Capítulo 9 – Sisters

overlook 9

Estava muito frio do lado de fora do hotel. A neve chegava a cobrir os tornozelos de Yunho e continuava a cair insistentemente. O vento empurrava os flocos brancos em todas as direções, os acumulando sobre as janelas, a porta, os brinquedos do playground e tudo o mais que tivesse uma superfície minimamente plana. Ainda era cedo, mas nevava tanto que mais parecia que a noite chegara antes da hora.

Yunho guiou-se com dificuldade, encolhido em um casaco pesado que o cobria até os tornozelos. Suas botas estavam cobertas de neve, e seus cabelos se moviam com o vento forte. Ele olhou para o jardim e como Jae havia previsto, todas as plantas estavam mortas, com exceção de um único arbusto em forma de animal. O leão estava lá, com sua pose altiva de animal domado sobre duas patas, com as patas dianteiras formando uma pose muito bem montada.

Yunho contornou o hotel, olhando a planta com ar intrigado. Por que as folhas não escureciam e caíam como em todas as outras plantas? Ele negou com a cabeça pensando ser uma forma estranha da natureza se comportar, e desviou-se novamente para seu caminho. Quando ele entrou, apenas a luz amarela do centro iluminava o local. Jaejoong andava de um lado a outro, com um regador de alumínio em mãos e como de costume, falando com as plantas que se mantinham naquele local.

Yunho permaneceu em silêncio próximo à porta. Jaejoong parecia reclamar da vida para as plantas, fazia feições embirradas como se elas pudessem vê-lo. Yunho sorriu com os trejeitos do rapaz. Ele retirou uma tesoura de jardinagem do bolso traseiro da calça e se aproximou da rosa que se erguia imponente em um botão semiaberto. O moreno se aproximou, ainda sem ser notado, uma vez que seus passos eram abafados pelo som do vento que assobiava do lado de fora, e finalmente pôde ouvir o que o rapaz falava:

“Eu gosto dele, sabe? Ele é bonito, inteligente, interessante e saber ser carinhoso quando quer. Ah, e tem o perfume dele, é quase tão gostoso quanto o seu. Ah, me desculpe por isso, mas os seus espinhos podem me machucar se eu não cortar, espero que não esteja doendo. Do que você está falando? Ah, não seja ciumenta, eu também gosto do seu perfume, mas o perfume do Yunho é tão gostoso quanto o seu e AI”

Jaejoong voltou-se para ele, apontando a tesoura ameaçadoramente em função do susto. Yunho se obrigou a dar um pulo para trás caso contrário teria se machucado com o objeto pontiagudo na mão do rapaz. Jaejoong jogou a tesoura no chão e o estapeou no tórax, o repreendendo pelo susto que Yunho o dera ao entrar tão sorrateiramente e tocar-lhe o ombro. Yunho ria da reação do outro que estava obviamente emburrado com seu susto.

– Desculpe, me desculpe! – Pediu Yunho o agarrando pela cintura para que o rapaz se acalmasse. – Eu não fiz de propósito.

– Me assustou, hyung, vá dar sustos na sua mãe, seu cachorro! – Xingou Jaejoong, fazendo  outro rir.

– Desculpe, Boojae. – Repetiu Yunho o sentindo encaixar-se em seu abraço. – Estava conversando com a rosa?

– Ela não gostou do meu comparativo. – Explicou Jaejoong, se desvencilhando do abraço do outro e pegando a tesoura do chão. – Mas vai ficar tudo bem.

– Eu vou deixar você terminar, não quero te atrapalhar.

– Não atrapalha. – Disse Jaejoong, sorrindo ao voltar-se para a flor.

– Jae, você tirou a neve das folhas do leão de arbustos?

– Não, por que eu faria isso?

– Porque ele está sobrevivendo ao inverno e não tem neve nas folhas, o que é bem estranho, você não acha? Todo o resto do jardim morreu.

– Por que é estranho? – Indagou Jaejoong.

– Jae, uma planta que não morre no inverno, não é comum.

– É porque ele não é só uma planta, ele é o leão, ele é o rei do jardim. – Explicou Jaejoong. – Como você não sabe disso? Está escrito nas matérias de jornal.

– Jae, a única coisa que fala daquele arbusto, é que foi feito em homenagem a um leão de circo, que está morto há muitos anos.

– O Radagast ficará ofendido se souber que você está falando assim dele. – Avisou Jaejoong.

– Jae, aquele não é o leão Radagast verdadeiro, é só um arbusto.

– E por que isso faz dele um leão de mentira? Plantas são tão vivas quanto qualquer mamífero. E ele é um leão muito temperamental, você não devia falar assim dele.

– Jaejoong, aquilo é só uma planta. – Discordou Yunho. – Por acaso é desse leão de que você sempre fala?

– E que outro leão teria por aqui? – Disse Jaejoong devolvendo o vaso à sua prateleira e voltando-se para Yunho. – Não fale assim dele, ele pode se ofender.

