maestria. Na disciplina, o escravo não deve sequer bocejar, sem a autorização de seu mestre.

Por fim, o mais polêmico e perigoso, era o sadomasoquismo, que as duas últimas letras do fetiche representam, e é aí que entra a dor e a humilhação. O sádico da noite, era Yunho, o responsável por mandar, amarrar e causar dor no loirinho. Já o masoquista, era aquele amordaçado na beirada da cama com seu membro pulsando de excitação por antecipação. O perigo desta prática era porque o mestre era obrigado a saber os limites de seu subordinado, e para sua segurança, ele deveria permiti-lo usar a palavra segura.

Aquela palavra era o que dava liberdade aos gritos do masoquista e segurança ao sádico. Era uma palavra diferenciada dos “Não, por favor, pare”, que identificava que o escravo estava no seu limite e não deveria ser machucado ainda mais. Era esta palavra que diferenciava Yunho de um criminoso qualquer. Por isso deixa-lo amordaçado era tão perigoso, se ele falasse a palavra segura, o mestre seria incapaz de identifica-la.

Entretanto, Yunho sabia que Jaejoong aguentava um pouco de cera quente sobre sua pele. Era uma prática comum entre eles, e ele era bastante confiante em seu julgamento. Yunho acendeu a vela, e se aproximou dele, até seus corpos se tocarem brevemente. Jae teve que segurar seus impulsos de se esfregar nele, pois amava a sensação daquela pele sobre a dele. Yunho agarrou-o novamente pelos cabelos, e os puxou para trás, obrigando o loiro a revelar seu pescoço, ele ergueu a vela e derramou a cera, em seu rosto e pescoço. A queimadura fez Jaejoong puxar o ar com força, e grunhir contra aquele incômodo pedaço de tecido.

Yunho não parou por ali, ele derramou cera em seu tórax e em seguida em seu mamilo. Logo a vela escorreu por seu abdômen e até mesmo por sua virilha. Ele deixou a cera secar, apagou a vela e deixou-a de lado para então passar as unhas por seu tórax arrancando a mesma dali. A pele do rapaz ficou imediatamente irritada, e ele se contorceu com a dor ainda leve em seu corpo. Ele não podia falar, mas seus olhos pediam por mais.

Changmin ainda não começara a se tocar, queria ver aqueles dois completamente nus, antes de permitir-se ficar excitado. Yunho abaixou-se para ele conseguir visualizar, e finalmente retirou as calças e a roupa íntima de seu amado. Entretanto Jaejoong ergueu o olhar para o voyeur, afinal desejava saber se seu corpo o excitava. Changmin estava lambendo os lábios, e retirava seu cachecol e seu longo casaco. Ambas as mãos agarraram o volume em suas calças o deixando bastante evidente, era sempre assim que ele começava sua masturbação. Então ele foi flagrado por Yunho.

Indignado com o flagra, Yunho ergueu-se rapidamente. Ele estapeou o rosto de Jaejoong, desta vez com força o suficiente para vira-lo na direção oposta. O mestre retirou a mordaça do rapaz, pois aquilo fora muito além de sua rebeldia, e não era de seu feitio permitir que ele o desobedecesse. Yunho o puxou bruscamente até o rapaz virar-se de costas, e o puxou pela cintura, para que suas mãos continuassem presas, mas sua coluna se encurvasse empinando suas nádegas. Com as pernas abertas e o corpo abaixado, ele estava exposto e totalmente vulnerável.

Yunho retirou da parede uma palmatória, um objeto de madeira lisa e lustrada, com um apoio para a mão e um formato peculiar. Um instrumento muito comum nas escolas antigas, agora Yunho usava para satisfazer seu apetite sexual. Ele parou atrás do loiro e bateu em suas nádegas, o instrumento fez um barulho surdo contra sua pele, e o gemido dele ecoou alto pelo quarto. Incapaz de se conter, Changmin esfregou seu membro por cima das calças, suspirando pesada e silenciosamente.