– Arbustos não se ofendem. – Afirmou Yunho desviando seu olhar para a janela, um tanto preocupado devido à quantidade de neve que caía. Seu olhar recaiu sobre o arbusto do qual eles falavam, no entanto, ele agora estava deitado na neve.

– Ah, ele se deitou, deve estar com frio. – Constatou Jaejoong ao parar ao lado de seu intrigado hyung. – Vou levar algo para cobrir ele.

– Jaejoong, que brincadeira é essa? – Indagou Yunho, olhando para o arbusto. – Ele não estava deitado, estava em pé!

– Ele sempre deita quando está frio. – Explicou Jaejoong, erguendo-se próximo a uma das estantes e retirando desta um cobertor empoeirado.

– Jaejoong, eu falo sério, ele estava em pé e agora está deitado e até onde eu sei, nenhum arbusto pode se mexer! – Afirmou Yunho. – Como você fez isso?

– Como eu poderia ter feito? Eu estava aqui o tempo todo! – Disse Jaejoong, agarrando seus pertences e seguindo para a saída. – Vamos comigo, hyung, chega de escândalo!

– Você tem noção de como isso é ilógico e absurdo? – Afirmou Yunho saindo atrás do rapaz e se encolhendo assim que eles deixaram o galpão.

– Então você tem duas opções, hyung, você pode parar de me questionar e acreditar no que eu digo ou aceitar a sua própria insanidade.

– E por que aceitar o que você diz não seria insanidade? – Indagou Yunho cruzando os braços e mantendo-se próximo ao rapaz que não parecia verdadeiramente afetado pelo frio.

– Você decide! – Afirmou Jaejoong jogando o cobertor sobre as costas verdes do leão que continuava deitado. Yunho se aproximou buscando ali algum truque ou mecanismo que o fizesse se mover, mas seus olhos somente encontraram galhos.

– Não faz o menor sentido!

– Você pode procurar um sentido quando nós estivermos lá dentro, porque aqui está muito frio!

Jaejoong o puxou pela mão e eles atravessaram a grande camada de neve que se acumulou no jardim até a porta de entrada do hotel. O moreno o fitou com ar desconfiado, mas tentar encontrar sentido no que ele havia percebido e nas explicações ilógicas de Jaejoong verdadeiramente o tirariam a insanidade. Jaejoong deixou suas botas do lado de fora e o casaco coberto de neve em seu apoio próprio ao lado da porta.

Yunho o imitou, ainda tentando entender o que se passara do lado de fora, ele seguiu o rapaz que retirou suas luvas, mas permaneceu com o gorro que cobria suas orelhas. Jaejoong trocou seu casaco por outro de lã, em tons claros que modelavam seu corpo magro e esguio. Yunho sentou-se na cama, fitando os desenhos remendados de Jaejoong que mais uma vez estavam expostos na parede.

Ele não poderia ter se movido, era apenas um arbusto e não o animal que morrera muitos anos antes. Não deveria se mover. Jaejoong não havia acordado bem naquela manhã e Yunho podia perceber isso nele. Ele era transparente, mesmo quando não queria ou deveria. Mais um desenho mórbido se unira aos outros na parede, desta vez de uma mulher morta, boiando em algo que deveria ser um lago ou uma piscina. Talvez ele devesse perguntar os motivos de sua melancolia, mas Jae era sempre tão evasivo, que ele sabia que não teria uma resposta clara.

Jaejoong saiu do banheiro, onde havia entrado logo depois de voltar ao quarto, e se sentou ao seu lado o fitando silenciosamente. Yunho pegou sua mão e deixou um beijo na ponta de seus dedos, o vendo exibir um sorriso com o canto dos lábios. Jaejoong recostou o rosto ao seu e deixou seu nariz gelado por estar do lado de fora, se roçar ao do moreno, o acariciando ali discretamente.

– Eu não gosto quando duvida de mim. – Afirmou Jaejoong.

– É porque você fala de coisas que não fazem parte da realidade.

– Fazem sim, mas as pessoas tem medo de admitir o que elas não entendem. – Explicou Jaejoong. – E você também faz coisas que não fazem sentido.

– Como o que?

– Como sentir desejo e ficar reprimindo eles, sem motivo algum. – Reclamou Jaejoong

– É isso o que está te chateando hoje?

– Não tem nada me chateando hoje. – Disse Jaejoong dando de ombros. – O que você quer para o jantar? Eu quero ir preparar agora, antes que a Hyemin termine de ler o livro de poemas dela.

– Como sabe que ela… não importa. – Disse Yunho ao perceber que o outro havia bruscamente fugido do assunto. – Você está chateado hoje e eu não vou para o escritório antes de me dizer o que está sentindo.

– Aish, você é tão… – Reclamou Jaejoong. – Você já tomou banho comigo três vezes, me acariciou três vezes e negou o que eu te pedi todas as vezes, você não quer fazer amor comigo  e eu exijo saber os seus motivos!

– Jae, você sabe…

– Eu sei? Eu sei de todas as suas desculpas, isso sim! Sei que você continua dizendo que não é gay, que isso vai além do seu limite, que você está desacostumado com tudo, o que eu não sei, é a verdade!

– É porque tudo isso é verdade.

– Tudo isso e o que mais? Falta alguma coisa, hyung, porque eu sei que você já foi muito além dos seus limites e não venha me falar em constrangimento porque você dorme comigo toda noite e eu durmo só de cueca! E teve aquela vez que eu amanheci sem a cueca e você ficou me olhando cheio de vontade!

– Eu fiquei olhando porque você é lindo!! Jaejoongie, você é lindo e eu quero que isso aconteça, mas não agora, não assim.

– Então como? Quando eu te amarrar na cadeira e sentar pelado em cima de você?

– Não, que horror!

– Horror vai ser quando eu te prender nessa cama e te obrigar a fazer o que eu quero. – Ameaçou Jaejoong.

– Não faria isso.

– Quer tentar? – Indagou Jaejoong se levantando bruscamente. – O que te falta, pra você fazer amor comigo? Eu sei que não é tesão e você vive repetindo que não é falta de vontade, então o que é?

– Odeio quando você me ameaça. – Constatou Yunho. – Não sei o que falta, Jae, mas em partes… eu não sei como isso funciona, não sei fazer amor com você.

– E você acha mesmo que eu não vou te ensinar? – Indagou Jaejoong se sentando novamente ao lado do rapaz. – Acha que eu vou deitar e esperar que você termine, goze e durma?

– Não sei, mas é assim que sempre foi pra mim, Jae.

– É porque você nunca… – Jaejoong parou de falar repentinamente, como se tivesse acabado de se lembrar de um fator importante. O silencio dele assustou Yunho, que repousou a mão em seu ombro. – Afinal, o que você quer para o jantar, hyung?

– Céus, Jae, qual o seu problema?

– Nós conversamos mais sobre isso hoje a noite, depois do jantar. – Explicou Jaejoong. – E já que você não decide, vou fazer Tteokbokki que eu sei que você gosta.

– E por que não podemos conversar sobre isso agora?

– Porque não, oras. – Afirmou Jaejoong. – E porque eu preciso te mostrar uma coisa.

– Que coisa?

– Não seja curioso, hyung, você vai descobrir mais tarde, depois de comer o meu Tteokbokki! – Afirmou Jaejoong, sorrindo a ele. – Agora, vá logo terminar de ler as suas matérias!

Yunho o fitou desconcertado quando o rapaz selou seus lábios demoradamente e correu para fora do quarto. Ele revirou os olhos e se jogou sobre a cama, fitando o teto completamente branco enquanto pensava no outro rapaz. Ele sabia que esse dia chegaria, que a cobrança por uma atitude seria verbal e não somente em investidas frustradas de seu namorado. Somente Hyemin seria capaz de dormir ao seu lado e não cobrar seus direitos como esposa, Jae era diferente.

Yunho chegou a rir ao comparar Jaejoong com sua esposa. Eles eram opostos, inclusive em gênero. Ele ainda permaneceu alguns minutos deitado naquela mesma posição, um tanto temeroso sobre o que Jae o mostraria mais tarde. Ele esperava que não fosse mais alguma coisa que o fizesse questionar sua sanidade, como com o leão de arbustos naquele dia mais cedo. Ele se levantou e encostou a porta do quarto, pois não queria que seu filho ficasse novamente tentado a entrar.

Junmin havia aprendido sua lição e não mais entrara no quarto de seu pai, tampouco o dedurara a sua mãe. Hyemin aparentemente ainda não percebera a nova companhia no hotel, para o alívio de Yunho. Ele se aproximou da mesa de cabeceira, agarrou a pasta que havia abandonado para ir vigiar seu Jaejoong e voltou sua atenção para o que ele lia antes. Eram matérias de economia, falando sobre como o turismo na região havia melhorado a situação econômica local.

Yunho se distraiu o resto da tarde e não sentiu falta de Jaejoong, nem mesmo quando ele se demorou em fazer um jantar especialmente simples. Quando Jae finalmente voltou para o quarto, o outro dormia um sono leve com a pasta aberta ao seu lado na cama. Yunho não era de dormir fora de hora, mas aquele clima frio e o silencio no hotel o deixaram sonolento. Jae amava vê-lo adormecido daquela maneira, mas não tinha tempo a perder e seu jantar já estava pronto.

Jae o acordou com alguns beijos no rosto e no pescoço, fazendo o rapaz sorrir com o canto dos lábios. Yunho o agarrou pela cintura e o derrubou em seus braços fazendo o loiro rir, constatando que sua chateação havia estranhamente passado. Jaejoong havia armado alguma coisa para ele, e de certa forma, Yunho sabia disso. Jae deixou um carinho em seus cabelos, os afastando de seu rosto já que estavam emaranhados.

– O jantar já está pronto, você está com fome?

– Um pouco para falar a verdade. – Afirmou Yunho. – Quer tomar um banho antes?

– Nós já tomamos banho hoje de manhã, você quer mais um?

– Você não?

– Mais tarde eu quero um banho. – Explicou Jaejoong. – Agora quero que você coma bem.

– Está bem. – Afirmou Yunho. – Nosso assunto, ainda não acabou né?