A força que Yunho impunha era cada vez mais forte, mais intensa, e os gritos de Jaejoong tornaram-se gemidos, e um estranho choro desesperado, mas nem sinal da palavra segura saíam de seus lábios. Se fosse permitido a ele falar, ele gritaria aos quatro ventos o quanto amava aquela sensação ardida em sua pele, como queria mais. Changmin foi o primeiro a perceber como Yunho estava excitado, e ele via o tesão naquelas feições maldosas.

Yunho jogou a palmatória longe e puxou o cinto de sua calça, o dobrou ao meio e voltou a bater nele. Desta vez não era só nas nádegas, eram nas pernas, costas, braços, as marcas estavam cada vez mais rosadas na pele clara e suada do rapaz que se contorcia machucando os pulsos. Yunho virou-o novamente em sua direção e o agarrou, colando seus lábios aos dele. O beijo era algo desesperado, e por mais que sua vontade fosse roçar todo seu corpo ao dele, Jaejoong conteve-se apenas em beija-lo.

Yunho soltou suas mãos e de sua maleta pessoal ele retirou uma coleira de couro com espinhos justa, com uma corrente longa para ele carrega-lo. Ele puxou-o para o chão e o empurrou contra o balcão, separando novamente suas pernas. Jaejoong permaneceu parado até o outro ir a maleta, retirar um plug in anal e lubrifica-lo adequadamente. Ele gemeu satisfeito quando o brinquedo foi penetrado em seu corpo, o que não deixou Yunho satisfeito.

– Eu mandei você gemer? – Jaejoong negou freneticamente. – Seu puto! Vá satisfazer o nosso convidado!

Jaejoong caminhou com a sensação incômoda em suas nádegas, sendo acompanhado por Yunho que o guiava como um animal por sua corrente. Sua virilha parou tão próxima a Changmin que ele chegou a sentir seu cheiro, e era doce, parecia delicioso. Ele suspirou profundamente e sua mão adentrou a calça, finalmente acariciando seu próprio membro. E a pedido do mestre, Jaejoong começou a fazer o mesmo.

A mão de Jaejoong fazia movimentos muito mais frenéticos, e ele daria tudo para retirar aquele anel incômodo de seu membro e gozar no rosto daquele belíssimo rapaz. Por que ele tinha que escolher um voyeur tão lindo? Jaejoong se aproximou mais dele, e se Changmin não tivesse se afastado, certamente seu membro teria roçado em seus lábios. Foi quando Yunho o agarrou pela coleira e a apertou contra seu pescoço o sufocando.

Jaejoong engasgou e sufocou por alguns instantes e logo foi solto. Era seu castigo por ter se aproximado indevidamente. Changmin estava extasiado, ele adorava casais adeptos do sufocamento, mas pouquíssimos tinham tanta intimidade e confiança, menos ainda estavam dispostos a ter voyeurs como participantes. Quando o soltou, a mão de Jae começou a se mover novamente freneticamente, e como ele precisava de um orgasmo.

– Vadio!! – Xingou Yunho. – Você está desejando o Shim, não está?

– Não, mestre!

– Não minta pra mim! – Ralhou Yunho. – Fale o que você quer fazer com ele e talvez eu não mantenha esse anel no seu pau até o amanhecer.

– Eu… eu quero gozar no rosto dele, mestre. Me desculpe, eu estou muito excitado e ele é muito bonito.

– Ah sim, claro. Nosso voyeur é lindo e foi por isso mesmo que eu escolhi ele. Me excita ver um homem bonito se tocando para mim, mas eu não mandei você gostar e muito menos te dei o direito de desejar coisas inapropriadas. Eu tinha planos leves para você esta noite, Jaejoong, mas você me obriga a te castigar!