– Depois do jantar, hyung.

Yunho deixou um carinho discreto no rosto do rapaz que sorria animado a ele. Jaejoong colou os lábios aos dele e se levantou da cama de um pulo, e voltando a colocar o gorro que havia escorregado de sua cabeça. Yunho levantou-se logo após ele e seguiu o rapaz até a cozinha, enquanto esse o descrevia como havia feito o prato que eles iriam degustar naquela noite. Jae ainda parou para fechar uma das janelas que se abriram com o vento e deu o tempo de Hyemin deixar a cozinha, levando seu jantar e o de seu filho para que ambos comessem em seus aposentos.

Jaejoong estava se aproveitando do medo e da desconfiança de Hyemin na última semana, que a isolavam ainda mais e consequentemente separavam o casal. Logo que ela se trancou em seu quarto, Jae e Yunho adentraram a cozinha e se serviram dos bolinhos que o loiro havia preparado anteriormente. Apesar de silencioso, Jaejoong não se aquietou por um instante sequer e o moreno percebeu como ele parecia ansioso.

Yunho chegou a rir com a agilidade que ele tirou a mesa, logo que ambos terminaram de comer. Jaejoong prontamente tratou de lavar os pratos, talheres e panelas que eles haviam usado para não ter mais trabalho depois. Yunho finalmente se levantou e o abraçou por trás, deixando suas mãos envolverem sua cintura e seu rosto se aproximar de seu ouvido, vendo de soslaio o rapaz sorrir com seu abraço.

– Fala pra mim, o que você aprontou?

– Eu? – Indagou Jaejoong com ar de inocência.

– Você mesmo. – Disse Yunho, selando o pescoço do outro. – O que você fez?

– Hyung sempre desconfiado de mim. – Reclamou Jaejoong. – Eu não fiz nada demais, oras.

– E o que exatamente você fez?

– Você vai ver. – Disse Jaejoong. – Eu só percebi uma coisa hoje mais cedo.

– Que leões de arbusto não devem se mexer e somos dois pirados?

– Aquele não é só um leão de arbusto, ele é Radagast, o grande leão de circo. Ele foi treinado…

– Jaejoong, esse leão morreu.

– Aish, eu não vou discutir com você! – Reclamou Jaejoong. – Foi outra coisa que eu percebi.

– O que você percebeu?

– Que você tem um problema, com as mulheres e de alguma forma isso te impede de fazer amor comigo.  O que é estranho, porque eu não sou mulher.

– Do que está falando, Jae?

– Que você nunca teve uma experiência verdadeiramente sexual. – Jaejoong guardou o último prato e voltou-se para o moreno. – Aish, hyung, eu não sei explicar.

– Ao menos tente, porque eu não estou te entendendo.

– Você parece desconhecer a intensidade de fazer amor, hyung, porque na sua mente é algo egoísta e superficial. Eu acho que você não quer fazer amor comigo, porque você não sabe o que isso verdadeiramente significa e isso se deve as mulheres com quem você já fez amor não terem te deixado inteiramente satisfeito.

– Supondo que isso seja verdade e que eu realmente tenha uma espécie de bloqueio, o que você pretende fazer?

– Eu pretendo te curar disso. – Explicou Jaejoong deixando sua mão sorrateiramente se posicionar na barra da blusa do outro. – Eu vou te mostrar o que é uma mulher de verdade, e eu espero que isso te devolva o tesão que a vadia da Hyemin te roubou.

– E você vai fazer isso como? Desenhando?

– Claro que não, hyung. – Disse Jaejoong, sorrindo malicioso enquanto escorregava a mão para dentro de sua camisa, tocando a pele macia de seu abdômen. – Eu sei que você tem desejos reprimidos, hyung, como um lado sombrio seu que luta para se libertar. Eu sei o que você quer.

– As vezes você é tão prepotente. – Afirmou Yunho também escorregando as mãos para debaixo da blusa do outro e tocando-lhe as costas. – O que você quer?

– Por enquanto ficar assim. – Disse Jaejoong, deixando uma mordida leve no queixo do rapaz. – Pare de se perguntar o que eu fiz, você vai gostar.

– Quer que eu relaxe enquanto você faz coisas loucas?

– Se tivessem grandes consequências, eu não faria, então relaxe.

– Então me diga, o que você fez?

– Não seja afobado, não é hora ainda.

– E quando vai ser a hora, Jae?

– Aish, está bem! – Reclamou Jaejoong. – Vamos lá em cima.

Yunho riu ao ver o rapaz finalmente ceder aos seus pedidos. Jaejoong o segurou pela mão e eles desapareceram pelo corredor poucos segundos antes de Hyemin sair de seu quarto para levar a louça que havia usado. O loiro o puxou escadaria acima e eles entraram juntos no quarto que dividiam. Jaejoong então o soltou e a passos largos seguiu para o armário, parecendo disposto a abri-lo.

Entretanto, o rapaz parou, com ambas as mãos segurando a maçaneta. Jaejoong o fitou de soslaio enquanto o curioso Yunho continuava parado próximo à porta do quarto. O moreno estava ansioso, mas também estava receoso. Jae havia tramado algo para ele, o que ele não tinha certeza se ia gostar ou não. Claro, não desejava ser forçado a nada, mas ainda assim desejava entender o que se passaria naquela noite. Sua traidora curiosidade.

– Você confia em mim, hyung? – Indagou Jaejoong voltando-se bruscamente para seu namorado.

– O que quer dizer?

– Quero saber se você confia em mim. – Repetiu Jaejoong.

– Confesso que eu tenho bons motivos para não confiar.

– Confia ou não, hyung?

– Confio, Jae, mesmo eu sendo um trouxa por fazer isso.

Jaejoong sorriu e virou-se mais uma vez de costas escancarando as duas portas do armário. Do fundo da prateleira mais baixa, ele retirou uma caixa de cor preta e lustrada, e voltou-se para Yunho. Jae sorria, discreto, malicioso, venenoso. O moreno sentiu um arrepio em sua espinha ao vê-lo daquela maneira, ainda sem saber se sentia excitação ou medo.

– Você vai ter que confiar em mim, hyung. – Disse Jaejoong. – Porque o que eu vou te mostrar vai te gerar muitas perguntas, e eu não quero responder nenhuma delas.

– Vai me mostrar algo? – Indagou Yunho sentando-se na cama.

– Vou. – Afirmou Jaejoong. – Mas pra isso, eu preciso que você me obedeça e o que está nessa caixa vai te ajudar a me obedecer.

– Por favor, Jae, chega de charadas, o que você vai fazer?

– Confia em mim?

– Confio, Boojae.

Jaejoong sorriu e deixou um selar em seus lábios, carinhoso, tenro e por alguns instantes Yunho teve a certeza de que nada de bom poderia seguir de um beijo daquele. Jaejoong colocou a caixa em seu colo e a abriu, sem pressa, revelando tiras de couro preto e um apetrecho que o moreno desconhecia. Este objeto foi o primeiro que Jae tirou da caixa e o ergueu diante de seus olhos.

Era um objeto estranho. Uma tira de couro grossa com fivelas de cinto em suas pontas e no meio, uma pequena bola de borracha, que pelo que Yunho vira, tinha algumas marcas de mordida. Ele apenas podia imaginar para que servia aquilo, ou qual seria o nome daquele objeto, supondo que tivesse uma denominação. Jaejoong voltou-se para ele e sorriu, agradável e cheio de gentileza.

– Sabe o que é isso, hyung?

– Não.

– Isso é o que vai te impedir de fazer perguntas bobas para mim. – Explicou Jaejoong. – Vamos, seja um bom namorado e abra a boca.

– Jae, isso é mesmo necessário?

– Claro que é! – Exaltou-se Jaejoong. – E é por esse tipo de pergunta que eu tenho que te calar, quando acabar eu prometo te soltar.

– Quando acabar o que exatamente.

– Você vai ver. – Disse Jaejoong. – Agora abra.

Yunho revirou os olhos e entreabriu seus lábios como o rapaz o havia indicado. Jaejoong posicionou com delicadeza a bola de borracha entre seus dentes e a tira de couro contornou seu rosto, até que o rapaz a prendeu em sua nuca, cuidando para não machucar seu rosto. Yunho estranhou a princípio, achou aquilo incômodo, desconfortável e totalmente desnecessário, não fosse um capricho de seu namorado.

– Está lindo, hyung! – Disse Jaejoong, se afastando momentaneamente para fita-lo. – Agora, eu quero saber, confia mesmo em mim?

Yunho assentiu, grunhindo sua resposta.

– Que ótimo, porque você também não vai poder me tocar, ou se tocar. – Explicou Jaejoong, manuseando outra tira de couro. Yunho se levantou em protesto àquele abuso, e Jae continuou. – A questão, hyung, é que eu não sou muito bom em controlar o meu ciúme e por isso, preciso que você fique paradinho. Então eu vou amarrar as suas mãos.

Yunho suspirou pesadamente. Como ele poderia protestar sem tirar aquilo de sua boca e estragar o momento? Jaejoong sequer deu a ele uma oportunidade, e circulou seu corpo até se posicionar às suas costas. O loiro beijou-lhe a nuca, várias vezes até que ele estivesse relaxado. Então Jae retirou sua blusa e o deixou apenas com a regata que ele usava por baixo, o deixando exposto ao frio.

Sutilmente o loiro agarrou seus pulsos e os posicionou atrás de suas costas, como um condenado. Yunho apenas pôde sentir a tira fria de couro envolvendo seus pulsos e então uma, duas voltas e um nó, mais duas voltas e outro nó mais firme e então o loiro estava satisfeito e ele, completamente vulnerável. Yunho o fitou, desconfiado, até que o triunfante rapaz voltou a posicionar-se à sua frente.

Jaejoong retirou da caixa um pedaço de tecido escuro, uma tira grande o suficiente para sufocar Yunho se assim o loiro desejasse. O escritor o fitou brincar com o tecido, o enrolando em sua mão e soltando logo em seguida. Havia uma última coisa a ser feita para que ele pudesse finalmente começar o que havia preparado para seu amado hyung.