E com esta ameaça ele voltou a puxa-lo. Changmin deixou suas calças caírem até os joelhos e lambuzou sua mão com lubrificante. Aquilo estava cada vez mais interessante. Yunho o jogou sobre a cama e pegou um chicote de várias tiras. Ele o roçou contra o rosto de Jaejoong que o fitava com intensidade. O loirinho entendeu imediatamente e ficou de quatro, apenas ajeitando o plug in antes, para que ele não escorregasse para fora.

As tiras de couro eram muito doloridas e por isso, Yunho deu a ele permissão para se masturbar durante o açoitamento. As primeiras chicotadas foram fortes o suficiente para deixar hematomas feios nas costas, pernas e nádegas de Jaejoong, mas logo o moreno assumiu uma posição mais doentia. O chicote estalava contra as costas do rapaz, causando cortes superficiais em sua pele que logo começou a sangrar.

Foi quando Changmin gemeu pela primeira vez. Ele não era o maior adepto a gemidos, achava-os forçados, porém aquele momento pareceu muito propício. Seus músculos estavam evidentes, suas pupilas dilatadas e os dentes cerrados. Uma das mãos segurava o lubrificante, e a outra trabalhava com força sobre seu membro. Eles eram muito excitantes, eram lindos e pareciam ter uma unidade rara em casais atuais.

Quando parou com as chibatadas, Jaejoong caiu sobre a cama, se contorcendo em êxtase enquanto sua mão se tocava inutilmente. Ele não poderia chegar ao orgasmo enquanto Yunho não o permitisse. Ele sofria, e gritava com a frustração. O moreno deixou o chicote de lado e ergueu os quadris de seu amado, o guiando para o centro da cama pela coleira. Yunho viu Changmin e levantar, trêmulo, e se aproximar deles, os fitando fixamente.

Jaejoong arfou quando as mãos hábeis de seu namorado retiraram o plug in, e também o anel peniano, e ele percebeu que teria finalmente sua recompensa. Yunho o penetrou com força e de imediato começou a se mover contra ele. Changmin finalmente percebeu que aquele plug in não era uma forma de tortura, apenas o preparava para que viria a seguir. O loiro mantinha o rosto enfiado contra os lençóis, enquanto o outro se movia contra ele, com vontade.

Yunho não tinha pena de seu psicológico, e como bom mestre, mostrava-se egoísta, enquanto no fundo pretendia que ele se juntasse a ele no orgasmo final. O moreno não se demorou ali, pois queria que seu amado segurasse aquilo por mais um tempo. Ele saiu do corpo do rapaz e jogou-o sobre a cama, o vendo gemer novamente em frustração. Yunho subiu sobre o rapaz, deixando sua virilha de frente para o rosto do rapaz, o vendo fita-lo, faminto.

A boca de Jaejoong salivou e escorreu por seu rosto até o lóbulo de sua orelha. Yunho recostou sua glande aos lábios do rapaz e deixou ali seu pré-gozo, o provocando. Jaejoong estava tão frustrado, ele queria tanto, mas precisava da ordem explicita. Ele ainda era o escravo, e estava a mercê dos jogos e vontades de Yunho. Seus olhos brilharam maldosos quando ele falou:

– Pede, Jaejoong, implora.

– Por favor, me deixe fazer isso.

– Fazer o que? Eu não ouvi, vadio!

– Por favor, eu quero te chupar, quero que você foda a minha boca, até a minha garganta. Eu quero sentir ele na minha boca, por favor mestre!

– Agora sim.

Yunho o segurou pelos cabelos e afundou seu quadril contra os lábio dele, se movendo como fazia anteriormente em seu corpo. Jaejoong o sugava como podia, tentava deixa-lo o mais úmido possível, e abria sua garganta para comportar aquele volume todo. Os lábios protuberantes do rapaz estavam irritados, o que os deixava ainda mais apetitosos. Yunho puxou-lhe os cabelos e o obrigou a olhar em seus olhos.

Jaejoong amava aquilo, amava saber que pertencia aquele homem, não importando como fosse. Ele estava quase no final, quase em seu orgasmo, precisava dele mais do que nunca e seu olhar implorava por ele. Yunho percebeu e sua obediência final, daria a ele uma recompensa. Ele voltou a algema-lo pelas costas, pois queria ser o responsável pelo orgasmo do rapaz, e o deitou na cama, novamente com as nádegas empinadas em sua direção.

Ao mesmo tempo que o penetrou, Yunho começou a masturba-lo e incapaz, Jaejoong apenas pôde gemer e chamar seu nome aos quatro ventos. Todos os que passavam do lado de fora ouviam sua voz rouca, que deleitava um Changmin tão excitado quanto ele. Sua necessidade de penetrar Jaejoong era muito grande, mas aquele desejo ficaria apenas em sua memória, pois seu namorado jamais o permitiria.

Yunho o sentiu pulsar entre seus dedos, e finalmente ele derramou seu orgasmo sobre o colchão. Foi intenso e o deixou cansado e zonzo, mas sua ereção não desapareceu. Yunho lambia o sêmen do rapaz, enquanto investia seus quadris contra ele, quando Jaejoong voltou a gritar, pedir por mais, implorar por mais. E ele voltou a masturba-lo desta vez com ainda mais afinco.

O loirinho se contorcia em seu sofrimento prazeroso. Yunho estava incrédulo, mas continuou a acaricia-lo. Desta vez ele puxou a coleira e o enforcou, diversas vezes, o deixando cada vez com menos fôlego. Em um impulso, Jaejoong ergueu-se, e seu segundo orgasmo atingiu o tórax de Changmin que estava ajoelhado ao lado da cama. Finalmente Yunho soltou a coleira e o permitiu gozar apropriadamente. Changmin se surpreendeu e aquilo foi o ápice para ele. O mais alto deixou seu corpo cair de lado no chão e finalmente gozou demoradamente, sujando o tapete ao lado da cama.

Yunho rapidamente saiu do interior de seu namorado e o puxou pela coleira. Jaejoong olhou pra ele, enquanto o rapaz se masturbava rapidamente de frente para seu rosto. Ele fechou os olhos, entreabriu os lábios e aguardou. Ao contrário dos dois, o orgasmo de Yunho foi o mais silencioso. Não fosse sua respiração descompassada, e o sêmen em seu rosto, Jaejoong jamais teria o identificado.

Algumas gotas escorreram para sua boca, outras jorradas espalharam-se por seu rosto e pescoço, uma visão extremamente erótica, que Yunho adorava. Jaejoong trêmulo e dolorido caiu de lado na cama, com sua respiração curta e sôfrega, os olhos fechados e o corpo enfraquecido. Yunho caiu ao lado dele suspirando pesadamente. Ele estava cansado, exausto, mas Jaejoong parecia prestes a desmaiar ali mesmo.

Yunho soltou o pulso do rapaz, que manteve-se sobre a cama, dolorido, sangrando, mas satisfeito. Ele queria tirar um cochilo, mas não podia deixar as feridas abertas do rapaz sangrando ali. De sua maleta pessoal, ele retirou uma gaze e um antiséptico apropriado para desinfetar seus machucados. Ele guardou o chicote, a coleira, suas correntes e os apetrechos que haviam usado.

Jaejoong se remexeu incomodado quando o rapaz começou a limpa-lo, pois aquilo ardia, assim Yunho tentou ser rápido. Ele percebeu Shim, o voyeur ainda ofegante se arrastando até a poltrona e se sentando ali, extremamente cansado. Changmin não costumava dormir ali, mas ele estava cansado demais, tivera um orgasmo espetacular e precisava de um cochilo urgente. E desconfortavelmente na poltrona, ainda sem calças ele adormeceu.