– Agora, eu vou tirar de você o sentido em que você mais confia. – Explicou Jaejoong. – A sua visão, porque só assim, você irá se obrigar a confiar totalmente em mim.

Yunho assentiu, afinal, ao menos o rapaz não tentaria mata-lo naquela noite. Jaejoong sorriu animado e cobriu seus olhos com a venda, a amarrando com firmeza por trás de sua cabeça e então, tudo era escuridão. Jaejoong deixou alguns beijos em seu rosto e pescoço, o recompensando por sua submissão e confiança, não que tal submissão fosse durar muito tempo. Jae o puxou pelo braço e o guiou enquanto ele caminhava.

Yunho havia perdido seu sendo de direção e equilíbrio e não fazia ideia de onde estava sendo levado. Seus pés calçados apenas de meias pisavam no tapete e no assoalho alternadamente e ele sentia seu tato mais aguçado. A mão de Jaejoong em seu braço o dava confiança para caminhar por aqueles corredores sem medo de tropeçar ou esbarrar em nada. Jaejoong o parou e Yunho ouviu o rangido de uma porta se abrindo, muito próxima a ele.

Yunho foi guiado para dentro do cômodo e Jaejoong o indicou que se sentasse em uma confortável poltrona. O moreno sentiu seu corpo afundar no estofado e os pés de Jaejoong reverberavam pelo quarto, trancando a porta, fechando a cortina e finalmente, acendendo algumas velas aromáticas. Yunho teve a impressão de ouvir uma risada feminina, seguida de um “ssshhh”, mas aquilo certamente era sua imaginação.

– Hyung, eu vou tirar a sua venda agora. – Disse Jaejoong.

Yunho assentiu, sentindo as mãos de Jaejoong envolverem sua nuca e desamarrarem com delicadeza o nó firme de trás de sua cabeça. A visão de Yunho ficou turva e por alguns instantes ele demorou a reconhecer o quarto, um dos mais luxuosos da ala oeste. O local era belamente decorado e o que iluminava aquele momento, eram apenas as velas espalhadas pelo chão, pelas janelas e cômodas. O moreno estava acomodado em uma grande poltrona de couro, sentado sobre suas mãos ainda amarradas. Jaejoong havia se posicionado ao seu lado, com uma das mãos em seu ombro e então ele as viu.

Elas eram bonitas, jovens e pareciam inocentes a primeira vista. Ambas com cabelos na altura dos ombros, de cor preta e lisos. A pele clara e alva era facilmente revelada pela camisola de renda rosa que ambas usavam, exatamente iguais. Yunho podia ver-lhe os seios, arredondados e macios, tão convidativos. E a única coisa que tapava o sexo das duas, era uma calcinha branca, também rendada.

Jaejoong tinha razão e não fosse aquela amarra em sua boca, ele teria surtado. Quem eram elas e como teriam chegado ao hotel? O que elas faziam ali aquela hora e por que Jae as havia trazido? Aquilo era errado e Jaejoong bem sabia, ou não o teria amarrado e calado com antecedência. Yunho estava abismado, mas sequer poderia perguntar as intenções do rapaz. E para sua satisfação, elas foram prontamente explanadas.

– Essas são Yuri e Yoona, mulheres que a sua esposa jamais será. – Disse Jaejoong, fitando as duas sorrirem triunfantes. – Você deve estar se perguntando milhares de coisas, mas eu vou te responder o que eu quiser. Elas estão aqui para que você assista o que é fazer amor de verdade. E é isso o que você vai fazer, meu amor, vai assistir, sem se mexer, sem se manifestar, só olhar e aproveitar.

Yunho negou com a cabeça, olhando de Jaejoong para as duas garotas com ar preocupado. O loiro chegou a rir e com um sinal de rosto, indicou que elas poderiam começar. As duas se entreolharam, tímidas, como se não soubessem dar o primeiro passo. Então Yoona avançou, colando os lábios aos de sua irmã, a beijando sem pressa, saboreando o gosto adocicado de seu beijo.

Yunho as fitou agarrarem uma a cintura da outra, revelando mais de suas belas pernas quando se entrelaçaram naquele abraço. Seus lábios brigavam um contra o outro, mas de forma sutil, sem forçar-se, correspondendo a cada carícia, cada suspiro. Yuri afastou os cabelos de sua irmã do rosto e revelou mais do suculento beijo que elas trocavam. Elas se deitaram sincronizadas sobre a cama, entrelaçando as pernas macias e bem torneadas, enquanto as mãos aos poucos começavam a explorar seus corpos.

As camisolas foram rapidamente descartadas e era isso que Jaejoong queria. Mulheres belas e nuas, ao olhar de seu namorado que tentava se controlar. Elas se tocavam sem pudor, mas sem vulgaridade. Seus seios, agora eriçados de excitação, eram explorados por mãos finas e delicadas. Yunho acompanhava seus movimentos com atenção, uma atenção predatória, de alguém que espera o momento certo de agir.