Changmin não viu Yunho fazer curativos, limpar, vestir e ajeitar Jaejoong sobre a cama. O rapaz já dormia quando o moreno juntou-se a ele, e dormiu ao seu lado o abraçando carinhosamente pela cintura. Eles dormiram por poucas horas, e logo o casal se levantou para tomar banho e partir. Jaejoong terminou seu banho primeiro, pois ainda contou com ajuda do outro, e deixou seu namorado retirando os resquícios de sêmen de seu corpo. Ele refez alguns curativos e tratou de se vestir, finalmente se dando conta do convidado ainda adormecido ali. Seu celular vibrava insistentemente, o que deixou o loiro preocupado.

Jaejoong se aproximou dele e com um dos lenços de seu namorado começou a retirar o sêmen que havia secado em seu tórax. Changmin acordou assustado, o segurando pelo pulso e puxando o ar com força. Ele estava com dores no pescoço, nunca tinha dormido naquele clube, tampouco fora flagrado de forma tão desprevenida. Jaejoong deu um passo para trás e sorriu, deixando o lenço sobre o colo do rapaz.

– Desculpe, eu não quis te acordar, mas o seu celular está tocando muito.

– Céus, Kyuhyun!

– Tudo bem, se precisar nós explicamos para ele que você se cansou e teve que tirar um cochilo. – Afirmou Jaejoong, acomodando-se sobre o braço da poltrona. – A propósito, me desculpe pelo seu rosto. Não foi proposital.

– Está tudo bem, eu cheguei perto demais. – Afirmou Changmin. – Eu preciso ir para casa, meu namorado já está preocupado.

– Hyung! Onde está o meu cinto? – Yunho saiu do banheiro secando os cabelos com uma toalha branca e macia. – Você está acordado, está tudo bem?

– Sim. – Disse Changmin. – Eu nem deveria ter dormido, na verdade. Espere… você é mais velho?

– Sou. – Afirmou Jaejoong, abrindo seu adorável sorriso. – Por que?

– Porque normalmente não é assim. – Estranhou Changmin. – Me desculpem, vocês tem muita química, mas achei que tivessem a mesma idade.

– Seu celular.

Quando Yunho avisou, Changmin pegou o aparelho e o atendeu em um canto do quarto. Ele explicou de seu cochilo para Kyuhyun que, sonolento e um tanto manhoso, pediu para que se apressasse em ir para casa. O mais alto seguiu para o banheiro, limpou seu tórax, sua mão e seu membro e vestiu-se novamente de forma adequada. Quando voltou para o quarto, ele encontrou o casal ainda ali, mas completamente vestidos.

Jaejoong estava no colo de Yunho que deixava beijos por seu rosto, seu pescoço e seu colo. Changmin se permitiu observa-los por mais alguns instantes, afinal já o havia feito a noite toda. Eles permaneceram alheios à sua presença ali por alguns minutos, até seu celular tocar novamente em seu bolso. Uma mensagem de Kyuhyun o pedia para se apressar, pois ele queria dormir e já estava com saudades de seus beijos. Changmin sorriu discreto, quando Jaejoong ergueu o rosto e olhou novamente em seus olhos.

– Então você tem um namorado. – Concluiu Jaejoong.

– Tenho. – Afirmou Changmin, simplista.

– E por que ele não vem com você? – Indagou novamente o loirinho. – Ele sabe que você vem?

– Sim, é ele que consegue a senha. – Explicou Changmin. – Ele não gosta, não gosta de tortura e tem medo de sentir dor durante o sexo.

– Então você vem sozinho? Assim, livre?

– Eu tenho regras. – Disse Changmin se recostando ao balcão onde anteriormente Jaejoong estava escorado.

– Que interessante. – Disse Yunho, arqueando as sobrancelhas.

– E qual o seu nome, afinal?

– Hyung! – Reclamou Yunho. – Você está sendo muito curioso!

– Não, está tudo bem. – Afirmou Changmin, se aproximando lentamente. – Eu não gosto de conversar porque não venho aqui para isso, venho para olhar.

– Então me conte o seu nome, eu não vou falar para ninguém daqui. Aliás, você sabe que depois que eu coloco a minha coleira, até o Yunho chegar ao orgasmo, eu não posso falar nada que ele não mande.

– Não sei se o meu namorado iria gostar de saber desta nossa conversa. – Disse Changmin acariciando o rosto de Jaejoong, os cabelos de Yunho e se sentindo particularmente rebelde. – Vocês são um dos melhores casais que eu já assisti, de verdade.

– Então você obedece o seu namorado mesmo a distância? – Indagou Yunho. – Você é escravo dele?

– Não, ele não gosta do fetiche. Aquele medroso tem medo da dor. Meu Kyu é um acomodado, mas se eu saio sem ele para lugares assim ele impõe algumas coisas.

– Então, apesar de não gostar do fetiche, ele disciplina você. – Afirmou Yunho. – E céus, você obedece ele direitinho!

– Mais ou menos. – Afirmou Changmin, com ar pensativo. – Bem, eu vou pra casa. Foi… bom conhecer vocês.

Jaejoong sorriu e assentiu, para depois voltar-se ao seu namorado. Eles continuaram o que faziam antes de serem interrompidos pelo mais alto. O rapaz seguiu para a porta, sem pressa, enquanto ouvia os barulhos estalados dos beijos dos rapazes. Após abrir a porta, Changmin voltou-se para eles, ele não sabia nada deles a não ser o nome, mas algo dizia que ele sentiria falta daqueles dois. Ele recostou a porta e disse baixinho:

– Meu nome é Changmin, Shim Changmin.

Os dois se separaram brevemente e olharam diretamente para ele. Changmin desviou o olhar, pois detestava ser observado, tampouco julgado. Jaejoong voltou-se para seu amado, sussurrou algo em seu ouvido e se levantou. Com aquele andar felino que Yunho tanto amava ele seguiu na direção do mais alto e entregou a ele um pequeno cartão com o nome e telefone de seu namorado.

– Quando você e o seu namorado decidirem experimentar algo novo, pode ligar. – Convidou Jaejoong. – Nós podemos disciplinar você direitinho.

Changmin sorriu discreto, guardou o cartão em seu bolso. Ele deu as costas e não viu mais o casal, nem quando eles deixaram o lugar de mãos dadas e viram o nascer do sol tomando uma gostosa xícara de café em uma praça da cidade. Ele deixou o local a passos largos e pegou um taxi até seu apartamento, o único com a luz acesa no prédio todo.

Ele entrou em casa, o encontrando em pé próximo à janela. Kyuhyun trajava somente uma camiseta branca e sua boxer preta, deixando suas coxas a mostra. Ele não sorriu quando Changmin entrou, por mais que soubesse perfeitamente onde ele estava e quando chegaria. O mais alto sorriu teimoso e sentou-se no grande sofá da sala, esperando pela sua bronca.

– Você demorou muito, é só uma masturbação, não deveria demorar tanto. – Disse Kyuhyun se aproximando com os braços cruzados. – O que houve?

– Eu dormi. – Disse Changmin, o observando sentar-se em seu colo com as pernas separadas, o prendendo ali. – Dormi depois de terminar.

– Dormiu? Foi intenso assim ou você fez algo que não devia?

– Durante a noite não. – Disse Changmin. – Era um bom casal, um casal bem intenso, foi realmente muito bom.

– Você está cheirando sexo. – Reclamou Kyuhyun, o abraçando pelo pescoço e olhando profundamente em seus olhos. – O que você fez?

– Nada! – Disse Changmin. – Quer dizer, eu cheguei muito perto da cama e o sêmen do escravo atingiu o meu rosto. E depois, bem depois, quando nós já estavamos vestidos, eu toquei no rosto de um e no cabelo de outro, eu peguei o telefone deles e foi só isso.

– Eu acredito em você.

– Eles convidaram você para a próxima, dizem que podem me domar

– Ah, Changminie, mas eu já te domei. Esta noite você foi muito desobediente, Shim Changmin, muito desobediente e eu certamente vou fazer algo sobre isso!

– Sim, meu mestre, eu vou aguardar a minha punição.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s