Seu corpo não era tão paciente e os arrepios em sua pele com a simples visão das belas moças e a semi-ereção revelada por sua roupa de tecido leve, eram fatores inevitáveis. E finalmente ele se flagrou desejando elas, desejando seus corpos delicados embaixo do seu, implorando por mais do que só ele poderia oferecer. Não haviam sentimentos estranhos como quando estava com Jaejoong, tampouco a sensação de derrota com a sua esposa, era apenas aquele desejo puramente luxurioso.

Elas não pareciam ligar para ele, ou para seus desejos confusos ali expostos, apenas exibiam seus corpos se entrelaçando, se acariciando, com a fineza que somente uma mulher poderia ter. Yunho se remexeu incomodado quando percebeu suas calcinhas úmidas de excitação, causada somente por alguns toques e beijos sutis. Yuri retirou sua roupa íntima primeiro, a deixando em um lugar qualquer do quarto.

Sua própria mão acariciou seu sexo úmido, macio, rosado enquanto o olhar recaía sobre sua maliciosa irmã mais velha. Yoona não fez questão de se aproximar, a deixou se exibir, a deixou excitar-se com suas próprias carícias no lugar certo. Os cabelos longos de Yuri estavam espalhados pelo travesseiro enquanto seu corpo magro de seios proporcionais se contorcia sobre a cama. Yoona salivava com a cena, ela queria prova-la, mais uma vez.

Yunho também salivava e mordia a pequena bola de borracha em frustração. Ele não podia acreditar que Jae chegara àquele nível de sadismo, deixa-lo de mãos atadas diante de uma cena tão erótica. A saliva de Yunho escorria para seu queixo e pescoço, enquanto ele roçava um joelho no outro em busca de alívio para sua tensão, sem notar o olhar pesado de Jaejoong sobre seu corpo. Ele tinha o que desejava ali, Yunho desejando a liberdade.

Ao contrário de Yunho, Yoona tinha sua liberdade, e ela não demorou a se debruçar sobre a mais nova e atacar-lhe o sexo com seus lábios. Ela sabia onde lamber, em que intensidade sugar e arrancava gemidos longos e agudos de Yuri. E elas não pararam, nem com os apelos mudos de Yunho que se movia incomodado sobre a poltrona. Yuri chegou logo ao seu orgasmo e este fora devidamente intenso, com seus gritos ecoando pelo quarto e seu sexo se umedecendo na boca da mais velha.

Enquanto a deixava descansar, Yoona retirou sua própria calcinha e a deixou no chão. Yunho acreditou por alguns instantes que ele era o próximo, mas ele bem se lembrava das regras de seu namorado. Ele não iria toca-las, ele não tocaria ninguém e sequer seria tocado. Jaejoong caminhava atrás de sua poltrona, com os braços cruzados em frente ao peito, com os olhos fixos em seu namorado que estava agoniado.

Mas ele não libertaria Yunho, pois não era sua intenção que ele participasse do momento íntimo das duas jovens. O cheiro de sexo já impregnava o quarto, mas ainda faltava algo, o orgasmo de Yoona. Ela ainda estava ajoelhada sobre a cama, com as pernas separadas e o sexo exposto ao rapaz, quando começou a se tocar, tal qual sua irmã caçula. Yuri a observou por alguns instantes antes de interrompê-la, chamando sua atenção.

Yoona acomodou-se na beirada da cama e a mais nova tratou de tocar-lhe o sexo com a ponta delicada de seus dedos, onde ela sabia que a outra gostava de ser tocada. Yuri a penetrou algumas vezes com os dedos e não demorou a usar sua língua para devolver o prazer antes lhe dado. Não era sua primeira vez, elas sabiam o que faziam, sabiam chegar ao orgasmo e não se preocupavam com o que as pessoas poderiam pensar de tal relacionamento.

Apesar de haver carinho entre as duas, o que elas faziam era puramente sexual e extremamente egoísta. Yunho jamais havia visto mulheres como elas, não eram de uma beleza espetacular, mas de uma sensualidade única. Elas não precisaram toca-lo ou sequer se referir a ele para que ele ficasse excitado, e aquele era um momento único na vida do rapaz. Ele chegou a revirar os olhos ao vê-las trocarem de posição.

As duas se sentaram sobre a cama, com as pernas devidamente afastadas, uma de frente para a outra. Seus corpos já estavam suados e seus cabelos caíam sobre seu rosto e cobriam-lhe os seios. Elas se aproximaram gradativamente, até que o sexo de uma estivesse devidamente encostado ao da outra, ambos escorrendo excitação e molhando os poucos pelos pubianos que elas possuíam.

Suas pernas se entrelaçaram e seus lábios se encontraram quando as duas moças começaram a se mover uma contra a outra. Duas ninfetas se roçando sem pudor algum. Yunho havia escorregado na poltrona e seu olhar estava recaído sobre elas, enquanto sua nuca se encostava nas costas da poltrona e sua saliva escorria para seu pescoço. Mas o que mais incomodava, era seu membro, pulsando úmido, deixando uma marca molhada em sua calça. Jaejoong parou ao seu lado e se abaixou como se procurasse algo, para por fim, com a ponta dos dedos erguer os elásticos de sua calça e roupa íntima, e observar seu membro pulsando enrijecido.

Jaejoong sorriu satisfeito e malicioso, e tocou a glande úmida do rapaz com a ponta do indicador, retirando dali seu pré-gozo, e finalmente o levando aos lábios, a fim de provar seu sabor. Yunho praguejou com seus grunhidos, pois queria a liberdade, e queria seu orgasmo de direito. Jaejoong havia ido longe demais com seus jogos e pagaria pelas suas consequências. O loiro gemeu após tirar os dedos da boca e o provocou:

– Tão doce.

Yunho o xingou mentalmente quando o rapaz voltou a se afastar e finalmente ele desviou o olhar para as duas. Elas estavam novamente próximas ao orgasmo, Yunho podia ver por seus movimentos rápidos e exagerados, além dos gemidos agudos que saíam de suas gargantas. E elas não pararam, não até que juntas chegaram ao ápice daquele momento. As pontadas começaram fracas, mas aumentaram de intensidade a medida que seu orgasmo ganhava força e se espalhava de seu sexo para o resto de seus corpos. E então caíram exaustas sobre a cama.

Yunho ouviu a risada gostosa de Jae logo que as duas se acalmaram. Elas deixaram seus corpos caídos sobre os lençóis amarrotados, carinhosamente abraçadas. Jaejoong subiu sobre a cama e beijou o rosto de cada uma as agradecendo pela sua erótica exibição. Elas também riram e se viraram para dormir, enquanto Jaejoong tinha um assunto a resolver. Yunho forçou os pés no chão e se ergueu sobre o assento, ainda sentado com ambas as pernas afastadas.

Jaejoong se aproximou ainda exibindo seu sorriso divertido. Yunho não via tanta graça, já que ele o torturara na última hora, o fazendo assistir sexo lésbico sem poder se tocar. Jae beijou seu rosto, rindo ao ouvir Yunho bufar com a sua ação. Ele estava pronto, iria querer se satisfazer, e Jae não iria mais perder seu tempo com discussões sem fundamento e desculpas esfarrapadas.

Ele ergueu Yunho pelo braço e o rapaz se pôs em pé com alguma dificuldade. Jaejoong o guiou para fora do quarto, em silêncio, as deixando novamente a sós. Yunho deu uma última olhada e viu Yuri apagar a última vela, deixando o quarto novamente em completa penumbra, como estava antes dele entrar ali. Yunho tinha a respiração ruidosa e seus passos eram incertos, tentando manter o equilíbrio com as mãos para trás e uma ereção dolorida entre as pernas. Ele queria alívio.

Jaejoong o fez voltar ao quarto que eles ocupavam, não parecendo estar apressado, mas sem deixar de demonstrar sua animação sádica com o momento. Jae o deixou entrar no quarto antes de fechar e trancar a porta atrás de si, os isolando ali para um momento que seria apenas dos dois. Yunho sentou-se na beirada da cama, se remexendo para se livrar de suas amarras, coisa que não fizera ao longo de sua sessão de tortura.

Jaejoong sentou-se em seu colo, com uma perna em cada lado de seu corpo, e fez questão de apoiar as nádegas fartas em seu membro pulsante. Yunho sentiu um arrepio na espinha e sua excitação aumentou, se é que aquilo era possível. As nádegas do rapaz eram tão confortáveis e seu membro estava tão deliciosamente pressionado que ele apenas desejava ir além. Jaejoong sorriu compreensivo, amando finalmente tê-lo tão necessitado e ao seu bel prazer.

– Vou tirar a sua coleira, hyung, mas se me insultar, eu não vou te desamarrar. – Explicou Jaejoong enquanto desafivelava a amarra que o proibia de falar. Yunho sentiu sua mandíbula doer assim que o apetrecho saiu de sua boca. – Muito bom, hyung.

– Me solta. – Ordenou Yunho, o vendo abrir seu adorável sorriso.

– Como quiser, meu Yunho.

E lentamente Jaejoong desfez cada um dos nós que impediam Yunho de se mover. O moreno sentiu a tira de couro que machucara seus pulsos se afrouxar até que ele estivesse livre. O canto dos lábios de Yunho estavam cortados e haviam hematomas em seus pulsos, mas nada daquilo parecia ter um valor verdadeiro diante do que ele sentia naquele momento. Como ele odiava Jaejoong, e como o amava.

Ele queria vê-lo sofrer, gritar, pedir por mais ao mesmo tempo em que já havia decidido que aquele homem seria seu. E não haveria nada de toques sutis como as duas ninfetas que Jaejoong o apresentara, seria do seu jeito. Yunho o agarrou pela gola da blusa e o jogou sobre a cama, vendo o rapaz puxar o ar assustado. O moreno se jogou contra ele, deixando o peso de seu corpo e de todos aqueles anos incidirem contra o loiro.

Jaejoong ergueu as mãos na altura de seu rosto em sinal de rendição. Ele estava pronto para sua punição.

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